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Resenha do Leitor: Child of The Light

Saudações roleplayers, um de nossos leitores, Glauco Rocha , após longas horas explorando o jogo Child of Light fez uma resenha épica ...


Saudações roleplayers, um de nossos leitores, Glauco Rocha , após longas horas explorando o jogo Child of Light fez uma resenha épica do mesmo falando sobre toda a  experiência que este game pode oferecer. Confiram logo abaixo.

Contos de fadas, personagens carismáticos, diálogos com rimas em um ritmo quase shakespeariano, gráficos estilizados à moda literária antiga e trilha sonora inspiradora. Child of Light, sem dúvidas, reúne todos estes elementos com uma primazia indelével, digna de figurar entre os clássicos jogos de Role Playing Game de todos os tempos, ainda que tenha sido produzido recentemente.

Visão Geral

Lançado em 2014 para Windows, Playstation 3, Playstation 4, Playstation Vita, Wii U, X Box 360 e X Box One e produzido pela Ubisoft Montreal, Child of Light é um jogo de RPG e Plataforma que conta a história de Aurora, uma jovem princesa que padece de uma estranha doença que a deixa inerte e sem forças em sua cama. Depois de sucumbir de vez à doença e morrer, Aurora acorda em um mundo mágico e desconhecido chamado Lemuria, onde deve aventurar-se contra a tirana Rainha da Noite. Para encarar este grande desafio, ela conta com a ajuda de muitos amigos que conhece durante sua jornada. Os detalhes principais da história são transmitidos ao jogador em uma narrativa que mais assemelha-se a uma fábula infantil contada para uma criança, evidenciando a intenção dos criadores em criar uma atmosfera imaginativa que nos desconecta da realidade. Apesar da aparência infanto-juvenil do game, Child of Light é capaz de entreter jovens e adultos, induzindo-nos a descobrir os mistérios da trama e as mecânicas por trás desta obra de arte digital.



Enredo

A história começa com um duque da Áustria que se casa com uma duquesa e tem uma filha com ela, Aurora, que ele ama muito. A mãe da garota morre de causas desconhecidas e o duque cria sozinho sua filha com amor e carinho. Anos depois, o duque, sentindo-se solitário, apaixona-se novamente e contrai um novo matrimônio. Na véspera da Páscoa de 1895, Aurora adoece em sua cama, ficando com a pele extremamente fria e branca. Ela é encontrada na manhã seguinte totalmente abatida pela peculiar enfermidade, vindo a falecer em seguida. Enquanto seu pai pranteava o destino trágico de sua amada filha, Aurora despertava em uma terra desconhecida. Ela estava agora em Lemuria, um continente cheio de magia e mistérios. Inicialmente ela acredita estar sonhando e chama, em vão, pelo seu querido pai, porém encontra-se sozinha em uma floresta sombria. Depois de seguir floresta adentro, ela encontra uma espécie de pequeno Fogo-fátuo — o qual ela chama inicialmente de Vaga-lume — , que procurava justamente por uma garota chamada Aurora. Em seguida, ele pede que a menina o acompanhe até a presença de uma moça, deixando Aurora esperançosa de despertar daquele sonho terrível quando encontrar a tal mulher.

Após enfrentar grandes perigos e encontrar alguns aliados, ela é informada que deve recuperar o Sol, a Lua e as Estrelas, que foram roubados pela Rainha da Noite, caso queira realmente voltar para casa.



Jogabilidade

Child of Light é um jogo de RPG Ação que reúne alguns elementos encontrados em jogos clássicos do gênero. Possui, essencialmente, dois ambientes: O explorável e o de batalha. O ambiente de exploração funciona basicamente como um side-scroller de plataforma (parecido com o que há no jogo Valkyrie Profile), por onde o jogador avança pelos cenários e pela história do jogo, encontrando inimigos e itens e resolvendo puzzles (sendo necessário recorrer a ajuda do Vaga-lume para solucionar muitos deles).


Quando Aurora, no ambiente de exploração, toca em um inimigo, ou encontra um Boss, o jogador é levado a um cenário onde a batalha acontecerá de fato, lembrando bastante os jogos clássicos da série Final Fantasy. Durante a luta, o jogador pode realizar ataques físicos, defender-se, lançar magias (consumindo certa quantia de Magic Points para isso), usar itens mágicos ou fugir (exceto quando enfrenta um Boss). Outra característica "inspirada" na série clássica de Final Fantasy é o sistema de turnos. O jogador só pode escolher alguma ação quando o medidor de turno do personagem (Wait) é completado até a linha branca que o separa do pequeno medidor vermelho (Cast).


Ao atingir esta linha, o tempo da batalha congela e você pode escolher qual ação poderá tomar sem preocupar-se em decidir rapidamente o que fazer (O que não ocorre com os jogos clássicos de Final Fantasy, que obrigam o jogador a ser ágil em suas escolhas a fim de executar suas ações antes dos inimigos). Após escolher o que irá fazer, o ícone que simboliza o personagem adentra na parte vermelha da barra de turnos, na qual é mostrado o período de preparo da ação optada, ou seja, o tempo necessário que se deve esperar para realizar a ação desejada.



Caso o personagem venha a ser atacado com sucesso enquanto estiver se preparando na barra vermelha, ele imediatamente perderá sua ação e voltará para o começo do medidor de turnos. Deste modo, quando na iminência de um ataque do inimigo, deve-se selecionar a opção "defender", evitando que a vez do personagem retorne ao ponto inicial da barra de turnos se for atacado. Você também pode interromper seus inimigos e realizar múltiplos ataques sem que eles tenham a chance de fazer algo. Além disso, em meio ao combate, é possível utilizar o Vaga-lume para coletar pontos de HP e MP entre algumas plantas luminosas presentes no cenário de batalha. Pode-se utilizar o Vaga-lume também para brilhar rente a algum oponente e, deste modo, retardar o tempo de sua ação, ou brilhar próximo a um aliado para recuperar um pouco de seu HP. Todavia, este brilho não pode ser executado eternamente, pois é limitado e precisa ser recarregado com o passar do tempo ou com as luzes das plantas luminosas. Apenas dois personagens podem ser escalados para as batalhas, mas é possível trocá-los de lugar com outros durante a luta, em seus respectivos turnos.

Todos os aliados possuem habilidades únicas que podem ser aperfeiçoadas em uma árvore de skills individual, acessada através do menu do jogo no ambiente de exploração.


Desta forma, você pode aumentar seu ataque e adicionar o elemento de fogo, água, raios ou luz, bem como aumentar sua defesa e reduzir os danos tomados pelos elementos já citados. Você também pode utilizar os cristais como acessórios e conseguir benefícios como aumentar a velocidade de sua barra de turnos, aumentar seu HP, aumentar sua chance de esquiva, paralisar o inimigo, etc. Estes cristais podem ser combinados para formar oculi com efeitos ainda mais potentes. Pedras brutas podem ser transformadas em polidas; estas podem ser transformadas em lapidadas; as últimas podem ser transformadas em brilhantes, e, por fim, as brilhantes podem ser transformadas em Pedras da Princesa. Diversas combinações ofensivas e defensivas são possíveis e o jogador deve ficar de olho nos tipos de oponentes que se apresentam no momento antes de decidir quais pedras oculi equipar.

Gráficos

Child of Light apresenta gráficos suaves, coloridos e bem detalhados, como se fossem artes conceituais pintadas à mão. Thomas Rollus, diretor de arte do jogo, disse em uma entrevista que utilizaram intencionalmente um efeito aguarela (watercolour) nos gráficos para dar a impressão de que a aventura de Aurora se passa em um sonho submerso na água. Este detalhe também é evidenciado pelo cabelo incrivelmente vívido e flutuante da pequena princesa ruiva. Os traços do game são inspirados em pinturas artísticas associadas a contos de fadas antigos, um fator bem interessante para jogadores nostálgicos que queiram relembrar elementos de sua infância. Aurora movimenta-se apenas para frente e para trás (no estilo side scroller 2D), porém ela não apresenta um comportamento estático e demasiadamente mecânico. Ela olha para cima, para baixo, para os lados, como se estivesse curiosa com a paisagem em volta. A câmera geralmente é fixa em um ponto, mas pode aproximar-se para salientar ao jogador maiores detalhes do que está acontecendo em determinada cena do jogo.



Trilha Sonora

As músicas foram compostas por Cœur de Pirate e os efeitos sonoros foram produzidos pelo designer de áudio Huge Bastien. Segundo Patrick Plourde, diretor criativo, as composições de Pirate possuem um tom de intimidade, nostalgia, energia e juventude nas melodias, principalmente as feitas com o piano. A compositora trabalhou com bastante liberdade imaginativa e baseou suas composições em cenas que assistia do próprio game.



Para as batalhas contra os Bosses foi utilizada uma orquestra para produzir a trilha sonora das lutas, como muitos jogos de RPG fazem, alimentando aquele sentimento de perigo que os jogadores sentem quando diante de um inimigo desafiador.



Patrick Plourde diz ainda que também trabalharam junto com o Cirque du Soleil para agregar um senso de teatralidade no game, além de ajudar na inspiração da criação de roupas extravagantes e mundos exóticos, proporcionando uma combinação perfeita à temática do jogo.

Conclusão

Child of Light é um jogo fantástico, daqueles que todo fã de jogos clássicos de RPG deveria jogar. Gráficos e trilha sonora bem trabalhados, história envolvente e jogabilidade dinâmica. Uma verdadeira viagem de volta no tempo, quando conhecíamos o mundo através de fábulas. Jogadores mais novos não tendem a ver jogos de RPG de turno com bons olhos, por acharem-nos demorados e artificiais demais. Child of Light compensa isso, trazendo grande dinamismo nas batalhas, pois você não precisa ficar parado, apenas esperando a vez de seu personagem chegar. Você pode controlar o Vaga-lume e realizar ações para retardar o inimigo ou curar seus aliados enquanto espera a chance de realizar sua ação. Inclusive, é possível ter um segundo jogador controlando somente o Vaga-lume; uma inovação sutil, mas bem interessante ao gameplay.


Pontos Fortes:
  • Belos gráficos;
  • Trilha sonora cativante;
  • Personagens carismáticos;
  • Batalhas dinâmicas, apesar de ser um RPG de turnos;
  • História original com reviravoltas em meio à trama.

Pontos Fracos:
  • Não é encontrado muitos elementos associados aos jogos de RPG;
  • Dificuldade baixa para um jogador de RPG experiente;
  • Poucas sidequests;
  • Bastante linearidade no decorrer do game;
  • Duração curta.

Artigo escrito por Glauco Rocha.

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