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Canções da Meia-Noite #77: A Jornada em Caledora – A decisão de Abraham (Parte 4)

Seja bem-vindos leitores a mais uma noite de histórias em nossa caverna. Já faz alguns episódio...


Seja bem-vindos leitores a mais uma noite de histórias em nossa caverna. Já faz alguns episódios que estamos acompanhando a saga de nosso amigo anão e seu mais recente aliado elfo, mas agora o grupo ganhou mais e mais integrantes formando uma pequena força de heróis. Entre novos aliados e novos dizeres o grupo começa a planejar ser primeiro caminho juntos, mas será que todas as ambições destes heróis juntas os guiaram para o mesmo destino?



Tinham se encontrado de forma, no mínimo inusitada. Todos aparecem em sua mansão, alguns com motivos ilógicos ou visões, mas para ele, apenas um realmente interessava, Zentran, aquele que portava o colar. Após se apresentarem Abraham tentou tomar as rédeas da situação.

- Bem, Senhores. Não costumo acreditar em destino, porém seria estupidez acreditar que tantos caminhos foram traçados e se encontraram aqui por mero acaso. Por isso, peço a ajuda de vocês – Abraham mexia os braços e andava, sua família estava intrinsecamente ligada a
nobreza e todos os jogos dos ricos. Sabia ser teatral, sem exagero. Porém não estava acostumado com tantas culturas diferentes. E Mika fez questão de lembrar isso.


- E o que você ganha com isso? – O que o anão disse, fez cabeças virarem dele para Abraham e voltarem ao anão. – Escutamos a história de todos. Eu não tenho nenhuma motivação santa ou mística, quero vagar por esse mundo, conhecê-lo mais. Ajudei esse Elfo, o que aparentemente foi bom para você. – Mika fechou o semblante, um sorriso nasceu em meio à barba farta. – E então? Qual é sua?

Sem saber que conversava com alguém da nobreza anã, e as intrigas dos muitos ricos são parecidas, sendo reinos humanos, anões ou goblins, Abraham ficou um pouco acuado. Entretanto um lado seu ficou feliz, ele odiava tratar com pessoas burras, aqueles homens tinham um potencial para facilitar o seu caminho.
Era tudo uma questão de ganhar a confiança deles.
Dar as cartas certas.

- É verdade! – Girou a cabeça, devagar, olhando todos nos olhos. – Eu também tenho algo a ganhar. Não é algo com um valor medido em moedas ou sagrado. O dono do colar tem em seu poder parte de um tesouro, que foi do Rei Jorthan, do recém dominado reino de BarDland. E, em meio a esse tesouro, a documentos que, de maneira resumida, colocam a minha família na linha de sucessão da família real aqui de Maulis. E por mais que nossa majestade tenha seu herdeiro, que este viva por muito tempo, é óbvio o prestigio que minha família vai receber por essa ligação.

Abriu os braços, deixando claro que contara tudo, humildemente.
- Senhores! Não, companheiros! Preciso de ajuda, tenho como pagar pelos seus serviços, isso não é problema.

- Não vejo problema algum em ser pago, sabe bem que venho de longe. – Ninguém tinha acostumado com o sotaque quadrado do Ryurin, que com muito esforço, facilitava o entendimento de todos. – Porém, não pretendo sair do seu lado, vim por um propósito, que ainda não sei qual é, mas é ligado a você.

- Então isso dificulta minha participação, o que busco de alguma forma está ligado ao filho do dragão, até que um sinal surja seguirei com ele. – Bado estava tão sério quanto o anão, ele não tinha certeza que devia esta ali, se envolvendo com politicagem inútil.
Tinha que encontrar as partes da indumentária sagrada e retornar para casa.

- Bem, como podemos resolver esse problema? – Abraham pensou em contratar mais mercenários, que ajudassem Zentran e Mika.

O anão acompanharia em alguma espécie de lealdade de aventureiros. Ele tinha explicado que que o amuleto, ligou-se a energia mágica de Zentran. Se ele afastar-se por muito tempo, ele iria definhar de pouco em pouco. Só havia dois jeitos de livra-se do amuleto sem morrer.

Um ritual extremamente complexo, o que serviria apenas para transferir o fardo, ou devolve-lo ao altar, que fica numa caverna na montanha, na verdade, um enorme morro, chamado de Pé-de-Dragão.
O morro era o destino deles, só faltava acertar quantos iriam, já que Zentran não aceitou transferir aquela obrigação a ninguém.
Desde então a situação ficou em um impasse.

Mas foi o próprio Druida que acabou com os problemas.

- Bem, considerando que foi por sua causa que tenho isso pendurado e é você interessado no que o dono desce artefato tem nada mais justo que você acompanhe essa trupe, afinal, como dizem os anões – Mika já sorria com a artimanha do Elfo, tinha pensando em algo parecido, mas não soube como arquitetar o plano. Não queria servir de serviçal para aquele homem – “se quer o metal bem batido, use você mesmo o martelo’.

Passou um tempo de silêncio pesado. Long, Mika e Bado aos poucos buscavam outros pontos para olhar. O nobre Washpin parecia mastigar algo seco e incomodo que não descia pela garganta sem um bom vinho. Aos poucos um sorriso, quase de alegria, surgiu em seu rosto magro, mesmo sendo claro que ele não passava fome.

Tocou o sino, que deu um susto em todos. O criado estava trazendo mais vinho, por isso chegou rápido.

- Sirva a todos e prepare os quartos de hospedes. – O jeito que ele tratou a todos, quebrou a tensão como se nunca tivesse existido. – E vou fazer uma lista de itens que você deve providenciar nós próximos dias. Vou debater com meus amigos o que é melhor para uma viagem desse tipo.

O serviçal paralisou ao escutar o que o seu senhor disse, um ou outro deve ter pensado que fosse por ele sair com estranhos, o que era estranho sem dúvida. Mas foi o uso da palavra amigos. Mika tomou de sua mão a jarra, pois ele quase fazia transborda o vinho da sua caneca.

Após a saída do ainda incrédulo serviçal. Long não conteve sua preocupação.

- Abraham, não que eu possa me intrometer, mas tem certeza de que quer fazer isso? É muito mais fácil contratar mais mercenários, para ajudar e…

- Fico honrando com sua preocupação, Long-san, e claro que poder dar a sua opinião. Porém, o que o Druida disse é verdade. Tenho que agir, depender de outros incapazes só atrasou meus desejos. E vocês me tiram por um nobre, uma espécie de boa vida. Mas já participei de uma ou duas investigações de caverna. Posso ser muito útil.

- Bom saber, aliás um mago sempre é útil. – Disse Bado.

Era uma surpresa atrás da outra.

- Então você também percebeu, bom saber que vou andar com pessoas astutas. – O anão virava mais uma caneca.

- Como assim, Mika? Como você e ele sabem que Abraham é um mago? – Aquilo explicava muitas da suas suspeitas, Zentran achava estranho o conhecimento de Abraham, porém isso explicava o interesse em itens mágicos, conhecimentos de ritual e, talvez, aquela sensação de estar sendo observado enquanto viajavam.

- É fácil, Elfo. Preste atenção. Magro como um mosquito, fraco que não levantaria meu martelo de trabalho, mas tem olhos astutos. Sem calos na mão e muito esperto, logo não pode ser um bardo. Se ele não é mago, eu sou uma ninfa.

- AUHUAUAHUAHUAHUAHUAU – Um pensamento coletivo invadiu a mente de todos, menos a do Anão.

- Imagina uma ninfa-anã? – Disse um.
- Seria a ninfa mais feia ou a anã mais bonita? – Outro emendou.

Se não fosse pela barba, seria fácil ver o vermelhão no rosto de Mika, que saiu a passos rápidos da sala.

- Mas onde está aquele servo com o vinho. E onde fica o meu quarto, estou cansado. É assim que tratam uma visi… – Sua voz sumia nos corredores. Abraham e Long precisaram de vários
minutos para se recompor.

Dias depois, estavam com os pés na estrada, seguindo para o leste. Para o morro do Pé-de-Dragão.

Claro que o caminho não seria calmo.
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