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Jogos casuais vs RPGs casuais #DnC 26

Conversando com rpgistas freaks, percebi que o termo “ casual ” pode ter um significado bem distinto, se tratando do roleplay (nosso game )...

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Conversando com rpgistas freaks, percebi que o termo “casual” pode ter um significado bem distinto, se tratando do roleplay (nosso game)  e, acredito, que isso pode afetar o entendimento do nosso mercado de uma maneira bem peculiar… sabe aquele lance de relatividade? - O que é para você, pode não ser para pessoas diferentes.  Pra discutir isso, vamos entender, primeiro, o que é um jogo casual e o perfil do seu tipo de gamer.
Casual Gamers
Quem nos dá a ideia do que é um jogo casual é  Gregory Trefry  no livro Casual Game Design: Designing Play for the Gamer (indicado pelo brother Vince Vader). Para ele, os jogos devem seguir algumas características para serem categorizados como casuais:
As regras devem ser claras e objetivas… os jogadores devem alcançar rapidamente o domínio sobre elas com habilidade para jogar tranquilamente. Além disso o jogo deve se adaptar ao tempo disponível pelo jogador para a diversão e os temas dos games devem ser baseados em conteudos familiáres ao seu público.
Ou seja, é um jogo fácil… rápido e que não exige (quase nenhum) comprometimento por parte do jogador.


Esse tipo de jogo (atualmente) atingem uma parcela gigantesca de players através de aplicativos de redes sociais (social apps). Segundo a Hive Digital, são cerca de 40 milhões de gamers no Brasil… (ahm manjei porque o WOW tá afim de invadir o terreno) e desses uma grande parcela (senão a maioria) são jogadores casuais. Só o Face, tem 350 milhões, pelo mundo todo. Imaginem se uma pequena parte disso fosse adepta ao RPG, como seria fácil viciar eles em um mundo e depois apresentar um conteúdo expandido com livros, dados e inúmeras possibilidades.
Pronto. Imaginou? Essa é a estratégia que a Wizards usou com o Neverwrinter – infelizmente o efeito viral não teve o sucesso esperado até agora.
Mas vamos falar de um mercado menos milhonário, aonde as empresas de rpg ainda não dispõem de grana para desenvolver coisas do tipo: o Brasil, por exemplo!
Por aqui, algumas coisas andam se dando bem entre essa galera casual e uma delas é o tão jogado UNO. Pois é, quem diria que um cardgame old iria invadir as casas em meados dos anos 2011?
Mas porque ele consegue isso? Porque é simples… de entender, se preparar e com possibilidades para 2 jogadores ou mais. Isso o torna casual, ao contrário de alguns títulos aonde você encontra vários problemas para reunir nerds e jogar D&D, por exemplo.
E o RPG, é casual?
Muitos roleplayers diriam que podemos citar o 3D&t como um título casual para novatos iniciarem nesse novo universo gamer, mas se pensarmos bem fica complicado de considera-lo assim. Pensem bem, o Role Playing Game é um jogo aonde sua imersão (interação profunda) está baseada na narrativa, o que requer um conhecimento rasoável de pelo menos um dos jogadores (o mestre).


Além disso o processo de construção de personagem pode ser algo bem interessante para muitos e massante para outros, pelo simples fato de não haver estímulo visual – a imaginação é um dom, adquirido mas um dom!
Muitos rpgistas consideram o que é casual, dentro do nosso universo, que não é tão casual para a massa.
A dificuldade de atingir as massas está realmente nessa questão, os jogadores casuais não tem tempo para se envolver e nem querem isso… não querem um sistema com regras reduzidas para jogar rapidinho, nem juntar um grupo de amigos para tal feito. Querem jogar com quem aparecer nos momentos que ninguém planejou, sobre a mesa com um pouco bebida em uma reunião de amigos improvisada.
Querem pegar seu jogo e falar para os outros “chega aqui, te explico em 2 minutos e vc começa a jogar… depois de duas rodadas vc entende melhor.”
Muitos dos sistemas de rpg atuais (os mais conhecidos) ainda estão meio longe do que poderíamos chamar de Casual Game, mas não quer dizer que eles precisem ser casuais, mas que poderiam ter versões para tal jogador. Assim como warcraft tem boardgame, cardgame e mmorpg, porque o Tormenta não poderia ter várias adaptações para públicos distintos ? (hipótese)
Claro que pode existir alguns sistemas que se aproximam disso, ouvi dizer bem do Violentina, mas e ai conhecem algum que possa ser ensinado e jogado sem muita dificuldade por leigos?
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