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Pay 2 Master : Até onde pagar um narrador de RPG é legal?

Falaí roleplayerzada alucinada, esses últimos dias foram de debates intensos nos redutos de treta rpgista. Inclusive no grupo RPGguild n...



Falaí roleplayerzada alucinada, esses últimos dias foram de debates intensos nos redutos de treta rpgista. Inclusive no grupo RPGguild no Whatsapp

Tudo porque um novo grupo de "Mestres profissionais" apareceu na internet com um post polêmico sobre a diferença entre uma sessão guiada por um deles ou mestres casuais.  Isso tudo me trouxe várias ideias sobre o modelo de negócio que estou chamando de Pay 2 Master ou pagar por um narrador - antes de continuar vale ressaltar que são opiniões pessoais e que não devem ser consideradas como regras gerais, mas como tudo no mundo do RPG Nacional, vai gerar treta por que, sim. 



Antes de tudo não é algo novo

É uma discussão antiga, que provavelmente muita gente pegou o bonde andando. Existem vários outros grupos tentando receber uma grana pela narração. Em eventos americanos isso já aconteceu bem antes, mas é mais uma questão da gestão do evento do que do grupo. Aqui no Brasil os eventos de RPG ainda não tem corpo para bancar essa estrutura (ou tiveram antes e ninguém estava olhando para esse lado).

Não posso deixar de citar a Roleplayers que se consideram uma empresa de "profissional game-based storytelling" e já colaboraram com reportagens do Jornal da Globo.  Considero eles o grupo de maior visibilidade desse modelo. Quem surgiu criando buzz agora foi o  D&D Delivery que se denominam uma empresa de "Serviços de Storytelling, design de aventuras, assistência aos jogadores e tutoria para iniciantes".  Ambos parecem abocanhar o mesmo filão, mas em regiões bem distantes do país.

Mas pode ser inovador

Quando um produto novo chega ao mercado, é natural que ele precise de tempo para se consolidar. E isso significa se entender como negócio e gerar renda para si e outras pessoas do seu mercado. Além disso muita gente vai tentar fazer do seu jeito e esse é o que pode conferir o caráter inovador para o modelo. 

Aparentemente os grupos que surgem estão tentando uma fórmula parecida, logo alguns vão testar variações: Narrativa por hora, por pacote, por streaming, por evento, por campanha... 

E isso é fantástico. Independente do modelo, se você consegue ganhar dinheiro trabalhando com algo tão divertido, com certeza você deve fazer MUITO isso e servir de exemplos para que outros entrem no barco.  Nós já falamos aqui sobre a existência de mestres profissionais de RPG  e apesar de não existir nenhum campo acadêmico que cria um campo profissional, se houverem muitas pessoas exercendo a atividade, logo poderíamos encontrar características em comum que definem o profissionalismo. É como acontece em muitas áreas ligadas a arte e roteiro.


Então porque gera treta? 

Tenho duas respostas para isso e quem me conhece já ouviu pessoalmente a primeira que é a resposta padrão: "O mercado rpgista é um mercado que trafega pouco capital financeiro, mas muito capital social concentrado no ego".  Isso na prática significa pouca gente que se sustenta só com a atividade e muita gente que se considera importante no meio. (na verdade não conheço quem viva só com o RPG além de alguns autores que contamos nos dedos)  Aí quando surge um desconhecido se propondo a empreender algumas pessoas ficam com ego ferido e no fundo estão pensando em coisas como "eu tenho 20 anos de RPG no Brasil e se for para ganhar dinheiro eu mereço ganhar muito mais". 

E a segunda resposta, que está bem interligada com a primeira é o discurso de alguns grupos de narradores profissionais. Como o post que tenta declarar as diferenças entre eles e os casuais. Em um meio ainde não existe um consenso sobre profissionalismo e nem muitos exemplos que se bastam para encerrar discussões, usar esse argumento gera combos violentos de haters. 

Até por que não acredito que se alguém for pagar por uma sessão de RPG o argumento de venda seja a qualificação questionável ou não consentida do narrador profissional.  Como Vin Diesel disse ele pagava um amigo para mestrar pois não tinha tempo. Tempo de montar a aventura, reunir grupos, pensar nos arcos ou mesmo a solidão podem ser as chaves desse modelo de negócio. As discussões sem dúvida são índices que devem ser avaliados para quem não tem investimento em pesquisa. Talvez se afinarmos o discurso tudo fica claro. 

Só não saia desse post pensando que as discussões vão acabar. Ainda temos um longo caminho até lá, então não se preocupe em investir um troco para contratar amigos 😉



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