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O Steampunk no Brasil

Gênero fantástico cria hit de lançamentos em todos os setores do entretenimento, música, dança, cinema, comics, mangás e literatura são ...


Gênero fantástico cria hit de lançamentos em todos os setores do entretenimento, música, dança, cinema, comics, mangás e literatura são os novos campos de um estilo que ressurgiu com força total no último ano. Saiba mais sobre ele e os autores nacionais que estão nas livrarias!

O Brasil tem se mostrado um dos maiores entusiastas do gênero steampunk. Mas, por aqui existe uma identidade nacional muito forte que faz o gênero se expandir de forma a valorizar a cultura nacional e a história do país.

Em primeiro lugar o Brasil criou as Lojas ou Conselhos, grupos regionais divididos por estados ou cidades e que apoiam o desenvolvimento da cultura steampunk na região. O nome “loja” é uma referência ao conceito das “lodges” maçônicas. Estes conselhos organizam palestras, encontros, promovem a cultura em feiras e até desenvolvem workshops onde ensinam sobre o steampunk e a produzir e customizar bolsas, mochilas, óculos e até computadores com o visual retrofuturista.
Além do mais, há o STEAMCAST, um podcast voltado para os fãs de Steampunk. Apresentado por Bruno Alciolly, contém entrevistas com autores nacionais e internacionais, explicações sobre o gênero e dicas do que procurar para se inteirar sobre o movimento.
O Brasil aderiu à literatura steampunk, primeiro, com uma coletânea da Editora Tarja, chamada “Steampunk – histórias de um passado extraordinário”, que tem como foco

“Uma antítese das visões utópicas da Ficção Científica de meados do século XX, nas quais futuro é igual a evolução sócio-cultural. O Cyberpunk é um subgênero da ficção que trabalha a idéia de que, se nossa sociedade seguir seu curso atual, o futuro próximo será um lugar onde o capitalismo predatório impera ao lado alta tecnologia e o nível de vida geral é péssimo. Daí o nome cyber, da tecnologia avançada, do ciberespaço, onde muitas das estórias se ambientam, e punk, da visão negativa em relação ao desenvolvimento social, da degradação do indivíduo.”

Depois dela surgiram ainda outros livros do gênero, “Vaporpunk - relatos ‘steampunk’ publicados sob as ordens de Suas Majestades” – é uma coletânea de contos fantásticos baseados no universo Steampunk, tendo como foco Brasil e Portugal. Aqui a princesa Isabel é uma pirata aérea enquanto escravos lutam contra máquinas autônomas por empregos.
Interessou? O release da obra:

Com força mundial, a estética steampunk vem angariando cada vez mais fãs brasileiros e portugueses. Seu apelo visual e o rico conteúdo inspirados no século XIX são o combustível certo para a produção de uma literatura que pode ser intensa, mas também descontraída. Descubra o que oito autores maquinaram nesse intricando conjunto de engrenagens que é a imaginação. O steampunk nasceu como um gênero literário, mas ganhou vida própria e dominou a moda e as artes plásticas, tornando-se cada vez mais conhecido. Se a cultura da era vitoriana virou inspiração para essa estética, em Vaporpunk – Relatos steampunk publicados sob as ordens de Suas Majestades, os organizadores Gerson Lodi-Ribeiro e Luis Filipe Silva imaginaram essa época tão distinta sob a ótica brasileira e portuguesa, repleta de inovações tecnológicas e acontecimentos inusitados.Com a presença de renomados autores da ficção especulativa dos dois países, Octavio Aragão, Flávio Medeiros, Eric Novello, Carlos Orsi e o próprio Gerson pelo Brasil; Jorge Candeias, Yves Robert e João Ventura por Portugal; a coletânea traz oito noveletas movidas a vapor, disputas políticas, personagens famosos e armas engenhosas. Tudo isso regado a muita aventura e surpresas, porque mais do que repensar o gênero, Vaporpunk é um convite para conhecer um mundo alternativo, e o que Brasil e Portugal poderiam ter sido com tamanhas novidades.

Mas, se a ficção história não é seu tipo de leitura favorita, ainda há o romance de fantasia “O Baronato de Shoah: a Canção do Silêncio”. Escrito por José Roberto Vieira (no caso, eu o Oghan) e publicado pela Editora Draco.


Desde o nascimento os Bnei Shoah são treinados para fazerem parte da Kabalah, a elite do exército do Quinto Império. Sacerdotes, Profetas, Guerreiros, Amaldiçoados, eles não conhecem outros caminhos, apenas a implacável luta pela manutenção da ordem estabelecida. Depois de dois anos servindo o exército, Sehn Hadjakkis finalmente tem a chance de voltar para casa e cumprir uma promessa feita na infância: casar-se com seu primeiro e verdadeiro amor, Maya Hawthorn.

Entretanto a traição de seu melhor amigo põe Sehn perante um dilema: cumprir a promessa à amada ou rumar a um trágico confronto, sabendo que isso poderá destruir não só o que jurou amar e proteger, mas aquilo que aprendeu como a verdade até então.



Por fim, a Editora Estronho trabalhou com dois livros do gênero, ambos coletâneas e com temáticas mais direcionadas. O primeiro deles organizado por Tatiana Ruiz se chama “Steampink” e tem como maior característica ser uma antologia escrita e organizada sob o olhar feminino. Seus personagens e cenários são robôs, máquinas voadoras, viagens no tempo e muito vapor misturado a vampiras, corvos, poetas, amazonas e uma versão vaporizada de clássicos de contos de fadas. A segunda coletânea, organizada por Marcelo Amado, Raul Cândido e Tatiana Ruiz intitulada “Deux Ex Machina – anjos e demônios na era do vapor” apresenta em sua sinopse.

Os calendários são simplesmente ignorados por aqueles que combatem pelo bem ou pelo mal, numa guerra sem vencedores. As grandes batalhas distribuem louros entre os dois lados, em uma dança milimétrica da balança. Mas esse equilíbrio esteve ameaçado em uma época em que a elegância do vestuário das senhoras e cavalheiros convivia, não sem uma ponta de contradição, com o peso e a estranheza dos acessórios e equipamentos utilizados por uma civilização que começava a descobrir as maravilhas da tecnologia.

Anjos e demônios escolheram aquele tempo, utilizando-se de todos os artifícios armamentos e equipamentos possíveis, e encenaram algumas das mais terríveis batalhas de que a humanidade já presenciou. De conflitos e duelos isolados a confrontos sangrentos entre os exércitos das trevas e da luz.

Para encerrar, a cultura Steampunk não é apenas literatura e música. Ela é um conceito, um resgate aos velhos hábitos do cavalheirismo vitoriano, deixando de lado o preconceito contra a mulher e o negro. Nas aventuras do “retro futurismo” há espaço para garotas heroínas e a escravidão é, quase sempre, mal vista.
Para aqueles que desejam saber mais sobre o movimento Steampunk, o que não falta é material gratuito. Se você é mulher e adora moda, também vai gostar dos sites de moda que dão referências para se vestir melhor ou apresentam oportunidades para novas vestimentas.


Artigo publicado originalmente na Bang! Magazine 1

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Você pode ler alguns livros e contos no Wattpad e no Luvbook!

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