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No Cinema: Os Cavaleiros do Zodíaco - A Lenda do Santuário - Resenha

Vinte anos após a primeira exibição do anime no Brasil e em homenagem aos quarenta anos de carreira...

Vinte anos após a primeira exibição do anime no Brasil e em homenagem aos quarenta anos de carreira do mestre Masami Kurumada, chegou aos cinemas nacionais na última quinta-feira, 11 de Setembro, um novo filme baseado na sua mais consagrada obra. O sexto filme dos protetores de Atena, intitulado Os Cavaleiros do Zodíaco – A Lenda do Santuário é o primeiro produzido em CG e também a animação mais cara já produzida pela lendária Toei Animation.
A reestilização dos personagens, armaduras e até mesmo do Santuário mostra-se habilidosamente competente, empregando um visual consistente e bonito ao filme. A animação em si é muito bela, com ótimos cenários, principalmente na nova representação das casas dos cavaleiros de ouro. A aparência dos personagens que, para os fãs de longa data, pode parecer estranha a princípio, acaba por oferecer uma perspectiva interessante a esse novo trabalho – exceto em dois casos, dos quais falarei logo. As armaduras são transportadas em pingentes mágicos, o que evita que os personagens percorram distâncias com as caixas nas costas, outro fator interessante, é que o Santuário é localizado em outra dimensão. 
Seiya é o único dos cavaleiros de bronze que ganha certo aprofundamento em sua história, juntamente com Saori Kido. O cavaleiro de Pégaso apresenta a mesma aura de determinação e sagacidade do anime. Por outro lado, Shiryu e Hyoga apresentam-se em tons mais sérios, sem qualquer detalhamento de suas histórias. Shun e Ikki, transformados em meros coadjuvantes cuja presença do cavaleiro de fênix não se justifica.
O alto número de personagens na trama e o pouco tempo para apresentá-los ou aprofundá-los é um problema no filme, principalmente, nas aparições desenfreadas dos Cavaleiros de Ouro. Aioria, Mu e Aldebaran tem bom tempo na tela, embora os dois últimos façam pouco para contribuir com a história. Os demais cavaleiros de ouro são meros coadjuvantes com aparições imprecisas e mal trabalhadas. As armaduras douradas, em geral, apresentam um visual interessante, com máscaras e muitos adornos, embora excessivos em alguns casos, como no Cavaleiro de Touro.
Cavaleiros do Zodíaco – A Lenda do Santuário busca agradar os velhos fãs, mas também tem o intuito de agregar novos admiradores, falhando miseravelmente na missão. Se mesmo o anime tem lá suas falhas e furos, o roteiro desse novo filme é muito pior, é horroroso. O que é uma pena, pois existe tamanho material que poderia render algo magnífico, digno da grandeza da obra.
Personagens entram e saem em cena, apenas para nos dizerem que foram lembrados, como Afrodite, Shaka e Camus. A travessia das doze casas é tão apressada quanto o roteiro, que parece uma colagem mal feita de pontos chaves da história, ainda assim, deixa diversos pontos utilizáveis parar ceder lugar a sequências totalmente desnecessárias. 
Os fãs velha guarda enlouquecerão com o novo Máscara da Morte que – pasmem – tem direito a um musical e se mostra um personagem completamente diferente do original. Um cover mal feito que ocupa grande tempo em tela. Uma piada. Assim como Miro de escorpião que – pasmem novamente – aqui é uma mulher. O desafio de transpor tantos episódios do anime para uma hora e meia provou-se impraticável. 
Marin? Shina? Cassius? Demais cavaleiros de Bronze? Mestre Ancião?
E nada durante toda a projeção é pior que o final, cuja distância da obra original é babilônica e sem emoção alguma, aliás, a empatia com o filme é um sobe e desce constante, quando melhora, algo em seguida estraga. Se o começo empolga e nos faz, por um instante, acreditar que veremos algo bom, é só para que o impacto do final grotesco seja ainda mais cruel. As batalhas são empolgantes, os golpes clássicos também, mas não duram mais que alguns segundos. Nem mesmo a dublagem, em grande parte, original, salva, apesar de ser nostálgica.
Uma homenagem que tinha tudo para ser lembrada e um investimento de 228 milhões que não se sustenta devido a um roteiro esburacado e preguiçoso. Um roteiro que se importa em dar mais atenção ao desnecessário que ao vital para a história.
Para aqueles como eu, um grande fã da criação de Kurumada, A Lenda do Santuário é uma grande decepção.

      
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