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Canções da Meia-Noite #88 - A Ascensão dos Seres

Fala ae roleplayers vamos iniciar mais uma noite de contos em nossa taverna, sendo que teremos...



Fala ae roleplayers vamos iniciar mais uma noite de contos em nossa taverna, sendo que teremos a estréia do jovem bardo Bruno Barbosa. Uma sombra cai sobre reino de Serelin  e com ela uma legião de demônios que devasta suas cidades, mas sempre  em meio ao caos uma luz pode surgir, e é onde  nossos amigos aventureiros entram em cena para mudar o rumo desta história e deixar sua marca como heróis neste mundo.


A Ascensão dos Seres

Eles atacavam. Lutavam para proteger tudo que amavam. Lutavam para proteger suas vidas, tão preciosas. Garlell cortava os monstros com suas laminas. Corl-Ell lançava feitiços pela ponta de sua varinha, e quando algum deles conseguia chegar mais perto, conjurava seu cajado e os finalizava com ele. Ertor lançava flechas ao longe. E Elerin curava seus aliados, com a força divina de Aberth.

A primeira onda dos Seres do Apocalipse veio, deixou crianças órfãs, pais sem filhos, amantes viúvos. Eles devastaram meio mundo, ou até mais. Milhares de seres morreram, raças e povos inteiros se foram do dia para a noite. E espalharam a Doença. A Doença. Após os Seres do Apocalipse se irem, a Doença matou quase todos que restaram.

Eles gritavam enquanto apreciavam a luta. Enquanto apreciavam aquele conflito macabro. Os Seres haviam circulado todo o contorno da cidade e o grupo estava no norte dela. A população se escondia dentro das casas, a maioria nos seus porões, porém mesmo com esse desesperado refúgio, muitos ainda eram mortos. O exército estava sendo massacrado, os únicos que estavam realmente causando danos aos Seres eram os mercenários, a maioria contratados pelo rei Mardok VIII para proteger a cidade.

Os Seres tinham aparência demoníaca, que penetrou, impregnou, a mente de todos os corajosos, todos os nobres suicidas, que lutavam aquela batalha. Eles tinham a aparência terrível. Indescritível. Os Seres lutavam como um grande exército de dragões demoníacos. Grandes. Terríveis.

Os quatro lutavam bravamente. Selvagemente. Eles eram um grupo. Uma unidade. Quando Garlell não conseguia defender um golpe, Cor-Ell o fazia. Quando Cor-Ell não conseguia alvejar seu contraponto, Ertor o alvejava. Quando Galell não conseguia aguentar a dor das feridas, Elerin as curava. Quando eles não conseguiam cuidar de si mesmos, os Dez o faziam.

Eles perderam a batalha. Os Seres do Apocalipse tomaram a capital do reino de Serelin. Tudo se perdeu em um piscar de olhos. Eles lutavam uma batalha perdida.

Eles foram capturados, os Seres iriam executa-los. Mas por um momento, eles sentiram. Consentiram silenciosamente, Garlell começou sua dança fúnebre, armado com suas longas laminas. Cor-Ell lançava fogo pela ponta de seu cajado. Ertor protegendo a todos daqueles atacantes funestos. Elerin invocando poderes do nada.

A companhia fugiu da cidade, eles se refugiaram em uma caverna. Ficaram por lá um ano, sobrevivendo da caça e da pesca.

Então eles acharam.

Enquanto caçavam virão uma pequenina ave. Muito pequenina. Vermelha que nem fogo, penas que lembravam fagulhas ardentes. Olhos que eram fogo vivo, um bico amarelo claro.

Era uma fênix.

Corl-Ell fez sinal para seus companheiros abaixarem as armas, para não assustar o pequeno ser. Ele avançou vagarosamente, calculando seus passos, e, cuidadosamente, pegou o bicho na mão.

O grupo passou mais um ano vivendo lá, domesticando a fênix, e junto com ela, um Lobo Branco das Montanhas. Garlell cuidou do lobo, apelidado de Lin. Cor-Ell cuidou da fênix, chamada de Erlea.

O lobo foi achado ainda recém-nascido, abandonado por sua mãe, às margens de um rio onde a companhia costumava pescar.

Após dois anos vivendo dentro daquela caverna úmida e misteriosa, eles decidiram sair de lá. Voltar para a cidade. Ver o desfecho daquela história.

Saíram da caverna, dirigindo-se para a Kolldoronn. A cidade onde tudo que amavam se perdeu. Onde suas vidas mudaram, para nunca mais voltar ao que era antigamente.

Chegando lá, cada um dirigiu se à sua antiga casa e adentraram.

Todos só acharam carcaças mortas e decompostas, porém ao procurar em seu porão Garlell achou um bebê em seu leito de morte. Era seu filho. Achava que ele tivesse morrido junto com a mãe, mas não, ele sobreviveu. Mas a mãe morreu. Ela morreu no parto. Garlell chorou, abraçando seu corpo morto. Ela era o amor da vida dele. Nenhum dos outros achou alguém vivo, em nenhuma outra casa da cidade. A grande cidade de Kolldoronn. A cidade que já foi a capital do grande reino de Serelia.

Eles teriam que reconstruir tudo. Do começo.

Construíram uma nova cidade, no coração de Kardor. Educaram a criança, o novo mundo deveria ser melhor que este. Eles viviam nos escombros da Antiga Capital.

Eles não sabiam, mas aquele mundo um dia voltaria a prosperar.
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