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Mitos e Masmorras #05 - Itens mágicos!

Olá, goblinóides com baixa sanidade! ... ok, isso foi ofensivo. E é agora que vocês v...


Olá, goblinóides com baixa sanidade!

... ok, isso foi ofensivo.

E é agora que vocês vão sacar suas armas mágicas e preparar um combo tão alto que até mesmo o solo sob os meus pés irá rachar quando vocês me atingirem, certo? Não? Sem armas mágicas?

Que pena, porque a Mitos e Masmorras de hoje é justamente sobre isso. VEM COMIGO!


É noite em na capela de Doissetep, a chuva e o temporal castigam as terras daquele região, mas a magia dentro da capela torna o local tão calmo quanto qualquer igreja. Quando, de repente, uma explosão ensurdecedora quebra a calmaria, enquanto a parede lateral da capela voa pelos ares. Na mesma hora, o encanto de desfaz e o silêncio dá lugar ao barulho da tempestade, tornando quase impossível manter a concentração ali dentro. Então, onde antes havia a parede lateral da capela, vocês avistam três figuras em manto negros, armadas até os dentes e com o olhar fixo no Bispo. Os magos negros estão atacando!

Sim, você provavelmente já passou por uma situação parecida. Está tudo muito calmo e feliz, quando o mestre decide que chegou a hora de alguém morrer e... combate!

E, como todo grupo normal, alguém já preparou 3424543 magias e sacou 2353 itens mágicos para resolver a situação - fazendo o mestre chorar de desespero ao perceber que o seu Necromante Épico não durou dois turnos contra os jogadores apelões.

... é, isso aconteceu.

Ora, eu sei que nem todos gostam de personagens e combos apelões, mas, todos os apelões possuem um conjunto de coisas em comum: os itens mágicos.

... beijo pro DouglNÃO, PERA
Mas, se de um lado temos capas élficas que tornam o usuário quase invisível; por outro, temos itens mágicos bastante... incomuns. Pra não dizer inúteis. Por exemplo, pensem no seguinte item mágico:

Pedra Anã da Repetição Sonora +5
Se for agarrada e lambina continuamente, por até 5 turnos, ela irá "gravar" todos os sons ao redor de quem a estiver lambendo naquele exato momento. Após isso, esses sons poderão ser reproduzidos quando o usuário esfregar ela com as duas mãos enquanto diz o seu nome ao contrário.

Um nome pomposo... e poderes bem idiotas. 

Mas, dada a chance, sempre terá pelo menos um jogador que aceitará correr um risco estúpido apenas para conseguir essa pedra - nem que seja para vender depois.

Mas, por que? Por que não nos contentamos apenas com as simples armas mágicas +1/2/3/4/5 que podemos tirar diretamente dos livros básicos? Pra que criamos uma infinidade de itens mágicos, úteis ou não, e lotamos nossas aventuras com armas que só faltam trazer café e imprimir nosso currículo? 

A resposta é: por que não?

A verdade é que não queremos uma "Espada Longa +5" (ok, talvez a gente queira sim...). Muitas vezes, queremos mesmo é uma Espada Mágica Élfica da Empunhadura Incomum dos Três Povos.

Você não faz ideia do que essa última espada faz, mas provavelmente prefere ela.

O motivo? Diversão. Pura e simples diversão.

Esse cara. Não seja esse cara.

A questão é que "arma mágica +5" não é algo que contribua para a aventura e, mesmo sem perceber, os jogadores sabem disso. Armas com nomes legais (mesmo as mais inúteis) dão cor pra aventura e um sentido novo na arma. Duvida? Pense na literatura. Tolkien, por exemplo: todas as armas mágicas tem nomes ou "apelidos": Glamdring, Ferroada, Espada Reforjada, Batedora e Mordedora, etc etc.


Com grandes poderes...

Espera aí... QUE GRANDES PODERES???

Diferente de um livro de regras, o roleplay não vem com tudo mastigado e jogado nas mãos dos jogadores. Pode parecer redundante dizer isso, mas armas mágicas não vem com etiqueta.

Se o grupo achou algo na dungeon, eles não deveriam saber que tipo de arma mágica é até que um especialista tenha tempo (e recursos) para analisar. E, mesmo assim, o especialista pode errar, não? Ele pode dizer que a arma serve pra algo - que na verdade não serve - ou simplesmente falhar em perceber algum poder oculto no item. E o mestre tem que encorajar isso!

Imaginem que, naquela cena da capela, os jogadores estão apanhando mais que um goblin cego e provavelmente vão morrer. Mas, se todos morrerem a aventura acaba e fica aquele clima de "ahn... agora?".

Como mestre, seu trabalho TEORICAMENTE não é matar os jogadores, mas contar uma história! Então, que tal usar esse momento pra que, numa última ação desesperada, um dos jogadores acabe ativando o poder oculto da sua arma?


Com um pouco de criatividade, os jogadores depois podem até mesmo embarcar em uma jornada para descobrir as origens e os reais poderes de suas armas!

O efeito Inspetor Bugiganga!

Do contrário que a aventura seja em um mundo de alta magia, onde qualquer aldeão possui uma Panela Mágica da Cozinha Automática, os itens mágicos são, acima de tudo, raros.

Cada arma tem a sua história, um motivo pelo qual ela foi criada e dificilmente os seus donos irão simplesmente entrar em uma caverna e largar elas ali dentro. Mesmo que elas morram em combate, haverão pessoas interessadas nos seus itens, oras! O clero, por exemplo, ao ver que o Paladino Elite deles não retornou da sua missão, certamente irá enviar alguém para resgatar o corpo e as armas do morto, ao invés de simplesmente dar o cara como morto e contratar o próximo aventureiro high level que pintar na cidade.

Então, jogadores, lembrem-se que os itens mágicos servem, acima de tudo, para dar cor ao jogo e trazer toda uma nova gama de diversão - mesmo aqueles sem muita utilidade. E que, nem sempre, os jogadores estão ciente da magia por trás dos itens que eles acham por aí.

Então... prontos pra revelar aos seus grupos alguns novos poderes daquelas armas esquecidas? Ou pega a sua Caixa Mágica Com Acesso a Internet e vai lá no twitter sugerir o próximo tema!

Cheers!
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