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A narrativa foi apressada, mas entrega o que precisa para sustentar sequências mais dramáticas | Warcraft O Primeiro Encontro de Dois Mundos

Como transformar mais de 20 anos, milhões de linhas de diálogos de jogos, incontáveis personagen...



Como transformar mais de 20 anos, milhões de linhas de diálogos de jogos, incontáveis personagens e enredos sem fim dos jogos de Warcraft em um longa metragem cinematográfico?

Esse é um dos maiores conflitos de quem tenta transpor narrativas interativas para as telas do cinema ou da televisão.  Um conteúdo exorbitante. A tensão aumenta quando quem espera por esse conteúdo é a maior base de fãs de MMORPG que existe no mundo, gamers viciados em toda "lore" daquele jogo e que conhecem Azeroth, por vezes, melhor do que conhece o próprio planeta Terra. - acreditem! 

Só que a Blizzard, ah essa empresa sabe aonde pisa. E não é a primeira vez que ela descobre o poder de contar uma história para ganhar novos players. Sempre antes de uma nova expansão eles publicavam no youtube uma minissérie como esta, Senhores da Guerra (que conta a saga, por exemplo, de Durotan).  


Pura Alta-Fantasia


Duncan Jones, filho do astro do Rock David Bowie, gamer convicto e premiado pelo filme Lunar, abraçou a alta fantasia sem medo para construir o universo de Warcraft, O Primeiro Encontro de Dois Mundos. Essa característica é uma das mais intensas do jogo, algumas pessoas que não tem tanto contato com a marca Warcraft poderão se espantar com elementos Tolkinianos ali, os anões e elfos tem visuais bem parecidos com os de filmes como Senhor dos Anéis, porém com muito mais amuletos, poderes brilhando na tela e tudo mais. - o próprio conflito de ORCs vs Humanos é um motivo totalmente inspirado na Terra Média, não se assustem. 

Além de ser muito mais high-fantasy, o universo de Warcraft não é tudo preto e branco, existem heróis e vilões de ambos os lados e em um esforço de englobar todos os acontecimentos importantes que marcam a chegada dos Orcs ao mundo dos Homens a narrativa se torna muito épica. Explico: ela passa a usar o filme como narrador, se afastando-se muito do drama. Isso não deixa muito espaço para construir bem a relação de Lothar o general humano e Garona a meia-orc prisioneira que acaba parando nas mãos dos homens.  Infelizmente, não houve espaço para o nível de atuação que Travis Fimmel apresentou com Ragnar Lodbrok em Vikings




Base para sequências dramáticas


Já li e vi por aí fãs torcendo o nariz, como acontece em quase tudo que é adaptado. Bem convenhamos que se você quer ter a mesma experiência narrativa é melhor que continue no game. Cinema é outra coisa, precisa contar uma história de formas diferentes para manter uma audiência cativa.

Todos sabemos que existem recortes muito mais dramáticos em Warcraft. Quem não lembra da famosa cena de Arthas matando o seu pai em Warcraft Reign of Chaos. Tenho certeza que começar uma franquia com algo assim possa ser mais impactante, só não estou certo de que isso iria conectar mais pessoas. Apesar da base de fãs do universo Warcraft ser gigante, não é a maior parcela do mundo. Por isso entregar um filme que seja adequado e divertido é essencial para começar esse trabalho. Como a Disney/Marvel fez até que os Vingadores e todos outros filmes sustentassem narrativas para todos os gostos.  Para esse propósito, acredito que o filme foi assertivo.  E vocês, gostaram? Comentem com a gente!




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