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Dicas de Mestre: Conhecendo seus jogadores - O Explorador

Olá, visitante da taverna! Já falei anteriormente sobre o balanceamento dos dados em D&...


Olá, visitante da taverna!

Já falei anteriormente sobre o balanceamento dos dados em D&D e Pathfinder. Hoje vamos falar sobre o primeiro dos quatro tipos de jogadores que podem existir numa mesa de RPG: O explorador.

O explorador é o jogador que está mais confortável ouvindo do que falando. Ele adora absorver as informações do cenário, da aventura e da campanha; gosta de pesquisar a cultura, política, geografia, costumes e tradições do universo em que o RPG se passa. Adorado pelos mestres que gostam de detalhar suas aventuras, o explorador é o jogador que baseia sua diversão em conhecer novos elementos do jogo.

É comum identificarmos um jogador explorador pelo costume que eles possuem de investigar a fundo qualquer tipo de informação que o mestre dá. Se o mestre passa uma missão, ele é o primeiro a ir para a biblioteca pesquisar seus inimigos, a região que visitará, o clima que vivenciará, se é preciso se preocupar com algum rei tirano que domina a região, se em sua viagem falará outra língua ou utilizará outra moeda etc.

Outro grande indicativo de que você possui um explorador em sua mesa é que ele adora tomar notas sobre o que está acontecendo. O explorador costuma anotar o nome de todos seus npcs, os lugares em que esteve, as divindades, os itens mágicos...

 

Explorando o explorador


Um bom mestre saberá utilizar as características de seus jogadores a seu favor – e a favor deles também! Para isso, ao identificar um explorador, procure sempre adicionar elementos místicos ou misteriosos às suas narrativas. Deixe o explorador tentar resolver situações para as quais você não criou uma solução e, se ele conseguir, parabenize-o e diga que não havia pensado naquela solução.

Não tem nada mais gratificante para o explorador do que descobrir um grande mistério ou chegar a uma conclusão incrível do funcionamento da aventura. Esse tipo de jogador também adora conhecer lugares inexplorados, ser o primeiro a pisar numa tumba esquecida ou em um covil de um dragão obscuro.

Lara Croft, a desbravadora de tumbas.
Eu tenho o costume de deixar meus exploradores bem livres. Muitas vezes, eles caminham para uma direção completamente contrária à aventura que eu planejei, mas isso inevitavelmente cria novos caminhos de narrativa bastante divertidos! Quando estiver em um ponto da aventura que não planejou (acontece com frequência se você deixa seus jogadores correrem livres), deixe que eles tirem suas próprias conclusões. Meus exploradores muitas vezes elaboram teorias da conspiração sobre quem estaria por trás das ações dos meus npcs e, sem saber, acabam me dando boas ideias de narrativa.

Jogador 1: "Não fala pra não dar ideia pro mestre!"

Jogador 2: “Tarde demais...”

 

Cuidados com o explorador


Tudo que o explorador mais adora em um RPG você já sabe. Mas, e o que ele não gosta?

O explorador é um dos tipos de jogador mais imersivos da mesa, ele praticamente respira o universo ao seu redor e não tem nada mais desagradável para ele do que sair desse universo.

As duas maneiras mais fáceis de acabar com a felicidade do explorador são: destruir elementos do universo e realizar muitos combates.

O explorador sofre com a perda de npcs queridos, lugares que ele não poderá mais visitar, colapso de cavernas  etc. Isso pode fazer com que ele perca o interesse de continuar explorando novas coisas e até de jogar o RPG. Se você precisar remover algum elemento do jogo, faça por um bom motivo e crie explicações imersivas, de modo que o explorador sinta que ele pode amenizar ou mudar o destino que você deu para aquele elemento.

O explorador é um dos primeiros jogadores a perder a atenção no RPG quando o combate começa. Primeiro, porque ele considera perda de tempo brigar enquanto ele poderia estar explorando. E segundo, porque combates tendem a não entregar nenhum tipo de elemento de história que interesse a ele. Torne os combates mais imersivos para o explorador ao pedir testes de conhecimento durante o combate: peça que ele tente identificar a fraqueza de um monstro ou um brasão na armadura de um inimigo, descreva com detalhes os golpes e cenários de batalha... Você verá que os exploradores terão muito mais atenção na hora do combate.

Dora, a Exploradora.

Por fim...


O explorador é um dos jogadores mais divertidos para se ter na sua mesa. É o favorito dos narradores de whitewolf ou dos mestres que amam descrever cenários, já que fica com os olhos brilhando quando ouve uma história detalhada e épica.

Espero que esse texto ajude os mestres de plantão a identificar seus exploradores e aos exploradores desaventurados a se autoconhecer.

No próximo texto, detalharei o jogador assassino, odiado por muitos e compreendido por poucos: os famosos power-players. Até lá!
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