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Obsidian e como o financiamento coletivo pode salvar sua empresa

Não é nenhuma novidade como o financiamento coletivo tem sido uma saída cada vez mais adotada p...


Não é nenhuma novidade como o financiamento coletivo tem sido uma saída cada vez mais adotada por grandes empresas para financiar o lançamento de seus produtos e até mesmo para ter uma noção primária da recepção do público. No mundo internacional dos jogos, é fácil lembrar do exemplo de sucesso do financiamento de Shenmue 3. Em uma escala menor e nacional, também podemos citar a Dragão Brasil, da galera da Jambô, assim como o financiamento recordista do Kabbalah Hermética, do Marcelo Del Debbio, editor da Daemon.

Mas por que contar essa história? Vem comigo e vamos descobrir como o financiamento coletivo foi uma ferramenta mais do que importante no mundo dos jogos.

Talvez alguns de vocês não saibam, mas em 2012 a Obsidian estava encarando o tenebroso abismo da falência. O cancelamento de um projeto em parceria com a Microsoft havia sido um golpe desastroso para o estúdio e não havia muita esperança para eles na indústria dos jogos.

Josh Sawyer, diretor de Fallout: New Vegas, foi quem sugeriu o caminho do financiamento coletivo. Segundo ele, o financiamento permitiria que a empresa desse um último suspiro em direção ao que eles sempre quiseram fazer: um RPG de fantasia isométrico. A vantagem era que o financiamento coletivo permitiria que eles não precisassem abrir mão da parte criativa do jogo – o que certamente poderia acontecer, caso o desenvolvimento dependesse de um investidor externo. 

Em outras palavras, um financiamento de sucesso permitiria que a Obsidian fosse a única dona do seu próprio jogo.

Mas nem todos acreditavam nisso...

Como a Obsidian estava realmente com problemas financeiros, nem todos os executivos compraram essa ideia do financiamento coletivo. Vale lembra que isso foi em 2012, quando muitas pessoas ainda duvidavam que eles fossem capazes de juntar meros $100.000 do público, para o desenvolvimento de um jogo. O debate foi longo e caloroso, e a resposta surgiu apenas na primavera desse mesmo ano.

Nessa época, dois eventos principais decidiram o futuro da Obsidian: 

A Microsoft havia cancelado o desenvolvimento de Durango (chamado pela Obsidian de Stormlands), um RPG para Xbox que seria feito pela Obsidian. Com o cancelamento, o CEO da Obsidian anunciou a demissão de 30 funcionários da empresa.

Double Fine Adventure, um jogo de aventura, conseguiu um financiamento coletivo de sucesso e trouxe ao público um point-and-click nostálgico, arrecadando uma incrível marca de $3.3 milhões de dólares. Um recorde sem precedentes, em uma época onde os jogos digitais conseguiam apenas alguns milhares de dólares em financiamentos coletivos.


Financiar ou não financiar: eis a questão

Era hora de tomar uma decisão. Se por um lado os jogos isométricos de RPG não estavam realmente na moda, por outro a Obsidian contava com uma equipe altamente experiente, que trabalhou em títulos como Baldur’s Gate, Icewind Dale e Fallout New Vegas. Eles tinham a equipe e a experiência certas para isso. 

A Obsidian decidiu arriscar o financiamento. Enquanto procuravam possíveis desenvolvedores para outros projetos menores, caso o financiamento coletivo não desse certo, eles criaram o Project Eternity: o financiamento do que viria a ser o jogo Pillars of Eternity.


Enfim, o resultado!

O resultado, como muitos de vocês já sabem, foi além do esperado: Pillars of Eternity foi fundado em meras 27 horas (com aproximadamente $1 milhão de dólares) e reuniu quase $4 milhões de dólares até o final da campanha, criando um novo recorde mundial e mudando a maneira como as empresas encaravam o financiamento coletivo. 

O dinheiro arrecadado permitiu liberdade de criatividade para a empresa, além de garantir que os funcionários fossem trabalhar sabendo que não seriam demitidos da noite para o dia – e que o projeto não seria cancelado. E em 2015, três anos após o estúdio encarar a possibilidade de falência, Pillars of Eternity foi lançado. O jogo foi um sucesso, com críticas altamente positivas e até mesmo duas expansões.

Esse é o maior exemplo sobre como o financiamento coletivo, pode ajudar uma empresa. Um financiamento de sucesso não permite apenas o lançamento de um jogo, como também garante a liberdade criativa dos seus criadores e a tranquilidade dos funcionários envolvidos no projeto.

E vocês? Que outros financiamentos de sucesso esperam ver no futuro?

Cheers!


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