rpgvale
1599924783602205
Loading...

O que um Storyteller pode aprender com o RPG

Pois é, roleplayerzada, faz dois anos que eu estou oficialmente no time de autores da Storyt...



Pois é, roleplayerzada, faz dois anos que eu estou oficialmente no time de autores da Storytellers Brand'n'Fiction, o primeiro escritório de innovative Storytelling do país. Graças ao que aprendi com o Fernando Palacios  consegui meu primeiro destaque como autor de Ficção e estou trabalhando em projetos fantásticos, desses que unem entretenimento e business como ninguém.  

Essa é uma história que estou contando em duas partes, e você pode escolher qual ler primeiro. Uma está lá na redação Storytellers, o post O que um RPGista pode aprender com o Storyteling é altamente recomendado para todos roleplayers que me seguem. Nele eu conto parte da jornada até me tornar um Storyteller.

Sabem, eu sou um dos filhos da Dragão Brasil. Comecei a jogar RPG com Pokémon, sim. Passei por todos os outros sistemas que podia na década de 90: Gurps, Mini-Gurps, Daemon, D&D, Storyteller e qualquer um que podia experimentar (certa vez me deparei com um que usava moedas, mas infelizmente não me lembro do nome).

Principalmente em questões de Storytelling Interativo, o RPG serve como uma base maravilhosa, eu considero como a melhor experiência da união Storytelling + Game e vou falar um pouco agora.


Jogos não são escritos como roteiros de filmes


"Eu quero me aprofundar em Storytelling Interativo", foi o que disse após uns meses ao Fernando, em um dos cursos da ESPM. É difícil, foi a resposta e realmente está sendo, mas fui descobrindo algumas coisas pelo caminho. Qualquer jogo, do tabuleiro ao digital, envolve uma gama de competências distintas que vão do Level Design, ao sistema estatístico de pontuação, descrição de personagens, cenários e, enfim, a narrativa principal. 

Tentar construir um jogo como se fosse um filme seria um desastre. As coisas tem que funcionar de forma modular, pois são passíveis de alterações constantes. Diferente de um filme, jogos tem versão beta e podem ter conteúdos alterados mediante testes mesmo no último segundo. No caso do RPG de mesa, ele se altera durante a aventura. 



Como criar um senso de protagonismo


RPGs chutam para escanteio os milhares de anos de tradição de storytelling, é como escrever Bravehearth sem o Willian Wallace. Porque todos são protagonistas ou devem ser. Quando se tem uma mesa com 8 jogadores eles tem que sentir que estão fazendo sua jornada heróica independente, se alguém destoar o mestre pode ouvir reclamações constantes. 

Graças aos RPGs eletrônicos e os de mesa, podemos descobrir como criar esse senso de protagonismo através dos diálogos, mas fora esse elemento, os narradores desenvolvem um feeling para encontrarem um ponto de equilíbrio.  Fica natural, você simplesmente sabe o que fazer para que o grupo não se sinta mal. 


Mundos de Ficção são entidades caóticas


Acredite, poucos tipos de autores falam de mundos ficionais como os autores oriundos do RPG.  Se não criamos um bom mundo, se ele quebra a experiência de jogo, a aventura morre em poucas horas. Para quem desconhece o meio, uma boa aventura de RPG pode variar entre 4-8 horas de jogo (para muito mais em alguns casos)

Sentar-se em uma mesa e colocar a prova os seus personagens, seus conflitos e seus cenários é a maior experiência que o RPG pode proporcionar a um escritor de narrativas interativas. O roleplaying é um laboratório de mundos! 

Ok, ok, bonito na teoria né? 

E muito.  Por isso indico ler o post que fiz lá na redação Storyteller. Agora, quem me acompanha nas redes sociais sabe que em breve noticiarei um dos maiores projetos que um RPGista e Storyteller pode desenvolver, imaginem uma mesa com centenas de jogadores. 

Pois é, voltamos a conversar logo, sobre isso. :) 

Dicas de mestre 6221883682809183976

Postar um comentário

Página inicial item

Entre pra Guilda

Mais lidos da semana

Receba nossos corvos

Curso Online