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O Retorno da Dragão Brasil. Era Inevitável

Por André Faccas Após a brincadeira em forma de homenagem ao seriado Stranger Things da Netflix, o povo clamou, orou a seus deuses e m...



Por André Faccas

Após a brincadeira em forma de homenagem ao seriado Stranger Things da Netflix, o povo clamou, orou a seus deuses e mestres ancestrais, até que a Editora Jambô decidiu trazer de volta, em definitivo a mais conhecida revista de RPG da história do país, a Dragão Brasil. Porém, o mundo mudou desde a última encarnação da revista, no número 111 da antiga editora Trama/Talismã.



Pensando nisso, a empreitada agora capitaneada por JM Trevisan, que conta com o auxilio direto de Marcelo Cassaro, Rogerio Saladino, Guilherme Svaldi, Leonel Caldela e Gustavo Brauner, além de MILHARES de colaboradores. Como assim milhares? Simples, agora a revista é digital, financiada coletivamente através da ferramenta APOIA-SE. Para maiores detalhes, recomendo a leitura na própria pagina do projeto aqui. Alias, nesse link é possível entender mais como todo o processo de decisão sobre o retorno da revista foi feito, além de como se tornar assinante. (SPOILERS: no final do texto você vai querer assinar, então já corre lá)

Apesar de não querer entrar nesses detalhes mais técnicos de realização da nova fase da DB, é importante sabermos como ela funciona justamente para entender o novo posicionamento e como veremos material na revista.

O (FUTURO) PRESENTE É DIGITAL




Ser digital trás diversas diferenças da Dragão que conhecíamos para hoje. A começar pela própria diagramação da revista, que deixa de ser trabalhada no formato tradicional de papel, ou seja, na vertical, e parte para uma diagramação horizontal, mais de acordo com os dispositivos que vai atender: sejam desktops, notebooks, tablets ou smartphones. Para quem não conseguiu visualizar, imaginem os livros mais atuais de 3D&T. Sim, a Dragão Brasil agora é uma publicação digital e, não, não há planos para que isso mude, não agora. E isso é ótimo, como veremos a seguir.

Voltando ao formato horizontal, nas duas edições que este escriba já recebeu, é notório que inicialmente foi diferente até mesmo para os editores trabalharem com esse formato. A diagramação tem que ser diferente, tem que levar em conta qualidade de monitores, atém do equilíbrio entre artes e textos. Porém, ele é mais orgânico e de uma edição para a outra é evolução é sensivelmente grande. 

Além da parte visual, o fato de termos uma revista digital trás diversas vantagens aos leitores e editores: não temos mais edições esgotadas, não temos dependência de distribuição (um problema eterno no Brasil), é ecologicamente correto e alinhado com as tendências de hoje e outras coisinhas a mais.

AGORA VOCÊ TAMBÉM PARTICIPA



Ser digital e apoiado através de financiamento coletivo esta trazendo toda uma nova forma de iteração entre leitores e produtores. O formato do financiamento é mensal, ou seja, através de boleto ou cadastro no cartão de crédito, o apoiador deposita para a produção da revista. E o valor arrecadado afeta diretamente o conteúdo. Como assim?

Simples: usando um sistema de metas, os editores conseguem acrescentar recompensas (lembrando bem o RPG mesmo) diferenciadas para cada meta de valor atingido. Por exemplo, o projeto arrecadando R$8000,00, os dois Trios Tormenta gravam um podcast
 mensal, distribuído justamente com a revista, falando sobre tudo (até mesmo RPG).

Os valores de contribuição também são bem convidativos: o primeiro valor é de R$7,00 (menos que um lanche do McDonalds me disse o Saladino), e já tem direito a revista integral, como se simplesmente o apoiador comprasse a revista na banca. Esse é o nível chamado Guarda de Malpetrim, referencia a uma das cidades do cenário Tormenta, onipresente na publicação.

O próximo nível de apoio, Aventureiro, custa R$11,00 e além de receber a revista, o apoiador leva um wallpaper com a arte da capa (distribuído apenas entre assinantes) e o nome nos créditos. Além disso, o último nível, Conselheiro-Mór, torna o leitor apto a participar de um grupo no Facebook, grupo fechado, com os criadores da DB, onde são discutidas as pautas da revista. Por exemplo, a adaptação de Overwatch na edição nº 114, teve seus personagens definidos na primeira parte através de votação neste grupo. Quase que diariamente, são expostas novidades aos membros, que usam o espaço também para sugerir pautas, matérias, adaptações, sempre em contato direto com os criadores. Legal, né?

TÁ, MAS E O QUE INTERESSA? AS MATÉRIAS ESTAO LEGAIS?



Sim, estão. Curto e grosso.
Isso é, claro, se você gostava da Dragão. Se você não gostava do estilo antigo. Tirando a parte de adaptações ao mundo de hoje, a sensação que se tem é que eles nunca pararam de publicar. Os Pergaminhos dos Leitores, as Lendas Lendárias, resenhas, reviews e adaptações estão todas lá, com adições de colunas dos membros dos dois Trios Tormentas (sim, tem Leonel Caldela todo mês, se é o que você quer saber).

No quesito adaptações, já tivemos além da já citada OverWatch, Luke Cage, Doutor Estranho, Cavaleiros Jedi para o cenário de Tormenta. Já foi anunciada adaptação de Rogue One (mais uma vez, grupo de Conselheiros-Mór), além da continuação de Overwatch. São tantas ideias rolando que muitas vezes não conseguimos acompanhar e é muito bom ver o que vai ou não para a revista. 

Além disso, matérias como resenhas e reviews acompanham a revista, além das citadas colunas. Temos uma coluna de ganchos para Tormenta e Brigada Ligeira Estelar, cenários da casa, juntamente com seus respectivos sistemas, Tormenta RPG e 3D&T, ainda que outros sistemas sejam figurinhas carimbadas em adaptações, como Mutantes e Malfeitores, D&D 5.0 e até mesmo Mago: A Ascenção (na adaptação do Doutor Estranho).

DESAFIOS FUTUROS (QUE DÃO MAIS XP)




Sejamos francos, ainda há problemas. Mas, são problemas “bons”, digamos assim. 

Nas duas primeiras edições, a distribuição digital, feita por um servidor de automatização de envio de e-mails simplesmente não aguentou a quantidade de colaboradores e acabou atrasando para alguns a chegada das revistas, gerando diversas reclamações no grupo de Conselheiros (lembra do contato direto?). Porém, se desafios são o que fazem os heróis ganharem experiência, estes foram tirados de letra com a atuação dos editores, que estavam trabalhando até mesmo na véspera de réveillon, buscando a resolução.

A diagramação foi um problema, principalmente para a leitura em smartphones, devido ao formato pdf, mas com a meta de uma versão Mobile, acredito que isso se solucionará já na próxima edição.   
Os editores foram muito cuidados em recapitular a história do cenário todo de Tormenta desde o fim da revista fisica (edição 113) e a Guilda do Macaco (edição 114, videocast que mostra uma mesa formada pelos criadores do cenário, que vai movimentar o cânone de Arton), mas isso acabou sendo uma “overdose” de Tormenta, soando muitas vezes propaganda dos outros produtos do grupo. Nada demais para quem gosta do cenário mais jogado do país. 


FIM DA AVENTURA OU COMEÇO DE OUTRAS?


O saldo final é extremamente positivo. 

A DB conseguiu se atualizar ao mundo das conexões 4G e banda larga, dos múltiplos lançamentos, que tem o seu devido espaço com resenhas e adaptações, além de resgatar o aspecto nostálgico. Acredito que com o tempo e popularização do retorno, a lenda da Dragão Brasil correrá a internet tupiniquim, trazendo novamente a importância que este grupo de aventureiros tem para o nosso hobby. E pensar que tudo isso só aconteceu por que um dia, alguém disse que a fonte de Stranger Things era igual a da Dragão...



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