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Jogos de Tabuleiro com o grupo Dado Viciado, no AGE Campinas

No último final de semana (14 e 15/09) estive em Campinas, no interior de São Paulo, participando d...

No último final de semana (14 e 15/09) estive em Campinas, no interior de São Paulo, participando do evento AGE – Animação, Games e Entretenimento. Foi a segunda edição de 2013 (a primeira aconteceu em Abril) e reuniu uma galera considerável no espaço Cultural Nipo Brasileiro.

Entre os concursos de cosplay, episódios de animação, games aos montes e os famosos YouTubers presentes no evento, existia um espaço muito interessante organizado pelo pessoal do Dado Viciado, um grupo de Campinas que se reúne para jogar boardgames e cardgames. E foi justamente este espaço o foco da minha jornada até o AGE.

Eu disse jornada? Isso mesmo, chegar ao evento foi uma verdadeira quest, cheia de obstáculos, monstros errantes e vilões de má fé que me mandaram para lugares longínquos da cidade. Mas eu consegui vencer todos eles e chegar são (nem tanto) e salvo ao evento.

O espaço Dado Viciado estava bem cheio, com várias mesas e um público bem diferente do que acostumamos encontrar nos eventos de boardgames pelo país. Digo isso porque muitos dos jovens que estavam no evento por causa das estrelas do Youtube ou dos games disponíveis para jogar, acabaram visitando o espaço dos jogos analógicos e conhecendo de perto algumas novidades do mercado nacional. E quando eu falo jovens, quero dizer bem jovens mesmo. Muitas crianças na faixa de 10 ou 11 anos apareceram por lá para jogar um pouco e isso foi muito interessante.

Mas voltando aos jogos.

Além de alguns jogos trazidos pelos organizadores do espaço, como Munchkin e Domínios de Carcassone, dois dos jogos que mais vi circulando pelas mesas do evento, também estavam os títulos nacionais que estão ganhando força por causa do financiamento coletivo.



Pude jogar finalmente o sucesso Runicards, explicado pelo próprio criador do jogo Rovalde Banchieri (e claro, peguei o meu também, com direito a caixa especial de madeira e tudo). Joguei apenas a versão cooperativa (acho que a única que ele montou para o evento) onde o objetivo é virar monstros, derrotá-los, ganhar experiência e partir para enfrentar o chefão final. Lembra bastante a experiência de jogar RPG, mas com aquele toque rápido dos jogos de tabuleiro. Bem interessante. O jogo está maravilhoso, super bem produzido, com altíssima qualidade e claro, muito bom de jogar. Auxiliando o Rovalde na mesa de Runicards estava o Fábio Secolin, o criador de um dos próximos jogos da Kalango Analógico, o Steam Adventures.

Outro jogo que pude testar na prática foi o Selene The Fantasy, um cardgame com miniaturas muito interessante. O jogo está sendo chamado de Moba de Tabuleiro e é literalmente uma batalha de miniaturas. Cada jogador controla um herói e o objetivo é conseguir artefatos. Dependendo do número de jogadores, o número de artefatos a ser conseguido é maior. Joguei uma versão 1x1 contra outros dois jogadores e foi muito show. O personagem que escolhi foi o Krakum, bastante ignorante, com poder ofensivo bem alto. O resultado não podia ser diferente, venci o jogo na base da porrada. O criador do jogo Klaus Maximillian foi dando várias dicas durante o jogo e anotando ideias para melhorar ainda mais a jogabilidade. Se você está lendo esse post no dia da publicação, ainda restam dois dias para colaborar com Selene The Fantasy no Catarse http://catarse.me/pt/selenethefantasy. O jogo já atingiu a meta inicial e será financiado. A meta estendida para ganhar o quinto defensor está bem próxima no momento que escreve esse texto (talvez quando você acessar a página já terá sido batida também!!)

Também tiver o prazer de jogar o cardgame Butim, um divertido jogo de piratas da Papaya Editora, onde o
objetivo principal é ferrar com os outros piratas da mesa. Além, é claro, de conhecer os responsáveis pela Papaya, Luiz Grimuza e Igor Larsen. Os caras são muito gente boa e merecem todo o sucesso que estão alcançando com o Butim. No jogo, um redemoinho está devastando as ilhas onde os piratas esconderam seus tesouros e o seu objetivo é escavar e encontrar esses tesouros. O projeto gráfico do jogo está excelente, a qualidade das cartas, mesmo sendo um protótipo estava bem legal e com certeza teremos um jogo de qualidade na mesa. Butim também está nos últimos dias do financiamento coletivo, já atingiu a meta e alcançou alguns resultados estendidos. Para apoiar acesse http://catarse.me/butim

Além de jogar um pouco desses lançamentos nacionais pude trocar algumas ideias com os criadores dos jogos, entender um pouco mais do que eles desejam com seus jogos e claro, conhecer pessoalmente a galera que está se mexendo e publicando no Brasil. Também estavam lá Fernando Fumis e Matheus Funfas, os criadores do primeiro cardgame de zumbis do Brasil, Contágio, lançado pela Esquina dos Mundos. Infelizmente não deu para jogar com eles, mas pude bater um papo legal com esses caras que são muito engraçados.


Se você é de Campinas ou região, vale a pena conhecer o grupo Dado Viciado e ficar de olho nos eventos que eles organizam. O grupo é coordenado pelo Fernando Küpper, um cara bem legal que me auxiliou bastante na jornada de volta! 


*fotos oficiais do grupo Dado Viciado.

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