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Estrutura de Cenários em Universos de Ficção para RPG

Um universo fantástico é como um ser vivo, ele nasce, se desenvolve, fica velho e ocasionalmente ...


Um universo fantástico é como um ser vivo, ele nasce, se desenvolve, fica velho e ocasionalmente pode ser destruído por alguma força do caos - a menos que seus heróis o impeçam. Muitas vezes apenas compreendemos um único cenário desse conjunto todo.
O cenário é basicamente o espaço aonde uma história se desenvolve e esse espaço pode ser interpretado como um recorte cronológico do seu universo. Ele carrega consigo todas as características da evolução das criaturas existentes no mundo, assim como as evoluções tecnológicas, mágicas ou de forças essenciais que deram forma ao seu universo. 
Na prática isso quer dizer que:
  1. As criaturas se habituaram mais com a natureza e começaram a molda-la para sua existência, criando cada vez máquinas mais elaboradas;
  2. Alguns seres mais evoluídos desenvolveram afinidade com a mágica, e se não podiam usa-la antigamente, provavelmente em um outro cenário vão domina-la; 
  3. Parcelas da sociedade se aproximará (ou se afastaram) dos deuses - isso vai depender do ponto de vista que pretende aplicar ao seu mundo. 
Essas foram exemplos de hipóteses que pode se basear para descrever alguns cenários para sua criação. Essas hipóteses vão dar forma ao que você criar. Em muitos casos você vai se basear apenas em um desses recortes, o que já compreende um trabalho imenso. Porém, quanto mais profundo for seu universo, mais veracidade e imersão você conseguirá com seus jogadores. 

Partindo do princípio que vivemos em uma realidade antiga e cheia de conflitos históricos para a formação da humanidade, as pessoas subentendem que qualquer outra realidade tão antiga quanto a nossa, encontre suas “eras” até a idade contemporânea.

Para isso, vou apresentar o que chamo de estrutura de cenários, que basicamente é uma ordem cronológica dramática dos acontecimentos que moldaram sua história. Ela não necessariamente se baseia nos períodos históricos da Terra, pois a pré-história (por exemplo) pode ter características totalmente distintas em mundos afora. 





O que temos inicialmente são três momentos, que vão dizer o quão velho é seu universo. Dentro dessa tríade é que se encontram os cenários. Eles são necessariamente criados partindo do ponto de vista da sociedade no seu mundo. Como exemplo temos a idade do ouro, prata e bronze, que são definidas através da capacidade humana de moldar esses elementos.


Criação.


Nesse estágio tudo é novo, existem os primeiros homens, mundos e alguns deuses ainda se descobrindo e andando entre eles, talvez alguns aliens dependendo da sua história e a vida é bem primitiva. Há possibilidade de várias raças existirem ao mesmo tempo mesmo desconhecendo uma a outra. A magia é forte ou inexistente - dependendo da sua proposição inicial.
Dentro da criação, podemos encontrar, por exemplo, a era mítica, quando os semideuses e heróis enfrentam poderes fantásticos. Ou podemos também encontrar a pré-história humana, com os homens das cavernas.

Exploração


O entendimento sobre o mundo começa a surgir com as primeiras explorações, formação de alianças e cadeias de montanhas ou fortificações naturais. Algumas guerras se iniciam, de forma que possam mudar o rumo de todo o mundo. As raças procuram evoluir o domínio da sua tecnologia, magia ou espiritualidade. Algumas raças que não acompanharam a evolução podem ter desaparecido e o mundo pode ter tomado um rumo que o afaste das forças que o criaram.
Aqui os cenários possíveis podem ser a idade média, dos cavaleiros da távola redonda e das primeiras cruzadas. Como também o Steampunk ou a era dos magos. 

Dominação


Os maiores conflitos deste período são baseados em força. A conquista de elementos que outrora existia em abundância e nesse momento podem ser o estopim para guerras com poderes multiplicados e a capacidade de dizimar povos. Alguns acabam se unindo e formando metrópoles gigantescas e procura por novas fontes de poder se iniciam.
Na dominação poderíamos encontrar a quarta era do senhor dos anéis, quando começa a dos homens e também alguns cenários futuristas como o cyberpunk. 


Essa estrutura é básica e cíclica como podem perceber, um universo sempre se renova na ficção e ela também é progressiva. Isso é o primordial. A descrição que fiz pode ser facilmente alterada, assim como pode ser modificada, acrescentada ou deformada para uma ordem inversa de acordo com o que você propôs em seu Hight Concept. Que realmente importa é a forma com que vai organizar os cenários, criando hipóteses para seu mundo que vão evoluir dando uma ordem a tudo.

Podem ver no exemplo que eu dei novos nomes para os cenários, de acordo com o que eu planejei para este universo. Você não precisa utilizar um cenário já existente e fazer exatamente igual. Pode te-los como base, mas sempre pode criar características que tornarão seu universo único. 


Acho que  ainda está faltando um elemento pra ligar tudo isso.


Se chegou a essa conclusão então você já está corretíssimo. Não bastam ter cenários bem planejados. Você precisa do seu motivo, o que force a sociedade a evoluir ou a retrogredir. Isso vai dar mais coesão ao que está criando. E não apenas uma sucessão de fatos sem fundamentos. Nos roteiros chamamos isso de “pontos de virada” e cabe perfeitamente para nossos cenários. Quanto mais agressiva for a mudança de cenário em seu mundo, mais forte deve ser esse motivo. Uma sociedade não muda da idade média para a futurista do nada, a menos que uma raça alienígena traga sua tecnologia ao mundo. Então alguns pontos podem ser:

  • Uma grande guerra que matou/conquistou e trouxe um novo poder ao mundo;
  • A chegada de uma nova raça/deuses/invasores/anjos que trouxe novos conhecimentos e outra realidade ao planeta;
  • A morte do rei/sacerdote/sábio/mago que continha o conhecimento sobre a magia/geografia/espiritualidade;
  • A queda de um meteoro/lua/satélite;
  • Descoberta de uma nova tecnologia/magia/habilidade/dimensão/átomo.

E uma infinidade de pontos para transformar seu cenários e unifica-los em nossa estrutura. Vejamos como ficou com o exemplo que iniciei:



Esses pontos de virada vão criar conflitos e tensão que vão colocar o seu universo em direção a um outro momento da sua história. Em nosso caso o próprio calendário é construído em cima de um conflito como este: AC (antes de Cristo) e DC ( Depois de cristo).

Agora que já sabe de onde seu universo começou e para onde ele vai, vamos nos focar em apenas um de seus cenários, o principal, aonde pretende ambientar a história para seus jogadores. Nos próximos post falaremos mais...

(acompanhe aqui nossa série CUFRPG – Criando Universos Ficcionais para RPG)
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