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Canções da Meia-Noite #93 - O Último prazer mortal

Fala roleplayers, estamos voltando a coluna mais agitada das terras do RPG Vale , aqui até orc ...


Fala roleplayers, estamos voltando a coluna mais agitada das terras do RPG Vale, aqui até orc tem lugar para levar machada de graça, muita música e claro nosso contos, afinal o que é uma taverna sem um bom bardo contando histórias? E para marcar esse retorno, temos  nosso amigo Thiago de Sá com seu conto O último prazer mortal.



Um sorriso e um olhar tímido pontuaram a reunião. Os dois levantaram-se ignorando a despedida aos demais. A linda forma de Marcela encantava a qualquer homem, naquela noite vestiu-se de forma simples, o que realçou sua beleza, seus cabelos negros e lisos, sua pele limpa e branca ganhava evidência com a cor prata da blusa. A ausência de roupa íntima mostrava com perfeição o contorno dos seus seios e um jeans justo pontuava as suas curvas. Uma obra viva.

Os dois caminharam em direção à saída e se entreolhavam. No verde dos olhos dela, Gabriel, imaginava tudo o que iria acontecer e o que estava deixando para trás. Ele, então, fitou o carro que o levaria e foi tomado por medo, sabia que naquela noite teria o seu último prazer mortal. A conversa do caminho se pautou no passado dele, no dia a dia, na sua escolha. Ela falou de tudo o que se tornaria novo e fascinante para ele, de como seriam os primeiros passos e das dificuldades que ela havia sofrido. O testemunho que ela apresentou o alentou. Vez ou outra o frio das palavras era quebrado por um toque de mão ou um carinho no rosto. Essas pequenas carícias coravam o rosto de Gabriel.

A proximidade com o apartamento fazia o coração dele acelerar. Marcela permanecia calma diante de tudo que estaria por vir... a frieza imortal estabelecia seu reinado. Ao chegarem e contemplando a entrada imponente do prédio onde deixaria sua centelha de vida, Gabriel, petrificou o corpo tomado por indecisão. A atenciosa mulher, querendo gestar o momento, como quem constrói um quadro, percebeu a indecisão dele ao descer do carro. Sedutoramente se aproximou, tocou o seu rosto e lançou-se em um beijo demorado e com intenso prazer. Esse gesto foi o suficiente para que a coragem pulsasse novamente em suas veias.

Um longo silêncio. O quarto. A trilha sonora foi Vivaldi, com as quatro estações. Ansiedade e medo, certeza e prazer. Os sentimentos se chocaram entre abraços e beijos. O ritual pouco a pouco se completava. A arte se instaurava no caos dos sentimentos, as cores explodiam nos gemidos de prazer, pouco a pouco a cama se tornava tela. O coração de Gabriel palpitava como nunca e o de Marcela parado nos séculos. Ambos viviam a primeira vez... o último prazer e o primeiro filho. O ápice de Gabriel se contrapôs com a mordida de Marcela. O sangue retirado e a núpcias com a morte aconteceu. O abraço foi consumado.

Não deixem de enviar suas histórias para nossa taverna contos@rpgvale.com.br
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