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Canções da Meia-Noite #29 A Masmorra

Saudações aventureiros e amigos bardos de plantão! A Canções da Meia-Noite está de volta ,isso mesmo após um tempo se aventurando por t...



Saudações aventureiros e amigos bardos de plantão!A Canções da Meia-Noite está de volta ,isso mesmo após um tempo se aventurando por terras distantes esse bardo aqui voltou cheio de histórias novas para todos vocês,então confiram a seguir as novidades que aguardam a todos vocês!


Ahh a sede pela aventura,o desejo de desbravar as cavernas abandonadas ,as ruínas dos castelos e as floresta cheias de seres malignos,o desejo pela glória é algo cobiçado por todos os heróis ,mas na busca por essa glória muitos heróis em sua ingenuidade  são atraídos para aventuras que apenas resultam em uma trágico fim para ele e seus companheiros.Essa é uma lição que nosso amigo aventureiro Santiago Minneti traz para todos nós hoje.


































A Masmorra

A escuridão era palpável. Nada se mexia. O ar abafado era uma constante ao seu redor. O medo, insuportável.

Relembrar as horas passadas apenas o fazia suar mais. As lágrimas já se tornavam escassas. Era inacreditável que justo ele estivesse ali.

O chamado havia sido simples. Entrar numa masmorra, resgatar os prisioneiros e receber as bênçãos – e o dinheiro – da cidade. Fácil. Nada que não houvesse sido feito antes. Mas o que aconteceu estava além de toda e qualquer explicação.

A masmorra, uma caverna antiga ao norte do povoado, era de um tom cinza escuro característico das pedras da região. Aquele era – supostamente – o lar de uma tribo bárbara que costuma uma ou duas vezes ao ano saquear a vila.

Enquanto adentrava na caverna, percebia que os pictogramas na parede em nada se pareciam àqueles que comumente eram feitos pela tribo. E o material usado para desenhá-los também era pouco usual. Ao raspar um desses percebeu que aquilo havia feito parte de um homem. Suas habilidades de caçador não negavam isso.

A substância, cada vez mais recorrente, tornava-se extremamente fresca quanto mais profundo ele se deslocava pela caverna. Num relance percebeu que algo o sondava nas sombras.

Ao voltar-se para o lado viu algo que sua mente não conseguia explicar. Era um ser formado por parte da tribo bárbara. Em seu estado amorfo exibia dúzias de olhos vidrados em pânico, que exibiam uma maldade inominável. Algumas bocas mesclavam-se às bolhas que eclodiam pela mescla de muco e pele que borbulhava e fluía em torno do ser.

O som que fazia ao rastejar era similar ao grito final de suas vítimas, o estranho ser nada dizia, apenas avançava. Com o olhar fixo na aberração, o jovem guardião tentou sacar sua espada. Um, dois, três golpes e a estranha criatura engolfou sua espada. Ao fazê-lo, aquilo que seria sua pele ganhou um tom metálico e tornou-se mais resistente. Aquilo se adaptava com facilidade.

Sem perceber, o jovem recebeu um golpe por trás. Desmaiou. Horas se passaram até que acordasse em seu cativeiro, sozinho no escuro.

Num instante começou a sentir um leve gotejar em sua cabeça. Gota a gota, um líquido frio descia-lhe pela face. Passaram-se horas até que percebesse que seu rosto se desfigurava.

Um breve clarão irrompeu na porta.

– Vejo que o filho da criatura se alimenta adequadamente – disse o lorde da aldeia que o havia contratado. – Mais um ser para ofertarmos aos nossos novos amos.

O gotejar prosseguia. Pouco a pouco, carne, nervos e ossos eram reduzidos a um muco inominável. E o jovem gritava com uma agonia desesperadora. Ninguém o ouvia. Ninguém se importava. E após seu corpo ser consumido pela criatura, outro incauto herói seria convidado a adentrar na masmorra.

E assim a criatura se fortalecia.


Se você deseja fazer parte dessa turma de bardos que adoram narrar suas histórias para o mundo,mande seus contos para contos@rpgvale.com.br e tenha ele publicado aqui na Canções da Meia-Noite
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