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Então você quer ser um game designer? Dia 2: jogos que todo game designer deveria estudar

Quem disse que jogar videogame não é uma das partes mais importantes do trabalho de um desenvol...


Quem disse que jogar videogame não é uma das partes mais importantes do trabalho de um desenvolvedor de jogos?

Na maioria dos casos um bom jogo é aquele com uma excelente curva de aprendizagem, capaz de forçar o jogador a evoluir continuamente dentro das suas mecânicas, mas sem exigências impossíveis. Tenha em mente que você não quer que o seu jogador precise escalar uma montanha da noite para o dia. Você quer que ele chegue lá um passo de cada vez.

Leia também: Então você quer ser um game designer? Dia 1: Sobrevivendo ao brainstorm

Alguns jogos escolhem usar um tutorial ou inserir uma missão introdutória, enquanto outros deixam isso de lado e mergulham seus jogadores na experiência do jogo de uma só vez – e não faz a menor diferença qual opção você escolhe.

A sua ideia central deve ser criar um sistema de progressão que permita que os jogadores dominem rapidamente o básico, para que sejam capazes de crescer e se aprimorar sozinhos a partir daí. Se você dominar esse conceito, você irá criar jogos que serão uma experiência incrível para seus jogadores.

Mas... é fácil fazer isso?

Não. No. Nope. Hell no. Non. Nem. Nei. Ne. Nee. Nein.

E é para isso que estamos aqui, não é? Então vem comigo e vamos conhecer alguns jogos incríveis com uma curva de aprendizagem genial!

5 - Portal


Lembra que eu falei que alguns jogos possuem tutoriais e outros possuem missões introdutórias? Então, Portal inovou isso de um modo bem legal: O JOGO TODO É UMA INTRODUÇÃO. Uma introdução a si mesmo, para falar a verdade.

Basicamente o que o jogo faz é te obrigar a reinventar um uso para uma mecânica já conhecida, levando os jogadores a darem um passo adiante em suas habilidades a cada nível, ampliando sua complexidade. Resumindo: o que você aprende em um nível é o que você vai usar para vencer o nível seguinte.

MORAL DA HISTÓRIA: você pode ensinar e desafiar os jogadores ao mesmo tempo, misturando a experiência de aprendizagem com um design das fases do jogo.

4 - Guitar Hero


Quem não gostaria de poder aprender a tocar guitarra tocando algumas das músicas que somente pessoas com anos de experiência conseguiriam tocar?

Guitar Hero permite que você reduza ou aumente a dificuldade conforme preferir. Dificuldades maiores exigem um uso maior de botões e uma maior velocidade, que você pode facilmente adquirir jogando os níveis anteriores. Mais ainda, o jogo traz um “feedback” em tempo real – enquanto joga, você confere seus acertos ou é punido por seus erros.

MORAL DA HISTÓRIA: uma curva de aprendizagem em diferentes camadas (os níveis de dificuldade) permite que os jogadores controlem a velocidade de seu progresso, sem que fiquem obrigatoriamente presos repetindo vez após vez as mesmas coisas.

3 - Dark Souls


NÃO PRIEMOS CÂNICO! Eu já posso ouvir os gritos de desespero de vocês ao lerem o título desse jogo.

Apesar dos desafios extremos da franquia, a curva de dificuldade dela não é exatamente absurda. O jogo usa um sistema de desafio e recompensa que te leva ao limite e, justo quando você acha que não consegue mais ir adiante, você chega na próxima fogueira. O desafio elevado seguido pela recompensa são quase uma garantia de que os jogadores irão sentir que são capazes de ir adiante e enfrentar o próximo desafio.

MORAL DA HISTÓRIA: dificuldade elevada não necessariamente significa uma curva de dificuldade complexa. O risco de morte ou eventuais punições (como a perda de almas) representam uma dificuldade maior, mas não interferem na mecânica do jogo ou no que os jogadores devem aprender. 

2 – Warhammer 40.000: Dawn of War 2


Esse RTS/action-RPG é um excelente exemplo de desafio e recompensa. O jogo permite que os jogadores desenvolvam confiança para tentar novas estratégias e faz com que eles tenham que evoluir e se adaptar a cada nova missão. Missões pequenas e um grupo menor de coisas acontecendo ao mesmo tempo na tela permitem que seus jogadores foquem em estratégias mais específicas para cada situação, sem precisar gerenciar diversos “micro-acontecimentos” ocorrendo ao mesmo tempo.

MORAL DA HISTÓRIA: uma boa curva de aprendizagem mistura desafio e recompensas, permitindo que os jogadores se sintam mais poderosos após vencer um desafio, mas sem abrir mão da constante sensação de perigo e da certeza de que o próximo desafio pode resultar em falha.

1 – Super Mario Bros


.... existe alguém que não achava que esse jogo entraria na lista?

O original jogo do nosso tão querido Mario (que Mario?) é uma obra-prima do design de jogos, com uma curva de aprendizagem bastante interessante. Nesse jogo, os jogadores experimentam uma dificuldade simples (no começo de cada nível) seguida por “saltos” de dificuldade a medida em que ele se aproximada do final de cada fase/mundo (quando chegam perto do chefão de cada mundo).

Mais ainda, o jogo não possui missões ou tutoriais, mas ensina todos os conceitos básicos que você precisa saber no mundo 1-1, sem precisar de diálogos ou manuais de instrução. Logo na primeira fase você já entende que precisa pular nos inimigos, que morrerá se eles tocarem em você e que os blocos possuem uma variedade de usos – esses conceitos básicos são ampliados ao longo do jogo (novos usos para os blocos ou novos inimigos), mas a base deles continua a mesma até o último mundo.

MORAL DA HISTÓRIA: você nem sempre precisa de tutoriais ou missões de instrução, às vezes a genialidade está em introduzir conceitos básicos e simples e explorar eles a medida em que seu jogador avança no seu mundo.

Ready, set, go!

Boas curvas de aprendizagem parecem um pouco com um batimento cardíacos: uma linha que vez ou outra é permeada por saltos, que desafiam os jogadores a testar suas habilidades com as mecânicas que foram ensinadas. O importante não é que os seus jogadores sejam treinados para APENAS repetir as mesmas coisas mecanicamente – muito pelo contrário!

O seu objetivo deve ser fazer com que eles tenham vontade de explorar e testar novas coisas, com base naquilo que eles aprenderam anteriormente, e que quando suas experiências resultarem em fracasso, eles entendam exatamente o que foi que fizeram de errado.

Afinal, você quer que o seu desafio faça os seus jogadores sentirem vontade de mergulharem ainda mais fundo no seu jogo, e não jogarem o controle na parede e desligar o videogame enquanto coloca o seu nome na boca do sapo.

E boa sorte!



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