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Canções da Meia-Noite #76 - Jornada em Caladora: Os heróis seu reúnem (Parte 3)

Olá aventureiros, depois de algumas aventuras e desaventuras no final de semana vamos a mais uma noitada de músicas e brigas em nossas t...


Olá aventureiros, depois de algumas aventuras e desaventuras no final de semana vamos a mais uma noitada de músicas e brigas em nossas taverna ( é uma taverna ora essa )  acompanhando nossa dupla de heróis, onde o anão Mika e o elfo Zentran ganharam novos membros em sua jornada e também novos problemas.


Jornada em Caladora: Os heróis seu reúnem (Parte 3)
Abraham não sabia como agir com a situação inusitada que participava. Quando chegou à mansão dos Wasphin e foi informado que uma visita de “fora” o aguardava, teve uma vontade de fulminar com um relâmpago seu serviçal. Entretanto, o ditado que “um bom serviçal é difícil de conseguir como ovo de dragão” salvou a vida desse.

Percebendo o olhar do senhor daquela casa, o empregado adiantou dizendo quem o esperava, tentando com isso não morrer de forma dolorosa.

- Desculpe-me, senhor, tratasse de alguém da nobreza, não das nossas terras, mas sim do povo do dragão. Sei que não gosta de visitas inesperadas, mas achei que essa fosse uma exceção.

Fora o Rei e nobres da mais alta estirpe, ninguém, mas ninguém mesmo, visitava aquela casa sem avisar, com no mínimo horas de antecedência. Logo, Abraham deduziu que só podia ser um dos homens que tinha empregado ou algum forasteiro, que não conhecia os costumes daquela região.


“Uma pessoa do povo do dragão? Não me lembro de ter contato com qualquer um deles, talvez meu pai.” – Abraham pensava nisso, quando entrou na sala de estar e teve certeza que a roda do destino corria, pois seu sexto sentido fez atravessar uma corrente de tensão pelo seu corpo.


E ele sabia que ali estava uma das chaves para conquista o seu sonho.

- Bom dia! Seja bem vindo à casa dos Wasphin. A quem devo a honra?

Um homem de cabelos longos trançados que usava óculos redondos virou na direção de Abraham. Usava um robe belíssimo, onde um tigre lutava contra uma tartaruga. Tinha uma postura de aristocrata e olhava o Abraham como igual. Estava com um livro nas mãos que Abraham logo percebeu se tratar de um exemplar raro de uma enciclopédia sobre mortos-vivos.

- Primeiramente, gostaria de me desculpar por chegar a sua casa sem a presença de um legitimo membro do sangue Wasphin decentes de semideus Wiltardof e, claro, Kemat, a silenciosa. Sou Long Yosutebito SoraRyu, do clã do Tigre, filho de Inazuma-dono, senhor dos tigres de Tomorachi. – Fez uma reverência e acrescentou - Espero não estar incomodando?

Estava, mas Abraham, espantando demais, não respondeu. Quem estava ali era um legítimo representante da casta mais alta do reino Tomorachi. “Por quê?” Era o que Abraham se perguntava.

- Muito pelo contrário, me agrada ter um visitante de tão longe. Sempre quis conversar, trocar idéias como diz o povo, sobre nossas culturas. – O serviçal apareceu quando Abraham tocou um sino – Traga chá de cerejeiras. Não se preocupe Long-san, elas foram trazidas da sua terra e o chá é feito nos moldes tradicionais. – Era uma isca, tentando descobrir se aquele ali era realmente quem dizia ser.

- Creio que foi seu tio, Sir Taylor, que lhe ensinou isso. Sei que ele visitou algumas vezes a minha terra natal.

- Exato! Chegou a conhecê-lo? – Abraham não sabia como, mas aquele estrangeiro sabia muito sobre sua família.

- Na verdade não, ele ficou em um feudo vizinho ao meu. Mas um visitante sempre é assunto em todo Império.

Passaram um tempo conversando sobre detalhes das culturas tão diferentes. Long estava sereno, não falhava na diplomacia e não decepcionava na etiqueta. Por sua vez, Abraham conversava sem entender onde isso o levaria e com a cabeça em um colar muito longe de seu alcance, não percebia que estava sendo envolvido.

Abraham não sabia bem como agir, sabendo que aquele ryurin seria útil aos seus planos queria mantê-lo o mais próximo possível, porém sem o colar nada adiantaria, logo precisava sair dali, mas sem ofender o visitante. Usou um método que não era costume seu, foi direto ao ponto.

- Long-san, considerando que está em minha casa e inicialmente sem convite, eu poderia tomar uma liberdade com você e fazer uma pergunta?

- Claro! – Long escondeu o sorriso, agradeceu por pensamento ao senhor Dyeldon. O taverneiro deu-lhe tantas informações sobre a família de Abraham, que era como se Long estudasse desde jovem a história deles. Somando o conhecimento de Long de nobreza e a maneira que essas pessoas pensavam, sabia que Abraham não o chutaria dali e ainda mais, sabia que aquele homem estava um pouco intimidado

- Sendo assim, por que você está aqui? Por que veio até minha casa se não nos conhecemos e nem nossas famílias?

“Chegou o momento!”

Long mudou a postura na poltrona, abaixou o tronco como se quisesse que só Abraham escutasse. Este por reflexo, também se aproximou. Estavam uns cinco palmos de distância. Alguns segundos de silêncio e pura tensão que Abraham já iria terminar, quando Long quebrou o silêncio.

- Sendo bem sincero, eu não sei o que estou fazendo aqui! – Um sorriso largo estava estampado no rosto do estrangeiro, como se a resposta fosse absolutamente coerente.

- Como… Você… Digo o que você quer dizer com isso?! – Se fosse possível, este teria caído da poltrona. Agora a mente de Abraham estava focada naquele homem, a fisionomia tinha mudado, o rosto suavizou. – Se isso for uma brincadeira, eu…

- Nada disso, não seria correto brincar com um homem do seu nível. Mas permita-me desculpar por essa pequena ilusão que você vê. – Long levantou e tirou o robe que cobria o corpo . Abraham acompanhava tudo sem saber o que fazer, nenhuma das runas que tinha em várias partes da casa foi ativada. “Como esse homem pode ser capaz de uma ilusão que eu não percebi? Deve ser um controlador poderoso”

Por baixo do robe, Abraham viu que ele usava roupas de viagem. Long sentou de novo, agora de forma relaxada. Abraham não sabia se o fulminava com o raio que tinha planejado para o serviçal ou se apenas o enxotava.

- Agora sim me sinto melhor, acho melhor me apresentar de novo. Sou Long, um bushingetsu da 4º ordem do templo do tigre ancião, um dos quatro templos sagrados do meu povo. Cerca de dois anos atrás usei um ritual de meditação astral para buscar ajuda dos meus antepassados, para descobrir o paradeiro de um artefato sagrado. Recebi um sinal que devia procurar um homem que iria me ajudar nisso. E esse homem é você, Abraham Wasphin.

Abraham sentiu o motivo que levou a Dyeldon ajudar aquele jovem que estava tão longe de casa a arquitetar todo um teatro para entrar na morada de uma das famílias mais astutas e perigosas daquele reino. Long transmitia uma força que parecia dissipar qualquer dúvida, que transformava o complexo em simples.

A idéia do relâmpago ainda brigava com a admiração de Abraham quando a voz do serviçal na porta da sala de visitas cortou seu pensamento.

- Senhor! – A voz, dessa vez, estava carregada com a certeza que Abraham iria jogar seus restos aos cães, após arrancar seus membros, com ele ainda vivo. Nunca na história daquela família tantas coisas esquisitas aconteciam simultaneamente, e era claro que mais estavam chegando.

- O que é? – Abraham não fez questão de olhar para trás, atento que estava a Long.

- Há três “pessoas” que querem vê-lo!

- Ao menos que seja três dos Grandes, não quero receber mais ninguém! – Abraham demorou um pouco para notar a ênfase no “pessoas”. Quando virou para o servo, viu que mais coisas estranhas realmente chegando. Levantou e seguiu até a porta.

Ali, na porta de uma das famílias mais tradicionais daquela cidade, e quem sabe do Reino, estava um anão com cara de poucos amigos, um humano que usava uma mochila que atraia atenção pelo desenho de um lobo que por vezes se movia. Fechava o grupo um encapuzado, mais alto que os outros dois e esguio. Foi o primeiro que Abraham viu.

- Senhor Abraham. Acho que temos que conversar. – Zentran disse isso, abrindo um pouco a capa, revelando um colar.

Por trás desse, Long olhava os recém-chegados.

A aventura finalmente começava.
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