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Dicas de Mestre: Fé, religião e Crenças.

A Fé, a crença e a religião. Mundos de fantasia possuem uma tendência ao politeísmo mundial. Um único panteão é responsável pela fé das cr...




A Fé, a crença e a religião.

Mundos de fantasia possuem uma tendência ao politeísmo mundial. Um único panteão é responsável pela fé das criaturas ou, no máximo, seus nomes mudam de reino para reino.

Precisa ser assim?



Praticamente todos os romances e RPGs de fantasia possuem um grupo de entidades (ou divindades) que são responsáveis pela criação, pela magia e pela vida daquele mundo específico. A variedade é pouca, com não mais que vinte deuses por livro ou com panteões menores inspirados no cristianismo.

Pode puxar da memória: Tormenta possui um panteão de vinte deuses (mesmo os moreau louvam dois deuses que nada mais são do que Allihanna e Megalokk com outros nomes), os mundos de Dungeons & Dragons também possuem um panteão para cada cenário, o romance Caçador de Apóstolos de Leonel Caldela tem dois deuses – um bom da luz, um mal da escuridão – claramente influenciados pelo maniqueísmo judaico-cristão.

O que acontece no seu mundo?

Quando eu comecei a escrever O Baronato de Shoah eu fui pelo mesmo caminho: criar um panteão único que influenciaria todos os reinos. Mas depois de um tempo isto começa a soar limitado, eu diria até que preguiçoso.

Observe o nosso mundo: mesmo o cristianismo possui variações quase infinitas (e eu nem estou fazendo a diferenciação entre católico romano, protestante e carismático, estou falando de variações DENTRO dessas vertentes); o islamismo e o judaísmo são MUITO diferentes em suas ideologias, e os grupos neo-pagãos ainda tentam se erguer e adquirir uma forma mais ou menos coesa.

Em um mundo de magia, dragões, elfos e centauros por que as estruturas divinas deveriam, sequer, parecer com as nossas? Qual chance de cada raça, cada reino, cada “classe de personagem” possuir seu próprio deus ou seu conjunto de crenças? Como os magos enxergam seu mundo quando são capazes de disparar bolas de fogo, relâmpagos e atravessar a realidade?

Lembre-se que a arte sempre foi fortemente influenciada pela religião. Estátuas gregas, ornamentos celtas, capelas medievais, até hoje nós temos a religião conectada com as formas de arte (e boa parte das grandes obras da humanidade veio dos templos religiosos). Seus personagens usam mantos com símbolos divinos? Os locais por onde eles passam estão adornados com estátuas, pinturas, tapeçarias ou músicas inspiradas na religião daquele povo?

Conflitos religiosos pipocam em nosso mundo, às vezes pela conquista de um território, às vezes por causa da cor da capa de um santo e até mesmo para saber se podemos ou não utilizar imagens em templos.

Há ateus no seu mundo? Dá pra existir o conceito de ateísmo em um mundo onde os deuses caminham entre os mortais e onde a magia existe? Não lhe soa meio ridículo um reino/ país de ateus onde, semana passada, deuses de um universo paralelo tentaram conquistar suas terras?

Tenha coerência, pense além do mundo em que você vive. Boa parte das oportunidades são perdidas por que só enxergamos nossos mundos de fantasia como um cenário para a nossa história, sem contar que eles podem ter vida própria.

Pense em Game of Thrones, por exemplo, existem Os Sete, o Deus Vermelho, O Grande Garanhão, e cada sacerdote de cada um deles é muito diferente entre si. Até mesmo suas religiões possuem rituais conflitantes e que soam bizarros uns para os outros (como queimar gente na fogueira, por exemplo).

Outro ponto que seria interessante frisar aqui: e a legalidade da religião? Ela está de acordo com a lei? Ela É a lei? Existem religiões menores que são proibidas e caçadas? Ou você resumiu tudo a “bruxaria” ou “magia negra”?

Dá pra ir mais longe ainda: qual a sua inspiração religiosa? Politeísmo greco-romano-celta? Ou o politeísmo africano-havaiano-neo-zelandês? Que tal variar um pouco as crenças do seu mundo? O que acontece se você não tiver um deus da guerra ou da riqueza?

E se os mortais puderem se tornar deuses, superando os aspectos humanos?

E, por último: QUEM disse que os Deuses precisam GOSTAR das suas criações? E se a criação for um erro e os deuses quiserem reparar este erro o mais rápido possível?



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