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Organização Mundial da Saúde pode passar a considerar o "Transtorno de Jogo" como uma doença

Você provavelmente já sabe que a Organização Mundial da Saúde (OMS) é divisão de saúde pública da Organização das Nações Unidas (ONU), ...


Você provavelmente já sabe que a Organização Mundial da Saúde (OMS) é divisão de saúde pública da Organização das Nações Unidas (ONU), mas o que talvez você não saiba é que, em 2018, a OMS vai lançar uma lista de classificação de doenças atualizada – incluindo uma nova doença conhecida como o “Transtorno de Jogo”.

O “Transtorno de Jogo”, originalmente chamada de “Gaming Disorder”, é basicamente uma espécie de vício em jogos, sendo caracterizada principalmente por “um padrão recorrente ou persistente de comportamento de jogos online ou offline”.

Mais ainda, a descrição do Transtorno de Jogo inclui diversos outros itens, tais como:

Falta de controle sobre os jogos (incluindo frequência, duração, intensidade, contexto, etc)
Prioridade aumentada para os jogos ao ponto dos jogos se tornarem prioridade em detrimento de outros interesses e atividades diárias
Continuação ou aumento do tempo de jogo apesar da ocorrência de consequências negativas

Desse modo, as pessoas que sofrem do chamado “Transtorno de Jogo” correm o risco de sofrer uma “dificuldade significativa” em sua vida pessoal, profissional, social, educacional e ocupacional, de acordo com a OMS. Além disso, essa condição poderia ser contínua, recorrente ou se apresentar em episódios únicos – mas para ser considerado o diagnóstico, a ocorrência dos padrões deve ser igual ou superior a um ano.

O que podemos esperar com essa classificação?


Apesar dos jogos serem constantemente atacados como nocivos, mesmo com pesquisas que demonstram o oposto, essa nova classificação não necessariamente é algo ruim. Em uma entrevista com a BBC, o especialista em vícios tecnológicos, Dr. Richard Graham, afirma que apoia a nova classificação.

“É algo significativo porque cria a oportunidade de serviços especializados”, diz o especialista. Por outro lado, o Dr. Richard Graham também admite temer a possibilidade de problemas com “pais confusos cujos filhos apenas gostam de jogos”.

A Entertainment Software Association (ESA), responsável por organizar a E3 todos os anos, se pronunciou contra a classificação desse novo transtorno. Segundo eles, a OMS “banaliza de maneira irresponsável os problemas mentais reais”.


Como fica o final da história?


A verdade é que a história ainda não tem um final. 

Não é de hoje que os jogos sofrem com uma forte pressão para facilitar o espectro de problemas psicológicos que podem os caracterizar como um vício, mas é importante lembrar que a nova classificação de doenças da OMS ainda não está finalizada e publicada.

O que isso significa? Significa que, até o seu lançamento oficial, o rascunho pode sofrer mudanças de conteúdo e linguagem, portanto, ainda é cedo para pensar se os gamers ao redor do mundo irão sofrer um impacto negativo com essa nova classificação.

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