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RPGistas, esse bando de Pantsers

Esse título ilustra uma conversa que tive há um tempo com o  @storytell e fala exatamente sobr...


Esse título ilustra uma conversa que tive há um tempo com o @storytell e fala exatamente sobre o tipo de escritor que a maioria esmagadora dos roleplayers se tornou, o Pantser. 

O que ele é?

Aquele escritor que começa a sua obra com uma vaga ideia do que pretende e se senta (literalmente) sobre as calças, sem um planejamento efetivo para começar o trabalho. Se identificaram? Claro, as bases do RPG nos levam a pensar no que chamamos de "mestrar por improviso". Levamos um plot básico, alguns personagens pré-definidos em nossa mente - que muitas vezes nem são utilizados - e sentamos com a galera para viver aventuras épicas.

Mas será que são épicas mesmo? 

... pois é roleplayerzada, ser Pantser tem seus prós e seus contras, vamos discutir isso um pouco. Primeiro é importante que a gente entenda que tanto narrar quanto escrever um conto são praticamente a mesma coisa, você está apenas usando formas diferentes de contar uma história, sendo assim vamos pensar apenas em narrar ou mestrar como um pantser.

O lado bom é que esse narrador/escritor se deixa levar por suas emoções, o que garante muitas reviravoltas,  coisas inesperadas, aparições que surpreendem e todo o tipo de elemento que pode intensificar sua história. O que para uma mesa de RPG pode significar diversão pura. Você percebe que os jogadores estão desmotivados e pronto, surge o Dragão ancião que todos acreditavam que era um simples rochedo para devastar a vida dos moradores do vilarejo.


A maioria dos escritores e mestres iniciantes começam deste modo. E não estão errados, muitos escritores preferem o modo Pantser... Stephen King é um dos mais conhecidos.  Porém quando não se tem uma experiência do S.K. para guiar nossa escrita, a coisa pode ficar complexa.

Isso porque um dos problemas que pantsers sofrem é o bloqueio criativo, com perguntas do tipo "Para onde eu vou" e "agora o que que eu vou fazer com aquele personagem que eu coloquei ali atrás?".  Quem tirou um crítico no teste de percepção também notou que isso significa que as histórias desses autores podem ter incongruências, serem bagunçadas, desconexas e descoesas, requerendo um nível muito alto de revisões para formar um arco que tenha sentido.

Enquanto você está criando com papel e caneta, tudo bem... mas e quando está narrando? Tudo o que você faz (praticamente) não pode ser desfeito sem que algo muito agressivo influencie sua história e leve os jogadores para outros caminhos.
Em termos de jogo, alterações violentas e uma aventura com pouco sentido significam roleplayers menos engajados e que prefeririam ter ido ver o filme do Pelé!
Porém, há quem diga - inclusive algumas teorias de RPG- que escrever sua aventura como um Plotter e trabalhar todo o Storytelling vai contra a liberdade que os players tem no jogo. O que eu questiono com todos meus dados de inteligência, aliás não apenas questiono como vou mostrar em um post futuro como narrar RPG como um Plotter, sem tirar o livre arbítrio da sua mesa. 
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