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Canções da Meia-Noite #74 - A Jornada em Caledora : Amizade Esquisita (Parte 1)

Olá aventureiros, primeiramente deixem que o taverneiro lhes sirva uma caneca de sua melhor cer...


Olá aventureiros, primeiramente deixem que o taverneiro lhes sirva uma caneca de sua melhor cerveja...agora sim estamos prontos para começar uma noite de canções aqui em nossa taberna. Existem muitos perigos que cercam o universo, sendo que um anão em fúria com certeza é um deles. E um de nossos amigos baixinhos e de barba grande se torna o protagonista de nossa aventura de hoje trazida pelo nosso companheiro bardo @MestreUrbano, então deixemos a música da harpa tocar, pois muitos machados cabeças estão para arrancar.

















 A Jornada em Caledora : Amizade Esquisita (Parte 1)
Era estranho. Como um peixe que ganhasse asas e fugisse do mar, voasse por terras secas. Era estranho sem dúvida. Ter o céu, e não rocha, sobre sua cabeça era definitivamente estranho para Mika Kaiserin.

Pior, andava há dois dias sem achar ninguém, fora que, para ajudar, poucas horas depois de sair da montanha, sofreu um assalto… quer dizer… uma tentativa.

Quatro gnolls, criaturas que lembram chacais bípedes, cercaram o anão acreditando que estavam em vantagem. Mika os ensinou duas lições. Primeira lição: nunca tente roubar o ouro de um anão. Segunda lição: nunca tente roubar um anão que ele estiver mal-humorado… e anões sempre estão mal-humorados.

Saíram vivos porque não era da índole de Mika matar idiotas e porque não eram trolls e nem gigantes, mas receberam uma lição para a vida toda.

Era comum usar a expressão “com humor de anão” quando alguém não estava no melhor dos dias. Entretanto, esse não era o caso do filho mais velho dos Kaiserin, para os seus, ele tinha uma “cabeça quase humana”, era anormal seu estado de irritação naquele dia. Estava assim por que brigara com a familia e deixara para trás tudo que conhecia.

Já quando a estradinha que seguia juntou-se a uma maior, que pelo mapa levaria a capital do reino de Alcadin, o anão deixou aparecer um sorriso largo de alegria. Mais um dia se passou até que ele viu ainda distante um homem. Ele estranhou o fato de só ter reparado nele agora, pois estava com os olhos presos na estrada. “Talvez tenha saído na estrada para mijar ou comer”, em muitos pontos havia conjuntos de árvores, mas um descampado tomava maior parte da região. Correu para chegar a ele. O estranho reparou prontamente a aproximação. Carregando uma mochila enorme, além de um martelo e machadinhas penduradas no cinto o anão seria percebido a muitos metros.

O Viajante era alto, loiro e esguio, só um tolo não repararia na faixa que tentava esconder a orelha.

– Dia, viajante! Indo para a capital Pleikut? – Disse o anão. Achou melhor agir normalmente.

- Sim! – Disse o estranho, a voz saiu tremida. – Tenho negócios lá.

Como já foi dito, Mika não era como outros anões, muito menos como qualquer outra pessoa, que via alguém desesperado pronto a cometer uma burrice e deixá-lo sozinho.

– Bom, é melhor arranjar uma desculpa melhor ou um disfarce bom, pois sabe que o elfos não são bem-vindos naquela cidade e se voc…

Um arco saltou das costas do elfo e em uma piscada a flecha estava perto do olho direto do anão.

– Quem é você? É um deles? Por que me segue? – Agora Mika podia ver bem o rosto do elfo, a calma anterior sumira. Olheiras e rugas de quem estava passando por muito problemas eram visíveis.

- Do que está falando, seu elfo maluco?! Só estava te informando que esse seu disfarce é ridículo! E Pleikut não gosta muito da sua raça! Isso que eu ganho por tentar ajudar…

Zentran entendia bem aquela frase, desde que ajudou Scarin, sua vida virou do avesso. Fora perseguido, teve que se esconder. Um homem fingiu precisar de ajuda e quase o matou. Zentran era um elfo, tinha mais de 120 anos, porém matou mais pessoas no último mês do que em toda vida.

Abaixou o arco, os braços tremiam por causa de um esforço, tanto físico como mental.

- Que saber? Eu vou embora! – o Anão seguiu pela estrada – Bem que a minha mãe dizia que os elfos eram doidos de pedra…

O elfo avaliava se não seria a hora de largar aquele idéia estúpida. Nem sabia se o que o homem disse era verdade. “Podia ter passado por tudo isso pelo simples fato de minha raça não ser bem vista, principalmente neste reino” – pensou.

A contemplação foi quebrada, por volta de doze humanóides verdes e baixos, com enormes orelhas e uns narizes que não ficavam atrás, chegaram pela estrada.

- Ei chefe? Será que é esse aí? – Falou um que tinha um chifre de boi pendurado no pescoço de forma ridícula.

– É, parece… Tá ferrado, Orelhudo!

– Orelhudo!!! Orelhudo!!! Boa chefe! – gritaram os outros do bando. Eram kobolds, uma raça covarde, que só atacava em bando, só líder tinha uma espada, o resto usava facas e porretes, um empunhava um arco curto. Zentran estava exausto, seria difícil recorrer à magia. Mudar de forma e fugir era a melhor opção.

Eles avançaram para cima do elfo.

Uma machadinha rachou o crânio do que tinha o chifre pendurado. Há quase dez metros, o anão arremessou-a com uma força impressionante. Tinha um enorme martelo de guerra nas mãos e investiu contra o grupo. Dois caíram com o crânio esmagado. Sem perder tempo afundou o peito de outro que estava perto. Sem pestanejar Zentran pegou o arco no chão. De três flechas disparadas, uma atingiu o que usava o arco, uma perdeu-se de vista e a última cravou no peito do chefe.

Um dos kobolds pegou a espada do chefe falecido e gritou.

- Eu sou chefe agora! – Os outros aceitaram de forma natural a nova liderança. Todos perguntaram o que deviam fazer. O novo chefe olhando o anão com um martelo maior do que ele mesmo e o elfo com uma flecha apontada para sua testa, também não pestanejou na primeira ordem.

- FUGIIIIIIIIIIIIR! – Disparou para fora da estrada, correndo sem direção certa. Indo logo atrás, seus seguidores diziam: – Chefe esperto! Chefe esperto!

– Muito obrigado, anão, por me salvar e desc… – Quando virou para cumprimentar quem o ajudou, o martelo estava próximo do seu rosto.

- A próxima vez que apontar uma flecha pra mim, juro por Dwarfen que esmago seu crânio, seu maldito elfo biruta! – Zentran podia ver no rosto barbudo, umas das poucas coisas que Mika tinha de tradicional, que ele não mentia. Também percebeu que, se fosse outro, não teria ajudado.

– Me perdoe, foi uma grande estupidez o que fiz… Os últimos dias não foram fáceis e está difícil confiar nos outros. Que tal começarmos de novo? Sou Zentran, uns dos druidas guardiões da 7º floresta. – Estendeu a mão, apoiando o arco no chão, como era costume anão. Mika ficou surpreso pelo elfo conhecer aquele costume. Sorriu meio escondido pela barba por mais aquela novidade do mundo aberto.

- Sou Mika Kaiserin, príncipe de Boldaxin. – Apertaram as mãos. – Agora, seu druida maluco, enquanto viajamos, me conte em que problemas você entrou, dependendo vou entrar nessa com você…

Seguiram na estrada. Zentran agradeceu em silêncio à Yndilie por enviar ajuda.

– Peraí! Aqueles kobolds claramenta estavam atrás de você. Ninguém em sã consciência mandria um grupo de trapalhões como aqueles. Vamos atrás deles e conseguir algumas respostas.
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