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Dicas para adaptar e narrar aventuras no universo de Game Of Thrones

Olha só roleplayerzada, não há dúvida que o continente de Westeros é rico de aventuras e que muitos de nós estão cheios de vontade de en...



Olha só roleplayerzada, não há dúvida que o continente de Westeros é rico de aventuras e que muitos de nós estão cheios de vontade de entrar naquele lugar e surrar pessoalmente o cretino do príncipe Jofrey. recebi no twitter um pedido de dicas para adaptar esse mundo (aqui) e adianto que existem alguns sistemas e RPGs próprios para tudo isso, mas também há sempre a possibilidade de adaptar esta realidade para o seu sistema preferido, vou ajuda-los com um breve roteiro dos pontos principais que precisam transferir para o Role Playing Game.
“Você não precisa ter lido todos os livros para começar a criar suas aventuras, basta definir aonde começar e aonde parar”.
Então ainda está na metade do segundo livro, mas já assistiu toda a série na HBO? Beleza… é o suficiente.  A primeira coisa que precisa definir é o arco narrativo da sua campanha.  Trace a cronologia dos fatos mais importantes, desde a chegada do rei Robert a Winterfell até o ponto que você queira definir (ou conhece do futuro).
Depois de identificar uma ordem cronológica escolha o que vale a pena ser contato, afinal os seus players nem sempre vão querer passar exatamente por todos os pontos exatos que a história principal conta.  A partir daí você terá definido o seu arco narrativo, saberá exatamente aonde acaba a campanha ou a temporada do seu jogo… mas isso é apenas o começo, vamos nos aprofundar mais.
O tempo inclusive é um ponto que você deve administrar, coisas complexas como atravessar o continente de barco ou mesmo a cavalo iria deixa qualquer personagem em stand by por um longo período na mesa ou mesmo colocaria você em uma aventura a parte do grupo. Isso é algo que um narrador pode explorar bastante, já que a narrativa original da série se baseia em vários pontos de vistas e não em um apenas.

Personagens e NPCs

Aqui encontraremos grandes dilemas, qual o ponto de vista os players terão? Eles acompanharão os personagens principais de Game Of Thrones em sua jornada ou poderão desempenhar papéis importantes em uma nova aventura?
Em todos os casos você terá que produzir o roteiro básico definindo os acontecimentos e suas relações. Se for construir uma nova aventura a parte do plot principal então terá que compreender no seu roteiro as transformações que o mundo vai acontecer por conta das guerras e mortes que aconteceram sem que os jogadores tivessem conhecimento.
“Sua missão é chegar a Porto Real para pedir ajuda a mão do rei contra um grupo de guerreiros selvagens que começaram a atacar e pilhar seu vilarejo. Quando chega a cidade percebe que a Mão foi condenada por traição e morta em praça pública de uma maneira bem controversa. Agora sua missão pode ser mais complexa, até que um outro nome assuma o cargo o que fará?“
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Quanto as famílias é fácil identifica-las e encontrar algumas de suas características. Leve isso em consideração, algumas delas tem tradição como cavaleiros montados com armaduras pesadas enquanto outras usam armas como arcos e espadas leves. Defina as classes que seus personagens poderão utilizar a partir da estrutura básica do reinado, não esqueçam dos homens livres de bravos e os bárbaros (use o que sabe sobre eles, com o tempo seus personagens vão ganhando níveis e conhecimentos sobre si mesmos).
Os Npcs famosos como Starks nem sempre vão encontrar seu grupo, eles tem desafios próprios. Acaso pretenda fazer um encontro defina bem o que você quer com isso, pois pode separar totalmente o enredo do arco principal – não que isso seja errado, mas é bom deixar todos precavidos. A princípio não precisa montar a ficha de todos, apenas dos que forem sendo encontrados e participarem ativamente da sua aventura.

Fuja da história

Uma das coisas mais fantásticas do RPG é exatamente o poder de imaginar algo novo ou algo que você gostaria que acontecesse. Então se for adaptar o Game Of thrones para sua mesa não precisa ficar amarrado no que o livro ou a série manda. Lembra do Arco narrativo? Pegue cada ponto dele e descreva como uma aventura que será jogada pelo grupo, nessa hora coloque detalhes a mais, oculte alguns e invente outros… surpreenda seus jogadores ou eles terão a sensação de que já sabem o que acontece o tempo todo.
Não esqueça de traçar uma rota de mapa para sua aventura, eles podem atravessar o continente (ou não) e isso influencia em tempo de jogo e mesmo em encontros imprevistos pelo caminho.
“Você está na estrada do rei há várias semanas… precisa chegar a muralha e encontrar o meistre para desvendar um mistério antigo de sua família, acaba encontrando uma figura bem conhecida dos lordes, o anão Tyrion com um patrulheiro, mas eles não parecem estar dispostos a parar para conversar um pouco”.
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Usem a criatividade e aprimore sempre o seu roteiro, insira as novidades que for lendo e expanda o universo sempre que tiver uma nova ideia. Será algo bem trabalhoso, mas o resultado é muita diversão e uma campanha duradoura (quem sabe meses ou anos).  Espero que essas dicas tenham sido de algum valor… é válido lembrar que qualquer um pode me sugerir uma pauta, entrevista ou post pelo twitter ou email orpgista@rpgvale.com.br
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