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A insanidade - Como interpretar parte 1-3

"Só é preciso um dia ruim para reduzir o mais são dos homens a um lunático!" Batman - A Piada Mortal Olá aventureiros! Bom e...



"Só é preciso um dia ruim para reduzir o mais são dos homens a um lunático!" Batman - A Piada Mortal

Olá aventureiros! Bom estava a tempo querendo fazer uma matéria sobre como interpretar a insanidade em nossos personagens. Como deveríamos interpretar aquele rei que enlouqueceu, ou um Malkav, ou até mesmo um bobo da corte.
Na maioria das vezes tomamos personagens que possuem insanidade por bobos, que não sabem discernir sobre o que é realidade. Mas será que é sempre assim? O que falar sobre Hannibal Lecter, Jocker, entre outros que são extremamente inteligentes mas que possuem consciente ou inconsciente uma neuropatologia.

Pesquisando pela internet não é difícil achar várias descrições de como interpretar isso em mesa, então fiz uma pequena compilação de coisas que fui encontrando pelo caminho hehe. Boa leitura!

A loucura sempre fascinou o ser humano – basta observar a quantidade de estudos e obras de arte feitas sobre esse tema ao longo dos séculos. Desde que o primeiro homem sofreu trepanação para que os maus espíritos saíssem de sua cabeça até hoje em dia, com drogas elaboradas para diminuir os surtos psicóticos, passando por séculos de lobotomias e depósitos de loucos. Os sãos sempre tiveram medo e reverência em relação a pessoas que não pensam como a maioria. O que leva uma pessoa à loucura? Como ajudá-la? São perguntas ainda sem resposta ainda hoje, e muitos profissionais e pesquisadores dedicam suas vidas a respondê-las. Lógico, que o conhecimento dos mecanismos da insanidade hoje é muito superior em comparação a outros períodos históricos, não se acha que dar choques e banhos frios resolvam o problema. Mas essa é uma questão muito complexa para se obter uma resposta simples e absoluta.

Toda essa complexidade e a pitada de bizarro que envolvem a atmosfera das doenças mentais graves podem ser usadas (com moderação) como elemento narrativo dentro de seus jogos. Como os demais temas sugeridos, é preciso primeiro determinar o nível de imersão que se deseja. Em Call of Cthulhu a loucura é palpável e o maior desafio é conservar a sanidade diante do terror que se descortina em frente aos olhos dos personagens. Entretanto, é possível abordar o tema sem que este seja central, como nos jogos de Vampiro e Lobisomem (velha versão), em que pode-se escolher jogar com personagens insanos ou pelo menos seriamente perturbados, tais como Malkavianos e Presas de Prata, respectivamente. Uma grande dificuldade que os jogadores em geral enfrentam é a interpretação da perturbação mental do personagem.

Primeira pergunta: você já esteve próximo a algum mendigo meio maluco que grita coisas no meio da rua, ou já visitou alguma instituição psiquiátrica? Bem, eu já passei por ambas as experiências e garanto que não são agradáveis. Você sente medo do que as pessoas fora da realidade podem fazer, do seu comportamento estranho. Não há nada de agradável nisso. Mas voltando a trilha da interpretação em RPG, isso NÃO quer dizer que você fique assustando seus colegas de mesa ou fazendo qualquer tipo de babaquice. Isso só é uma dica para levar o problema do seu personagem a sério. Encare o personagem pertubado como uma pessoa, alguém com um problema realmente muito sério e que não consegue lidar bem com ele. Mesmo que ele consiga se controlar a maior parte do tempo, em algum momento o personagem vai entrar em crise. E como a crise vai se desenrolar ou como dar pistas sutis da tempestade interna que é a mente dele em outras situações de jogo é onde reside boa parte da diversão desse tipo de interpretação.

Eu ouço vozes em minha cabeça!!

Várias doenças mentais causam ilusão auditiva. São os casos mais comuns de ouvir vozes macabras vindas do além, ouvir coisas que não foram ditas. Para interpretar esse tipo de alucinação, você pode optar pelo caminho mais fácil (no quesito interpretação) e exagerado. O personagem pode berrar o que está ouvindo ou travar longas conversas com o ar. Eu prefiro versões mais sutis, principalmente porque é legal se os outros jogadores começarem a desconfiar da loucura do seu personagem, mas não tiverem certeza. O personagem com esse tipo de problema pode ficar mais tempo calado, tornar-se anormalmente cauteloso, afinal sabe que não existem vozes fantasmas, travando uma batalha entre o real e o imaginário. Em alguns momentos seu olhar pode ficar perdido, ou simplesmente se retirar abruptamente da companhia dos outros para discutir com a voz. Tenha em mente duas coisas: a “voz” não é constante, não está o tempo todo com o personagem; e o mestre não precisa ficar sussurrando em seu ouvido o tempo todo o que você ouve, surpreenda, de vez em quando pare como se estivesse ouvindo algo com muita atenção e depois volte novamente para a “realidade”. Garanto que no mínimo vai ser divertido ver as expressões perplexas no rosto dos seus colegas. Não revele tudo, brinque com o mistério da queda em direção a loucura.

Bom por enquanto é só, está é a primeira parte do artigo que será em 3 partes ao final eu coloco os créditos de onde compilei dados. Buenas gurizada até a próxima!
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