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A criança e o javali, conheça a infância de Rendhal o Bárbaro.

Olha só roleplayerzada, como havia prometido a nossa coluna Contos Heroicos , irá expandir o universo do RPGCast em histórias dos persona...

Contos-Heróicos

Olha só roleplayerzada, como havia prometido a nossa coluna Contos Heroicos, irá expandir o universo do RPGCast em histórias dos personagens que você acompanha no podcast. Vamos conhecer agora a infância de Rendhal o Bárbaro em seu primeiro encontro com Tio Tuta e semana que vem vocês saberão mais desse conto em 4 partes.

Ira de Raah’ckra - Parte I

O vento espantava as nuvens e aliviava o voo dos pássaros que pairavam sobre a cadeia de montanhas conhecidas por Nubis.  Era um lugar afastado das principais vilas do reinado e, apesar de aglomerar algumas dezenas de mil de bárbaros o seu tamanho era expressivo, se tratando de terras.
Nunca mediram ao certo, mas dizia-se que ocupavam as extremidades inteiras da floresta de Blodewid e tão altas eram as montanhas, que as torres que haviam na floresta pareciam apenas algumas pedras empilhadas.

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No cume e no topo dos penhascos erguiam-se barracas fortemente presas as terras por toras enormes de madeira dos Trashmagul - um tipo de árvore que só cresci nos pântanos e são duras como rocha. De algumas cavernas saiam clarões e fumaça por buracos abertos no teto... eram as forjas bárbaras, dançando ao sol do martelo que caia como um brado para dar forma aos machados, símbolos daquela tribo.

Os que nasciam no reino bárbaro recebiam o nome da sua arma, em memória de todos os que morreram por ela e dos que foram salvos também.  Nascimentos, um ótimo motivo para festa nas montanhas. As vezes duravam semanas, com comidas, presentes trazidos de outras tribos e famílias conhecidas e celebrações com os Xamãs. O povo bárbaro gostava tanto de nascimentos, que a simples festa de um recém chegado ao mundo era motivo para se gerar algumas dezenas de outros, quando a noite caia e o sol se escondia, junto com a vergonha de todos.   

No último dia de farra parte das entranhas das mulheres que deram a luz eram levadas a Xamã, que fazia um grande ensopado e servia ao pai e a mãe da criança em um ritual de união, força e boas vibrações. Na noite, uma fogueira enorme era erguida e todos dançavam enquanto o bebê era levado para a caverna das almas ancestrais e deixado para amanhecer no escuro. Pela noite, segundo as lendas os espíritos se reuniam e decidiriam a qual das classes do clã aquela vida seria entregue.

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Era assim com todos, como foi com Rendhal... Axe. Quando nasceu, um machado havia surgido ao seu lado na caverna, o que levou todos a crerem que aquele seria um presságio de que o garoto seria um bom guerreiro.
Até os 4 anos viveu tranquilamente e, depois seus pais Bradouk e Sheiya deixaram os cuidados ao tio Tuta, que era um dos soldados mais experientes da região.  Apesar de familiar ele não diminuiu a exigência com Rendhal. Certa vez um javali havia encurralado o jovem em um beco nas rochas. Não passava do seu décimo aniversário, Tuta avistou a cena e apenas se aproximou para observar a situação. Não deve ter sido fácil ver seu sobrinho ter a perna quebrada por um golpe do bicho, mas a cena que viria a seguir compensou tudo.

Rendhal, com uma das pernas cambaleando parou em frente ao javali e antes que sua cabeçada acertasse seu estômago ele deu um golpe com uma pedra em uma de suas presas para que caísse. Deu certo.
Então foi fácil furar os olhos do animal com seu próprio dente. - É, parece que seu gosto por armas inusitadas veio de berço.

(Continua…)

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