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Dicas de Mestre: Conhecendo seus jogadores - O Assassino

Olá visitante da taverna! Já falei anteriormente sobre  o primeiro dos quatro tipos de jo...



Olá visitante da taverna!

Já falei anteriormente sobre o primeiro dos quatro tipos de jogadores de RPG: O Explorador. Hoje vamos falar sobre o segundo dos quatro tipos de jogadores que podem existir numa mesa de RPG: O assassino.

O assassino é o jogador extremo oposto ao explorador, ele odeia papo furado e descrições e adora mesmo é ver rolagens altas e bônus absurdos. Um dos nomes pelo qual os jogadores assassinos são conhecidos é o famigerado power-player, um jogador focado em maximizar as estatísticas de seu personagem, passar de nível, ficar mais forte e eliminar todos os inimigos e oponentes que conseguir. Adorado pelos mestres que não dispensam um bom combate, o assassino é o jogador que baseia sua diversão em assistir a progressão do seu personagem matando todos pelo caminho.

Os assassinos são facilmente reconhecíveis pelo costume de planejar suas "builds" níveis a frente. Eles ficam folheando o livro atrás de talentos, disciplinas, items mágicos ou manobras de combate que valorizem a estratégia de seus personagens. Constantemente não estão prestando muita atenção no que está sendo narrado ou nas descrições que o mestre dá, em compensação conhecem o cenário de combate milimetricamente, qual é o raio de ação de uma magia, quantos pontos de vida o inimigo tem, quais as chances de acontecer algo, etc.

Dando um alvo para o assassino


O assassino é um dos jogadores mais fáceis de satisfazer, basta colocar combates né? Ehhhr... Não é bem assim... Combates são sim a parte mais básica do assassino, mas fazê-lo sentir-se importante em uma campanha de RPG e querer participar é bem difícil. O assassino perde a vontade de jogar se não sentir que ele possui um mínimo de controle sobre o cenário (ou que pode alcançar esse controle).

Separei alguns pontos críticos sobre o que o assassino não gosta e como trabalhar isso com ele:

  • Deus ex-machina - O assassino é o jogador que mais se irrita com intervenções divinas, npcs salvando o grupo ou alguém quebrando a regra pra acochambrar uma explicação. O assassino tem que se sentir forte e imponente para ser capaz de vencer ele mesmo os desafios que o mestre coloca. Os jogadores assassinos muitas vezes preferem perder o personagem do que ficar sendo salvo inúmeras vezes pelo npc favorito do mestre.

Ikki, sempre salvando o dia...

  • Power-play - O assassino é sim um power-player, um "combador" e o advogado de regras. Mas isso não é ruim! Geralmente o assassino sabe aquela regra obscura que sempre cria problema na mesa do RPG, e eles não se importam de explicar pra todo mundo ou até mesmo procurar no livro pra sanar a dúvida do momento. Saiba se consultar com o assassino em questões de regras, eles são grandes especialistas nelas e em suas matemáticas. 

  • Tá tudo calculado - Além disso, a diversão do assassino está em completar seus combos e builds. Calcule o ritmo que você entregará experiência e recursos pro assassino. Se entregar demais ele pode quebrar sua campanha assassinando npcs que não deveria; se entregar de menos ele pode ficar chateado e não querer mais jogar. Se o assassino deseja muito um item específico, dê a ele ou permita que ele tente conseguir, não fique entregando recompensas secundárias ou inúteis aos olhos do assassino (mas por favor, não entregue uma espada +5 vorpal pro personagem nível 3).

  • Ditando as mortes - O assassino adora se sentir poderoso e capaz de mudar o rumo da história, deixe que ele elimine personagens importantes de tempos em tempos, não tem nada melhor para o assassino do que matar aquele vilão que vem atormentando o grupo a umas 5 sessões. Como via de regra eu sempre coloco três níveis de vilões: O vilão supremo (final da campanha), o braço direito do vilão (meio da campanha) e o vilão "pebinha" (início pro meio da campanha) que serve pros outros dois vilões tomarem conhecimento do grupo.

Diversos níveis de vilão.

Por fim...


O assassino é um jogador controverso e delicado de se ter na mesa. Mas, se você souber jogar em parceria com ele, é uma das melhores adições que se pode ter num grupo de jogadores!

Espero que esse texto ajude os mestres de plantão a identificar seus assassinos e aos assassinos desaventurados a se autoconhecer.

No próximo texto, detalharei o jogador socializador, o interpretador imersivo / dispersador piadista que toda mesa de RPG possui. Até lá!
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