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Canções da Meia-Noite #79: A Jornada em Caledora – O mistério do Guardião (Parte 6

Saudações caro leitores, depois de alguns dias de ausência (bardo também trabalha) voltamos com mais uma parte épica de  nossa aventura...


Saudações caro leitores, depois de alguns dias de ausência (bardo também trabalha) voltamos com mais uma parte épica de  nossa aventura pelas terras de Caledora  na taverna da meia-noite. Nunca imaginaria que um anão seria o protagonista te tamanhos eventos e agora toma a frente de um grupo de heróis que aos poucos entende o verdadeiro sentido de encarem desafios juntos. Seus últimos passos levaram a serem capturados e arrastados para um estranho túnel  sendo que as ultimas palavras de seus captores indicam que verdadeiros problemas estão ainda para surgir.


A Jornada em Caledora – O mistério do Guardião

Depois de deixar Abraham por dentro de toda a situação, os companheiros decidiram descansar mais uma noite. Só sabiam que era noite, porque Mika, como anão, explicava tudo o que era necessário, tomando as rédeas da liderança.

Zentran e Long agradeceram, eram necessárias horas de descanso ininterruptas para recuperarem as capacidades mágicas.

Quando acordaram, Mika os guiou pelos túneis. Mesmo não assumindo, gostava de ter um monte de rocha sobre a sua cabeça. Long acompanhava ao lado do anão. Os túneis em sua maioria deixavam duas pessoas passarem.

- São caminhos das dríades, seus troncos são iguais aos dos elfos, porém escuros e de rostos malignos, mas suas pernas são enormes, iguais de aranhas, só que largas como três anões.

– Ele descreveu o que era possivelmente um dos maiores perigos para eles. – Fiquem atentos, elas andam pelas paredes e podem prender um humano em suas teias, mais rápido que um de vocês consiga dizer “Cerveja sem tonel de carvalho, não ofereço nem para elfo”. Nada contra vocês, Zentran.

Zentran, que seguia no fim do cortejo ao lado de Bado, riu mais que o próprio anão daquele ditado.
Abraham estava no meio das duas duplas, protegido e numa posição estratégica para utilizar suas magias. Falando nessas magias, Abraham que teve sua experiência questionada, provou ser um aventureiro competente.
Após acordar, sentou com Long e Zentran, discutiu os caminhos da magia que cada um controlava, após conhecer as especialidades, dividiu da forma mais eficaz o poder mágico do grupo.

Deixou a cura mágica e poderes que eram mais fortes naquelas condições com Zentran, além de alguma capacidade de restauração. Dividiu com o Bunshingetsu o trabalho de aumentar as habilidades dos companheiros e os poderes de ataque e defesa.

Um dos feitiços que facilitou a viagem por baixo da terra, que era sofrida com a pouca iluminação das tochas, foi o que deu a mesma capacidade anã aos humanos e ao elfo, ver no escuro.

Bado não quis esse beneficio, para a estranheza de todos, mas ninguém podia negar que ele parecia ver tão bem como Mika. Não demorou para ele provar que era desnecessária a preocupação.

Os caminhos tortuosos de baixo da terra fizeram com que todos perdessem a noção do tempo e direção, Abraham Whaspin que tentou começar um mapa, há muito tinha largado o pergaminho e a tinta. A confiança estava depositada sobre o anão.

Mika tinha tirado as botas para sentir o chão, andava com uma das mãos sempre tocando as paredes naturais. Abraham tinha suspeitas sobre aquilo. Por sua vez, Zentran, que por questão das “tragédias”, estudou muitos as raças envolvidas nesses grandes conflitos, sabia bem o que era aquele jeito especial do anão. Com certeza Mika era abençoado com a memória ancestral.

Chegaram ao que seria um enorme vale, do fundo vinha o som de um rio, que afundou a tanto a terra que a visão mágica deles não conseguia ver o final da paisagem.

Dos lados podiam ver outros buracos que acabavam abruptamente. Alguns tinham indícios de ter possuído uma ponte, porém nada no alcance da visão mostrava um jeito fácil de atravessar aquele enorme vazio.

- Ou aprendemos a voar para ir em direção àquele túnel, o que ainda não sou capaz de fazer. – Abraham apontou para um ponto– ou vamos voltar e descer até chegar ao rio para atravessar.

Como não houve discussão, voltaram e seguiram o caminho indicado. Zentran queria perguntar ao anão sobre ele ser um dos herdeiros do mapa ancestral que Dwarfen e Yndilie fizeram dos subterrâneos de Caledora e cravaram na mente de alguns anões, ainda no tempo que nenhum mortal vivia, porém segurou aquele ímpeto para quando parassem para descansar.

O anão escolheu um ponto calmo do rio para atravessar. Quando todos tinham passado, Mika deu o sinal que esperavam.

- Agora, Abraham! – gritou o Anão.

Palavras em alguma língua estranha foram proclamadas e gestos, mais rápido do que o anão imaginava, fizeram o mago controlar a energia da luz, disparando uma bola que subiu trinta metros e fez um pequeno sol surgir. Preparados para aquilo, todos protegeram os olhos.

Tentando se aproveitar do ambiente, as Dríades que estavam armando uma emboscada, foram pegas de surpresa, aquela luz cegou a maioria, algumas caíram. O plano consistia em esperar alguns segundos e atacar as Dríades, que demorariam muito mais para entrar em guarda.

Mal o sol de Abraham tinha iluminado e nenhum grito de dor das Dríades tinha sido escutado, quando escutaram algo fora do plano.

- Velocidade do Raio Dourado! – Era a frase que atirava as magias que Long preparou sobre Bado. Era uma soma magias de pouco duração, ele devia usar logo depois que Abraham ferisse alguns dos inimigos.

Nenhum dos companheiros, ainda sem enxergar direito, viu Bado correr em direção a uma rocha enorme, saltar os quase quatro metros e cair com os dois pés em cima de uma Dríade escondida.

Menos ainda o viram esquivar de um ataque de lança vindo de trás, girando o corpo e acertando a nuca de outro inimigo.

Mika estava se recuperando, quando viu o guardião correr na direção de duas Dríades. Uma que mal fora afetada disparou duas flechas na direção do homem que brilhava dourado por causa da magia. Em meio à corrida, ele desviou de uma das flechas, mas isso o colocou em linha reta com a outra, que atravessaria seu crânio.

Para surpresa do anão, Bado pegou a flecha no ar com uma das mãos. Há poucos metros da Dríade arqueira, ele saltou. Diferente do salto alto que deu para ultrapassar a rocha, esse era mais baixo, mas terminou em um chute poderoso. O barulho das costelas da criatura encheram os túneis.

Mika, que não sabia definir aquele golpe, viu Bado derrubar a Dríade ainda desnorteada com um soco duplo. Long, que já estava bem, acabou com a dúvida do companheiro.

- O Vôo do Dragão! – disse ele, quando dois raios de calor passaram bem perto, entretanto tinha como alvo uma dríade enorme que se aproximava com um porrete feito de rocha.

- Acordem vocês dois. Não sei como Bado luta sem conseguir ver, mas agora não é o momento para isso. – Abraham estava preparando algum outro encanto, enquanto Zentran curava um ferimento na perna dele. No chão perto deles, três dríades estavam caídas.

- Como é? O mago e o Magrelo já derrubaram três? – Mika investiu contra a do porrete, acertando bem no peito com seu martelo. Arremessou uma machadinha em outra que estava pendurada e também usava arco.
Graças à estratégia de Mika e Abraham e, principalmente, pela ação de Bado, a vitória foi fácil naquele dia.

Ele passava correndo e desferindo seus golpes, por vezes parecido com os artistas marciais da terra de Long, outras parecido com algo mais selvagem e rústico. Nesses momentos, era possível ver uma energia branca, mais perto do seu corpo do que a luz dourada da magia e todos sentiam uma brisa gelada, daquelas que alivia um dia de calor absurdo, mas, ao mesmo tempo, indicava que um poderoso e letal inverno estava chegando.
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