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Canções da Meia-Noite #85 - Consagração

Em muitos lugares heróis podem surgir e caminhar para uma vida repleta de glória e desafios, ma...


Em muitos lugares heróis podem surgir e caminhar para uma vida repleta de glória e desafios, mas qualquer bardo poderá dizer que sãos nos Reinos de Arton que você encontra em qualquer lugar uma boa canção para cantar. Nossa história de hoje Igor (@OrdemnoCaos ), traz o preludio de alguns aventureiros no mundo de Tormenta, onde sua consagração como grandes heróis será apenas um preludio de sua maior aventura.



 Consagração
Azgher fulgia àquela tarde com seu manto dourado garantindo à Estátua de Valkária um  brilho especial. A população da capital via a estátua todos os dias, mas pouquíssimos tinham o privilégio de vê-la sobre o ponto de vista do Palácio Imperial. 

Uma multidão se esparramava pelas praças do Bairro do Recomeço, com curiosos subindo em coretos pra tentar alcançar uma melhor visão do evento. Pais erguiam seus filhos sobre os  ombros na esperança que um simples vislumbre dos heróis motivasse suas almas tornando-os homens melhores no futuro. Era uma tarde insólita, onde a plebe misturava-se a burgueses e nobres nas ruas costumeiramente exclusivas à Casa Real e a alta nobreza.

Corações se encheram de orgulho genuíno quando Shivara Sharpblade ergueu Carthalkhan em saudação ao povo. Vivas foram ouvidas da multidão enquanto o brilho da lâmina de cristal ofuscava os olhos daqueles que estavam ajoelhados perante a Imperatriz do Reinado e Soberana de três reinos, embora não o suficiente para ofuscar sua forma voluptuosa. Shivara era dotada de uma beleza arrebatadora e selvagem, daquela que poucos homens podem ousar dominar. Ela não fazia questão de esconder isso sob vestes elaboradas típicas da nobreza. Ao contrário, vestia uma armadura mágica de beleza comparável a sua. A couraça a protegia, mas não ocultava suas belas curvas, oferecendo aos olhares desejosos nacos generosos de suas coxas firmes e seios volumosos. Era ela própria como a deusa de pedra que por anos habitava o centro de Valkária, exceto por esta última fazer às vezes de suplicante enquanto a Rainha poderia ser a conquistadora. E de fato o era.

Naquela tarde, no entanto, a multidão não se reunia para ver a Rainha-Imperatriz de terras tão vastas que poucos conheciam de todo. Estavam ali para louvar aos que estavam ajoelhados. Eram heróis até a pouco desconhecidos, mas que agora galgariam junto a personagens míticos como o Protetorado do Reinado, Arkam, Loriane, Talude ou a própria Shivara, seu lugar no imaginário da população. Permaneciam ajoelhados porque era necessário. Com um gesto de aprovação sisuda que denotava ritos, a rainha ordenou que permanecessem assim. Um movimento simples de um dos magos reais e sua voz se tornou clara e foi ouvida pelos heróis e por cada um dos valkarianos presentes naquela tarde:

- Pelo poder a mim investido como Soberana de Trebuck, Deheon e Yuden; e Imperatriz do conglomerado de nações que compõem o Reinado de Arton, por suas ações heróicas no Dia do Levante dos Mortos, que garantiram a soberania da cidade e salvaram as vidas de centenas decidadãos, eu os declaro: Sir lorde Maximus, Sir lorde Zeon, Sir lorde Aust, Sir lorde Panthael,

Sir lorde Lauren, Sir lorde Gerrard, Sir lorde Seel, e Sir lorde Zebú; os títulos de Cavaleiros da

Ordem dos Libertadores da Deusa. Nobres protetores da Casa Real de Deheon.

Sem retomar o fôlego, Shivara continuou:

- Jurem diante de sua rainha, do povo de Valkária e do Reinado honrar seus brasões e o nome que carregarão seus descendentes, colocando essa honra acima de suas vidas ou se abdicando de seus títulos e posições caindo na desgraça da vergonha quando não forem capazes de sustentá-los. Jurem que governarão suas terras sob as leis de seus dogmas, mas sem aposição a Justiça de Khalmyr e a (pausa relutante) Força de Tauron. Ergam-se cavaleiros. Hoje são exemplos para os homens que os observam e esperança diante das ameaças que pairam sobre a coalizão de nações. Permaneçam assim até o fim de seus dias ou prefiram a morte à vergonha da desonra.

Tapas firmes nas faces e um beijo na testa culminaram a consagração. A multidão aplaudia em fervor. Muitos problemas ainda permeavam a existência de cada uma daquelas vidas, mas naquele momento tinham a sensação de que podiam enfrentar qualquer intempérie.

Quanto aos heróis, agora eram cavaleiros, lordes, nobres. Cada um com sua personalidade, diferença, segredos e objetivos. O futuro era inexorável e o tempo é algo que nem os próprios deuses podem parar.
 
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