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Canções da Meia-Noite #83 - A Lenda dos Deuses e dos Nephilins - Parte 2

Saudações caros roleplayers chegamos a mais aventura em nossa taverna , sendo que a alguns dias...


Saudações caros roleplayers chegamos a mais aventura em nossa taverna , sendo que a alguns dias atras tivemos a primeira parte da história que narrava o surgimento do mundo e seus deuses[link]. Contudo, aqueles que seriam os regentes do universo se mostraram sua maior ameaça, deixando as raças do mundo a merce de suas ações que agora sofreram as consequências de seus atos.


 A Lenda dos Deuses e dos Nephilins - Parte 2
Durante quase mil anos, as crias cresceram, se desenvolveram e se multiplicaram, mas não morreram, o que tornava cada vez mais difícil de mantê-los em segredo.

Cajado passou a temer o dia vindouro em que eles seriam descobertos e que a ira de Martelo cairia sobre suas cabeças. Sendo assim, iniciou uma espécie de treinamento para preparar as criaturas para o combate vindouro.

A mente de Cajado via longe, e o futuro incerto que se punha a sua frente o forçou a mudar os planos: ao invés de ajudá-los na luta, encorajou-os a manter distância dos olhos dos Deuses. Sua ideia, no entanto, não foi vista com bons olhos e suas palavras caíram em ouvidos vazios, e a simples menção de fuga era como um insulto.

Mas o Deus sabia o que viria daquela decisão, então decidiu afastar-se deles. Seu servo, chamado O Guia, permaneceu com sua prole, preferindo abandonar seu mestre por amor aos seus.
Mais e mais tempo se passou. As criaturas cresceram em poder e mente, e suas intenções logo seguiram o mesmo caminho, até culminar onde o Deus havia previsto: sua descoberta.

Martelo muniu-se de toda sua fúria e ira quando ouviu dos lábios rachados de Destruidor a história de que criaturas profanas e medíocres cresciam nas florestas e que, dentre elas, dois poderosos se erguiam, auxiliados pelo servo de Cajado. Sabia de tudo isso pois espiara durante longos anos, e sua raiva pelo servo do Deus era imensa. Destruidor alimentava uma inveja única pelos outros Deuses, que davam e recebiam tanta atenção de seus Mestres, sem serem tratados como escória. Esse motivo, adicionado ao fato de que não poderia se aproximar de Curandeira, o convenceu que a delação seria a melhor forma de agradar seu Mestre.

O Senhor entre os Deuses convocou a todos. Cajado, para não levantar suspeitas, compareceu. Sozinho, sem o amparo de seu servo, sentia-se quase desprovido de vontades. Quando chegou ao local onde se encontravam, viu que Martelo estava armado com uma longa e grotesca lâmina de ferro retorcida e disforme. Antes que fosse tarde demais, percebeu o que aconteceria.
Sendo assim, correu da vista dos Deuses, em direção à morada das crias dos servos. Em seu encalço, Martelo, Banda e Cinzel, unidos apenas pelo comando e pelo medo.

O Iluminador sentira antes de todos, mas já era tarde: da floresta, o grande Deus de quatro asas saltou em direção ao Guia. Antes que pudesse agir, Cajado descia o punho sobre seu servo, derrubando-o e agarrando-o em seguida.
Seu irmão, O Pastor, ergueu seu cajado de madeira em direção ao Deus. Nesse instante, algo varreu suas costas e o arremessou longe.

A espada gigante de Martelo estava brilhando com o sangue rubro que lavava toda sua lâmina.
O sangue d’O Pastor.
Atirado ao chão, com as asas de couro retalhadas, e o cajado quebrado, O Pastor agonizava, respirando o ar com dificuldade, afogando-se no próprio sangue. Um corte longo e profundo o fendia ao meio, amputando seu braço esquerdo e uma parte de seu crânio.

Banda e Cinzel tentavam conter O Iluminador, mas a forte luz que jorrava de uma meia-esfera de ferro com uma chama dentro os cegava e por muitas vezes pensamentos inoportunos surgiam em suas mentes, tirando-lhes o foco e a atenção.
Era o tempo necessário para que seu plano funcionasse.

Cajado ainda olhava para o rosto d’O Pastor quando Martelo enterrou toda sua longa espada em suas costas, até que a vida o abandonou.
Era uma visão horrível, mas sabia o que deveria fazer.

Uma dor aguda no peito fez sua chama diminuir. Através das tiras de couro que enfaixavam sua face, O Iluminador enxergou a alma do irmão desaparecendo de seu corpo, até o falecimento.
Uma parte de seu ser ruiu, e sua guarda ficou baixa. Martelo viu a oportunidade, e fez sua lâmina beber o sangue de mais uma criatura.
Era a morte d’O Iluminador.

Cajado segurava firme o corpo desfalecido de seu servo. Olhou para o corpo d’O Iluminador, que se espalhava por todas as partes da clareira. Uma cortesia cruel de Martelo, que o retalhou e fez tripas jorrarem para todos os lados.

Em seguida, Seu olhar voltou-se para O Guia.

Cajado percebera isso, e então rasgou o servo ao meio com as mãos e engoliu as duas partes até que não houvesse nada além de lembranças dele no local. Martelo riu, e aprovou a ideia, esquecendo por hora a história de que Ele havia escondido a existência de tais criaturas.


Ora, a visão dos Deuses era curta, mas Cajado enxergava longe, e O Iluminador compartilhava desse mesmo dom. Juntos, haviam previsto que o único modo de prevenir suas extinções seria através de uma artimanha contra os Deuses.
Sendo assim, enquanto O Iluminador fingia que se protegia de Banda e Cinzel, seu poder se instalou nos olhos dos Deuses, e esses foram impedidos de ver a enorme quantidade de criaturas que fugiam atrás dele.
As criaturas já estavam longe quando O Iluminador fora morto, mas não o suficiente. Dessa forma, a única maneira de manter as crias que tanto amava a salvo era fazendo um grande sacrifício. Munido de frieza e convicção, Cajado rasgou o servo ao meio e o engoliu, retirando do mundo aquele que lhe era mais caro, junto com suas duas crias, poderosos entre todos, os únicos dignos de se igualarem aos Deuses.

Sobre a condenação da Terra e a Era Glacial
A ira de Martelo não poderia ser amainada. A simples lembrança do engano lhe deixava em uma fúria ao ponto de destruir montanhas inteiras apenas para descarregar a potência de seu punho em algo quando não encontrava seu servo.
Cajado sabia que seu julgamento chegaria, mas não se sentia nem um pouco realmente preocupado. Era fato que sua calma estava tornando tudo pior, mas não se importava. Sabia que deveria ganhar tempo para suas criaturas antes que fossem descobertas.
Mas não funcionou.
Um dia, quando o céu claro se mostrava sem nuvens, Destruidor escorregou até a presença de Cajado. O Deus sabia de suas intenções, mas escutou em silêncio.
O servo exigia saber o paradeiro de Curandeira, dizendo que manteria segredo sobre tudo se lhe fosse revelado isso. Cajado respondia que não havia segredo sobre nada, que Curandeira provavelmente estaria viajando pelo mundo como Banda lhe ordenava.

Destruidor sorriu. Sabia da verdade, e usaria isto contra Ele. Dessa forma, foi diante de Martelo e falou sobre a fuga das criaturas, dizendo saber a que local se dirigiam e a velocidade em que corriam.
O Terror dos Deuses inflou-se em chamas e sacou sua espada gigante. Mandou que seus irmãos, incluindo Cajado, saíssem da Terra imediatamente, pois traria sobre ela suas chamas e rochas.
O Deus Sábio viu o resultado de tudo, mas já havia antecedido isso, e apenas aquiesceu.
Quando os Deuses se encontravam flutuando fora do planeta, viram a forma da ira de Martelo cair sobre a Terra na forma de uma imensa e inflada pedra, que fendeu o mundo e explodiu quase toda chance de vida no planeta.
Nesse momento, envolto na poeira da destruição, Martelo surgiu novamente, e os guiou até o satélite prateado que cercava a Terra. Ali permaneceram até os tempos atuais, observando e julgando os atos humanos.

As cinzas envolveram os céus, e as plantas morreram, e a Terra esfriou. Foi o início da Era Glacial.
Contos 5667976527296286488
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