RPG VALE na BGS 2018 - Conheça os lançamentos indie

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Na BGS de 2018, fui no primeiro e no terceiro dia. Diferente do que me contaram sobre os anos anteriores, não tive dificuldades para entrar e as filas estavam fluindo, principalmente para quem imprimiu a credencial com antecedência.



Mesmo no terceiro dia era possível andar com tranquilidade em boa parte dos lugares. Só em corredores nos quais grandes empresas estavam lado a lado ficou mais complicada a locomoção, mas nada absurdo.

No primeiro dia tive o prazer de conhecer o desenvolvedor Augusto Marques, do game HUE Defense 

Tanto pela formação, quanto pelo meu interesse na área, fui ver a área indie do evento. Os desenvolvedores de jogos independentes do Brasil ficaram distribuídos em um corredor, chamado de Avenida Indie.


A ideia foi muito bacana, o público pôde ver os jogos passeando por um espaço mais acessível do que no ano anterior (o que foi reclamação de muitos expositores), porém penso que mais meio metro de “rua” ajudaria principalmente para testar os jogos e para fazer entrevistas e fotos.



Sobre os jogos é uma sensação incrível ver o Brasil mostrando seu potencial. Claro que muitos dos grandes nomes do “desenvolvimento alternativo de games” não estiveram esse ano. Para se  ter uma ideias, olhem esses dados do Censo do Minc:
“O 2º Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais, produzido pelo Ministério da Cultura, indicou crescimento do mercado de jogos eletrônicos brasileiros em todas as regiões do país. De 2014 a 2018, o número de desenvolvedoras passou de 142 para 375, um aumento de 164%” 
Vemos porque minha empolgação não é à toa.

Agora falando dos jogos. Os destaques da produção nacional foram:

 - A Behold Studios, do aclamado Knights of Pen & Paper, esteve presente com seu novo projeto OUT OF SPACE, um multiplayer 3D cooperativo. - http://beholdstudios.com.br/



- O impactante DOLMEN da Massive Work Studio: um RPG de ação em terceira pessoa que coloca o jogador em um planeta desconhecido sem muitas informações iniciais. O personagem é o único sobrevivente de uma tripulação e não sabe como chegou nesse mundo alienígena hostil que mistura conceitos de terror como os de H. P. Lovecraft. - http://dolmenthegame.com/home/952-2/



- Lenin, The Lion, feito no conhecido RPG Maker MV. O jogo toca em um tema delicado, mostrando a história de um leão albino que sofre de depressão por ser diferente e sofrer bullying dos moradores da vila onde vive. Seguindo estilo de RPGs antigos, as escolhas do jogador podem levá-lo até cinco finais diferentes. A arte é linda e tudo feito por uma única pessoa, o João Bueno. (Você pode acompanhar o patreon desse projeto clicando aqui)



- Esquadrão 51 que joguei três vezes e jogaria mais se o tempo deixasse. Um shoot’em up 2D todo em preto e branco com imagens lembrando filmes antigos onde os jogadores combatem alienígenas. Era possível testar o jogo direto no Nintendo switch. Para os saudosistas desse estilo de jogo vale muito apena. Um bônus: todas as cenas de narrativa são filmadas com atores, o que dá um clima todo especial a apresentação. - http://loomiarts.com/




- Em uma festa a fantasia uma divindade misteriosa concede poderes aos convidados de acordo com seus trajes. Começa assim um torneio cósmico. Trajes Fatais já é um jogo conhecido e esperado na esfera indie e foi muito concorrido no evento. Um jogo de luta 2D lembrando grandes clássicos como KOF. - https://www.facebook.com/traf.onanim


 - Josh Journey: Darkness Totens do Província Studio, um beat ‘em up de animações e artes lindas. O jogo tem inspiração no sucesso da Xbox live, o Castle Crush, porém considero o visual bem mais interessante, com os quatro personagens (dois estavam disponíveis na BGS) bem trabalhados em suas características e habilidades. Uma curiosidade que o Josh Journey foi um dos projetos vitoriosos de um edital da ANCINE para incentivar e fomentar a área de games no Brasil, neste edital 23 jogos foram contemplados e outros editais estão surgindo. (Uma dentro do nosso governo para variar, né?). - https://www.facebook.com/provinciastudio/



 - Conheci o pessoal do Instituto Maria João Aleixo (IMJA) que são envolvidos com as causas das periferias. Eles mostraram o projeto para um jogo no qual dois protagonistas vivem o cotidiano de uma comunidade do Rio de Janeiro. O projeto está em fase de pesquisa e será criado por seis jovens negros de periferia que já trabalham na área de TI, tomando cuidado para não ser estereotipado. A expectativa é de um jogo de mundo aberto. Ficaremos de olho nesse pessoal. Além disso, o IMJA apresentou a revista Periferias e o falou do Prêmio Mestres da Periferia que homenageou a vereadora do PSOL brutalmente assassinada, Marielle Franco e premiou, entre outras personalidades, a escritora Conceição Evaristo.




 - A Black River lançou  um jogo de estratégia por turnos que conta a história de um país fictício chamado Navaha. Em Conflict0: Revolution, um grupo de revolucionários decide enfrentar um governo corrupto e elitista. Os dois lados utilizam os Autos, máquinas de guerra pilotadas. - https://www.facebook.com/blackrivergames

E muitos outros que tiveram bom público em seus stands e receberam destaque em outros sites especializados como Try. Die. Repeat., SuperVolley, Insania, Rei do Cangaço da Ignite Studios e o Gravity Heroes da Studica Solution.




Além da produção indie, houve também jogos produzidos por brasileiros em estandes de grandes empresas como o Horizon Chase Turbo da Aquiris, em exposição no estande da SONY, que já saiu para PS4 e foi confirmado também para o XBOX ONE ainda em 2018.

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Mônica e a Guarda dos Coelhos feito pelo pessoal da Mad Mimic Interactive (que fizeram também o No Heroes Here) no estande da Xbox;
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E você, foi a BGS2018 e visitou a Avenida Indie? O que achou e que jogos chamaram sua atenção? Você está fazendo algum jogo? Fale para gente. Comente aqui.

Informação importante: nossa série de entrevistas vai trazer desenvolvedores, entusiastas e pesquisadores de indie games. Fiquem atentos.

Veja mais fotos




















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4 disqus:

  1. Achei um texto bacana, que descreveu bem a Avenida Indie desse ano na BGS. Eu também gostei desse formato e concordo que meio metro a mais ali daria uma melhor oportunidade das pessoas jogarem e interagirem. Outra impressão que tive e que esse ano havia outras "novas caras" ali.

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    1. Grande Alan, obrigado pelo comentário. Sim, podia ser um pouco maior ne? E sem duvida valeu muito por ver tanta gente diferente e grandes jogos surgindo. Abs

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  2. Muito boa sua materia sobre a BGS gostaria muito de ter ido mas acho muito abusivo o valor dos ingressos de verdade, apesar de ser um excelente local de obter mais informações e ver as novidades do mundo gamer.

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    1. Realmente o preço é um pouco salgado, mas iremos fazer algumas materiais sobre os jogos que rolaram lá, principalmente os jogos da área indie, para que o pessoal saiba mais sobre as novidades apresentadas no evento :D

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