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Dicas de Mestre: Não esqueça das características!

Pode parecer óbvia e intuitiva a caracterização de personagens, se dito superficialmente, mas n...


Pode parecer óbvia e intuitiva a caracterização de personagens, se dito superficialmente, mas na verdade, não é. Muitos jogadores têm inclinações a caracterizar seus personagens em sua criação, com ideias que eles acham que ficarão épicas, românticas, engraçadas ou meramente interessantes ao criar um personagem, mas na hora de jogar, isso acaba não sendo usado.

Quantas vezes você já jogou D&D e viu aquele mago que só lembrou-se do Familiar na hora de calcular os bônus... ou na hora que o mestre decidiu lembrar (normalmente atrelado a morte do mesmo)? Quantas vezes você lembrou-se do tio do seu lobisomem, aquele mesmo que esta na história dele e, em tese, deveria ser um Parente em sua ficha? E aquela faca que o Comandante anterior entregou para seu Runner, você levou isso em conta ao jogar UED alguma vez?

É recorrente caracterizarmos nossos personagens de forma superficial, e depois não darmos mais nenhuma atenção para isso, ou então caracterizarmos sem conversar com o mestre, e isso ser usado de uma forma totalmente diferente do que imaginamos. Afinal, é importante que, no futuro, a lembrança associada as mesas de RPG que você jogou sejam memoráveis. E isso só é feito quando há elementos marcantes durante as sessões.

É importante ter em mente algumas coisas:
  • Se seu personagem não tiver algo que o caracterize, provavelmente ele vai ser só mais um, entre muitos personagem que você fez; 
  • Não existe problema em ter personagens simples, mas esteja ciente de que era isso o que você queria ao entrar no jogo; 
  • Detalhes em um personagem devem ser decididos junto ao mestre, assim tanto quem interpreta quanto quem media podem construir uma interpretação que faça jus a essas características; 
  • Se um detalhe não é importante para você na hora de jogar, não inclua em seu personagem.
Esta ultima pode parecer dura, mas uma das piores coisas que podem ocorrer em uma mesa e você lembrar que tem um companheiro animal em uma hora crucial, e então o mestre dizer que ele morreu de fome muito tempo atrás. Afinal, na hora de informar ao mestre quanta comida e água gastou o que fez nas horas vagas a afim, alguém o alimentou? 

Também pode ocorrer dele estar vivo, mas se tornar mais selvagem e desobediente. Já vi ambos acontecendo com jogadores de D&D que se esqueceram deles durante muito tempo, a situação foi bem desagradável.

É simples resolver esta situação:
  • Nomeie seu personagem (infelizmente já vi muitos jogadores que não o dão); 
  • Decida quem é (ou foi) a família e a criação de seu personagem; 
  • Liste características que fazem parte da personalidade de seu personagem. Pode ser algo simples como "briguento" ou complexo como "tem preconceito contra artes modernas por achar que não são arte de verdade"; 
  • Determine algumas características físicas mais importantes, como estatura física, cicatrizes e tatuagens visíveis, cabelo, olhos, essas coisas que você nota quando topa com alguém pela rua. 
Uma dica de leitura que dou para quem tem dificuldades com isso é um excelente livro publicado em 2015 chamado RPG Caracterização, que se trata de um compilado de artigos voltados a este tema.

Outra dica são os RPGs da linha WoD, como Vampiro, Mago ou Lobisomem, pois há uma série de perguntas sobre o personagem, sua história, personalidade e hábitos no inicio da criação de personagem. Cito estes pois recentemente ganharam edições comemorativas de 20 anos que estão extremamente atuais neste critério, além de ser possível os adquirir facilmente pelo Drive Thrurpg.


Caracterizar seu personagem pode ser algo extremamente simples quando se torna um habito e certamente vai mudar a experiencia de seu RPG!


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