rpgvale
1599924783602205
Loading...

Sangue na caverna de TanohtRaah, a passagem de Rhendal para a vida adulta

Falaí roleplayers… a gente está preparando uns episódios apelões do RPGCast para todo mundo e tem...

Contos-Heróicos_thumb

Falaí roleplayers… a gente está preparando uns episódios apelões do RPGCast para todo mundo e tem mais novidades no blog até semana que vem. Enquanto isso fiquem com a segunda parte da história de Rendhal o bárbaro que iniciamos aqui.

Ira de Raah’ckra - Parte II

Crescer como um bárbaro em Nubis não era uma tarefa fácil. Além de treinar algumas armas desde cedo e conquistar várias cicatrizes pelo corpo em lutas com javalis, você praticamente era privado das brincadeiras que geralmente uma criança tinha nessa idade.
Isso porque seu povo acreditava que a amizade provém da força para mante-lá... uma das formas de se provar era o que eles chamavam de “A Ira de Raah’ckra”.
Pouco se sabe sobre o grande Raah’ckra, o espírito adormecido nas montanhas, contam os anciões que ele é uma entidade caótica que reinava nos tempos em que deuses se confundiam com humanos.  Adorados por Natnas que construíram no interior de Nubis um templo para o grande corvo com escamas de lagarto e olhos dourados como o sol - esse era seu Aurimthats como descreve as escrituras perdidas dos Lugnash.
“Da noite ele retira as asas, sombrias como a morte que chega voando como o pássaro ceifador de corpos. Do sol, o fogo dos olhos dourados. Incendiando o medo e se alimentando do frio que cresce na alma do povo da montanha”
three_mountains_by_taenaron-d5pc15l
Desde que os homens mais novos habitou Nubis, bem depois dos Lugnash abandonarem o local, não se ouvem mais histórias sobre tal ser, mas isso não significa que não deixaram de teme-lo, ao contrário dos bárbaros da montanha, que rejeitam qualquer coisa que venham dos deuses comuns, eles tinham seus próprios selvagens e com valores ligados a força e sangue. Para eles a única entidade que deveriam evitar é a morte.
Quando chegam a idade adulta, isso com 12 verões, os jovens são levados até TanohtRaah. A maior gruta de todas, no meio do conjunto de cavernas inabitáveis, aonde a sombra se alastra por todos os lados. Antiga morada de Raah’ckra, um lugar frio, imundo se perversões que são assoviadas pelos ventos que passam pelas pedras.

Desta vez o grupo era composto por 7 aventureiros... entre eles, Rendhal. Com seu machado e esperança de encontrar alimento e quem sabe algo para fazer fogo nas noites.  Eles tinham uma tarefa simples, atravessar as montanhas e chegar ao vilarejo pelo outro lado. Os que voltassem pela frente seriam desonrados, o que quer dizer perder o status de guerreiro.
As noites massacravam a todos. Fengrun um garoto ruivo, detestava ficar parado, mesmo na madrugada e achava levianamente que dormir seria uma fragilidade para os lobos que poderiam encontrar.  Não demorou muito para se distanciar do grupo, mas os uivos ferozes que vinham a frente poderiam mostrar um desfecho bem cruel para o garoto.  Bárbaros tratavam a morte de crianças como uma prova de valor, para eles apenas os fracos pereciam nessa idade.  cave_by_gumpshmee-d3114zbA parte final da travessia era sobre um túnel estreito, dividindo espaços com morcegos e ratos entre paredes húmidas. Rendhal seguia a frente, havia conquistado a confiança do grupo e tinha um grande aliado, Diruog.  Em uma bifurcação ele se deparou com um dos maiores mistérios em sua vida. Em seu machado (aquele que fora encontrado ao seu lado quando nasceu) encontrava-se uma pedra amarela, como nunca haviam visto naquelas montanhas.  Parecia fogo derretido e encrostado. Algo muito raro se dúvida, mas ali em sua frente em uma entrada envolto as trevas ele havia encontrado outra pedra daquelas, mas com alguma coisa dentro.
Uma corrente de ar levava a uma saída bem próxima, mas Rendhal não resistiu a tentação de descobrir a origem da arma que lhe foi concedida pelos deuses selvagens.  Seguiu sozinho...

Por ventura a passagem terminou em uma gruta enorme, com paredes altas e um lago que terminava em pedras negras. Não tinha maré, era silencioso como a caverna queria que fosse e tão sem vida quanto qualquer coisa que existisse por lá.
_ Quem está aí? - esbravejou em tom de ataque o jovem bárbaro.
_ Acalme-se Rendhal, somos nós. Realmente achou que iríamos deixa-lo embarcar nessa aventura sozinho? - Diruog surgiu com os outros 4 garotos pela mesma entrada que Rhendal havia utilizado.
Aquilo não agradava Rhendal, mas pouco poderia fazer. A frente tinha outra entrada e no teto entre a escuridão podia se ver um grunhido ou som bem esquisito. Foi nessa hora que a pérola amarela de seu machado começou a ficar escura. Como se tivesse sendo preenchida com algum tipo de energia. Apesar de seus amigos não observarem nada o machado parecia pegar fogo em sua mão, ele se dirigiu a água e afundou os pulsos para acabar com aquilo. No fundo, enquanto tentava se aliviar observou outra dessas pedras.
_ Pessoal fiquem aqui, acho que tem algo ali e não parece tão profundo, vou mergulhar. - Avisou a todos.
Com seus trapos e machado entrou na água. Era bem turva mas dava para enxergar tudo.  Nenhum sinal de vida aquática surgiu a sua frente. Estava tudo calmo, tão brando que concedia sensações de paz e harmonia, como se nunca houvesse assim tamanha serenidade fora daquelas águas.
Sua visão foi se escurecendo, mas mesmo assim nenhum pânico tinha tomado sua mente, ele seguia em direção a um ponto minúsculo que parecia ser uma pérola. Com toda certeza o lugar era mais fundo que tinha imaginado, mas tudo bem. Nunca tinha sentido algo como isso. Algumas sombras passavam entre seus olhos, que já não enxergavam tão bem assim e quando menos percebeu tinha tocado o chão... ou o que quer que tenha sido aquela pedra lodosa como uma carcaça de peixe velha.

Isso despertou o garoto, estava ficando sem ar e longe da superfície. Toda aquela paz sumira em poucos segundos e o pânico veio impetuoso romper o silêncio da sua mente. As simples sombras se tornaram obscenidades das trevas encurralando sua visão. No chão aquele ponto luminoso se abriu como um olho que fitava sua alma e essa foi a última coisa que pode perceber antes de sufocar.
Seus amigos observam Rendhal sair do lago pálido, como se tivesse nadado até o reino dos mortos e voltado para a superfície cheia de vida.  Ele não desgrudava de seu machado, só que dessa vez não havia mais pérolas e nem um olhar humano naquele corpo.
_ Rhendal, está bem? - Perguntou Diruog.
A resposta veio com um lábio tímido, se elevando em forma de risada irônica.

Lá embaixo sem ar, sendo segurado por sombras que nem ousada olhar. Rendhal lutava para se libertar. Uma luta que parecia não ter fim e que nem se importava mais com o ar que não chegava aos pulmões. Sua ira chegou a um estágio de violência pura. Foi quando um clarão o fez abrir os olhos.  Era a saída da caverna.
Não tinha nenhuma ideia de como havia feito para chegar lá, talvez a luz no lago fosse revelar a tal entrada para a gruta. Trazia consigo o machado de guerra, uma angústia no peito e muito sangue em suas mãos.

(continua…)
destaque 2749382262996826437
Página inicial item

Entre pra Guilda

Mais lidos da semana

Receba nossos corvos

Curso Online