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Canções da Meia-Noite #78: A Jornada em Caledora – Memórias na escuridão (Parte 5)

Saudações caros leitores para mais uma canções da meia-noite, onde acompanhados de algumas moedas de ouro e um copo de cerveja nas mãos...


Saudações caros leitores para mais uma canções da meia-noite, onde acompanhados de algumas moedas de ouro e um copo de cerveja nas mãos garantimos uma noite de muitas histórias e diversão. Nossa aventura ganha mais um episódio ( se ainda não conferiu acesse o [link] antes de levar um golpe critico!), onde nossos heróis se uniram para seguirem seu primeiro caminho juntos, mas os deuses não parecem estar ao seu lado já que seus primeiros passos os levaram a desafiar o destino e colocando suas vidas em risco.



Em uma caverna escura, na verdade um túnel, Abraham abriu os olhos, o que ajudou pouco, ou quase nada a entender onde estava.

- Ele esta acordando. – Não sabia a onde estava, mas reconheceu a voz do anão Mika.

- O que houve? Onde estamos? Arghhh – Uma dor na cabeça explodiu quando tentou levantar rápido. Parecia dividir seu cérebro Igual à ressaca de batida de minotauro, uma bebida muito forte. Campeonatos eram feito de quem conseguia beber mais de meio litro dela.
Colocou a mão na cabeça e sentiu um galo.

- Acalma-se, meu amigo, você caiu e bateu à cabeça em uma pedra, além de tudo o anão caiu em cima de você. – Long aproximou-se com uma tocha. – O druida gastou um pouco da energia dele no anão e preferimos cuidar do seu ferimento com bandagens e ungüento de ervas que eu tenho comigo.

Abraham tentava alinhar as idéias. Saíram da sua mansão em direção a montanha de Minsterin, pegaram uma rota pouco movimentada, mudaram o trajeto, pois um morro desbarrancou ou algo assim. Estavam para entrar em uma mata, que dava volta por um morro, era o que achava, dai era tudo branco.

- Ele acordou? – A voz de Bado, seguida por outros passos, indicava que onde estivessem apenas ele não enxergava direito. Fora o alcance da tocha que, agora, Mika segurava.

- Onde está o Elfo? – Mesmo poderosa, a voz de Mika não ecoava farta pelo túnel, pareciam esta numa espécie de câmara natural, o som que ele produzia parecia se fundir com a rocha em volta.

- Acalma-se, Anão. Estou aqui. – Nunca assumiria, mas Abraham ficou aliviado de ver, todos principalmente Zentran, com o colar, reunidos.

- Não disse que ele só fazia tipo? – A voz de Long saiu um pouco mais alta do que imaginava, menos a luz mágica, foi fácil ver o rosto de Mika ficando vermelho.

- Olhe aqui seu Amarelo, abra esse olho, a única coisa que não quero é ser babá de mais alguém.

O martelo firmou melhor na mão, talvez fosse por estar embaixo da terra de novo, Mika lembrou aos companheiros, que era um anão.

- Certo! Todos relaxem. – O Elfo tentava acalmar os animos. – Já estamos em uma situação complicada, desavenças não ajudam em nada. – Disse isso, mas preparava mentalmente um encanto que prenderia um ou dois nas paredes se necessário.

Abraham sentou quando sentiu a cabeça parar de latejar.

- Alguém poderia me explicar, como chegamos aqui?

Mika levantou indo para a saída da pequena sala natural onde se encontravam.
- Vou vigiar o corredor. – Trombou com Long no caminho, o Ryurin ignorou, sabendo que não adiantaria discutir com ele.

- E o que houve com esse anão? – Abraham, sentia que tinha esquecido algo importante.

Após saírem da mansão Washpin, foram duas semanas a cavalo, sem que nada demais houvesse, fora um ataque de goblins e um encontro aleatório com uma dupla de assaltantes atrapalhados, Ralf e Clark.

Dois rapazes que eram mais perdidos que Beholder cego em encontro de família, uma piada que Abraham fez e ninguém entendeu.

Libertados, juraram amizade eterna ao grupo e indicaram um caminho que contornaria a floresta que eles iriam entrando. Após uma magia de Long, foi provado que eles diziam a verdade.
Pegaram uma direita em uma bifurcação, que a dupla também tinha indicado, o caminho era difícil e tortuoso, mas um pequeno desmoronamento fez com que voltassem.

O calor era escaldante para a época. Quando começavam a descer pelo outro caminho, Zentran parou o grupo.

- Esperem, estão escutando? – Era possível ver as orelhas mexendo. Mika abaixou tocando a terra. Parecia conversar, sentia algo incompreensível aos outros.
- Vamos correr! Estamos em uma péssima posição. – Dispararam pela estrada. Tempo depois era possível ver um bando a cavalo seguindo na direção deles. Eram muitos e acuaram o grupo.
Estavam cercados, mais de vinte homens armados e montados.
Maltrapilhos, apenas um deles se destacava.

Negro, assim com o seu cavalo. Cabelos cheios de dreads. Tinha colares e anéis em demasia. Dentes de ouro, onde faltavam os verdadeiros.

- Ora, o que os deuses colocaram em nossos caminhos, homens? – Os tais homens, riram com o comentário do chefe do bando, a voz dele era poderosa e falava com clareza, tinha uma postura invejável do alto do cavalo. Long achava que devia ser um ex-soldado. Mika e Bado, mesmo sem saber, já dividiam uma similaridade estratégica, pensavam na melhor forma de derrubar o maior número de inimigo na primeira oportunidade de ataque. Abraham estava quieto, ou era o que a maioria achava, Zentran e Long perceberam sua intenção do mago e tentaram ajudar.

- Não temos nada que o interesse é melhor que parta. – O sotaque de Long só deixou os bandidos mais interessados.

- Veja! Temos alguém de fora. Como era o nome do povo dos olhinhos puxados, em Cão Babão? – O que parecia o braço direito do líder, tinha um rosto marcado, como se um cachorro o tivesse mordido todo. Saliva descia pelo canto da boca onde um rasgo aumentava o sorriso macabro dele.

- Tomorachi, chefe Flatron! – Limpou com as costas da mão, o canto da boca. – Dizem que eles lutam bem.

- Hum, então lutam bem? Seria intere…

- Ele já disse, não temos interesses em luta. Queremos apenas seguir o nosso caminho. – Os homens apontaram os arcos e algumas bestas para eles. Aparentemente Zentran cortar o que o Chefe dizia não era bem aceito. Sem ligar para isso o Druida continuou. – É desnecessária uma luta entre nós.

- Hahahahaha, não sabia que além de orelhas, os Elfos tem bocas grandes. – Os homens riam como gralhas. – Parece que você não entendeu. Está no meu território, nem a milícia da capital vem aqui. Sou Flatron, Inferno negro. E…
Flatron cortou o que dizia, quando viu dois dos seus homens caírem do cavalo, pareciam dormir. Outros dois pareciam tontos.

Inferno Negro sentiu no braço o toque da mão de Cão Babão, ele apontou para o meio do grupo, onde Abraham fazia gestos mágicos até então camuflados pelos amigos.

Um martelo de arremesso voou na direção do mago, Mika saltou colocando seu broquel na frente, se não fosse um escudo forjado nas chamas de Boldaxin, teria rachado tamanha a força dos braços de Cão Babão.

O Impacto fez Mika cair por cima de Abraham, esse bateu a cabeça em uma pedra e desmaiou. Os capangas dispararam duas ou três flechas, antes que Flatron impedisse o ataque.

Não passou despercebido, pelo líder do bando, nem pelo seu cão, que das três flechas, uma se perdeu tamanho o erro. Mas as outras duas, que tinham o Elfo como alvo certo, foram aparadas no ar, por Bado e Long.

- Hum, parece que o grupo de vocês é mais interessante que eu imaginei. – Um sorriso brilhante tomou todo o seu rosto – É hora de jogar.

Foram levados um pouco abaixo da onde estavam. Dentro de uma enorme cratera, que tinha visto. Vários buracos desciam para dentro da terra. Bado carregava Abraham desacordado. Zentran tinha feito um curativo em Mika, preferiu isso a mostrar aos inimigos que também sabia usar magia.

Pararam enfrente ao um buraco enorme, praticamente um caverna. Três pessoas entravam lado a lado.

- Bem senhores, sintam-se honrados. Normalmente só roubamos e matamos nossos alvos, mas vocês terão a honra de participar de uma brincadeira nossa. Hehehehe – Os dentes de ouro refletiam a luz do sol.
Seja lá o que ele planejava, seus homens gostaram e estavam excitados como se um bordel novo acabasse de abrir do lado deles.

- Esse túnel é umas das entradas de uma cadeia, quase um labirinto, o jogo acaba se você conseguirem sair. O que não será difícil, afinal vocês tem um anão, com a patinha machucada, mas ainda é um anão. – Mika nem escutava o que o Flatron falava, seu olhos eram puro ódio apontado para o seu braço direito. – É claro que algumas criaturas do subterrâneo, podem não gostar da visita de vocês uhauhauhauhahua

Eles até poderiam lutar e vencer, mas com Abraham desmaiado e Mika ferido, não passariam isso sem baixas.

- Vamos entrar, mas já digo uma coisa. – Mika apontou o martelo de arremesso para Cão Babão, ninguém teve coragem de chegar perto do anão para recuperar a arma. – Quando eu sair de lá, vou arrebentar a sua cabeça com isso.

A baba escorreu quando o Cão sorriu para Mika.
- Chega de promessas de amor, entrem logo. – Flatron viu o grupo entrar no buraco, com um sinal, seus homens empurraram uma enorme pedra para tapar o túnel.

Cão encarou o líder, parecia pedir algo ao dono.

- Certo. Certo. Se eles saírem pode matar o anão. Isso se as Dríades não trouxerem a carcaça desses malditos para nós. Afinal esse é o trato – Ele puxou um garrafão de vinho, protegidos por couro e tomou um longo gole. – Mandamos comida e elas nós dão os itens, e esse é caso especial. – Ele riu com seus dentes brilhantes – o Elfo tem o que o Huno quer.
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