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Canções da Meia-Noite #71 - Os Tigres do Sol (Parte 2)

Hey roleplayers, depois de alguns membros quebrados no #RPGCast e algumas moedas de ouro conqui...


Hey roleplayers, depois de alguns membros quebrados no #RPGCast e algumas moedas de ouro conquistadas, nossa taverna está aberta para mais noitada de canções. Hoje vamos ter o desfecho de Os Tigres do Sol, onde conhecemos um mundo perturbado pela tecnologia e estranhos espíritos  onde Kyle começa sua busca para encontrar outros monges e dar um futuro para uma humanidade julgada perdida por muitos.




















 Os Tigres do Sol (Parte 2)

Foi até um dos telhados próximos observou o perímetro e quando achou que não faria mal continuar no quarto saltou para dentro, trancou a porta e conjurou uma armadilha em todas possíveis entradas e então pegou no sono rapidamente de tão cansado que estava.

Para seu infortúnio teve o sono interrompido pelos barulhentos caçadores do governo que faziam uma confusão nas ruas dos arredores em busca de usuários de mantra que eles consideravam clandestinos, qualquer um que não fosse do governo ou tivesse uma permissão, que era de difícil aquisição. Kyle sabia que o governo nunca fez idéia de que existiam pessoas boas, como os Tigres do Sol, apenas exércitos mau intencionados como o Clã dos Águias Verdes, logo se ele fosse pego seria considerado traidor e punido como tal.

Saltou da cama em um ímpeto de fugir e começou a tecer um plano para tal. Pegou suas coisas, jogou seu manto por cima do corpo e o capuz na cabeça que já não era mais raspada e apresentava cabelo negro e curto.

- Vrash-nil-kai – disse Kyle fazendo um movimento circular com uma das mãos invocando o mantra da força, ele precisava de uma distração e os caçadores precisavam de um cladestino e era isso que daria à eles.

Kyle socou uma das paredes do hotel que dava para a rua explodindo-a em poeira e tijolos quebrados assustando os caçadores que naquele momento já apontavam suas armas para o hotel. Em uma fração de segundo lançou-se exatamente no centro das tropas e começou a dançar a dança que ele sabia melhor, a arte marcial dos tigres, um misto de várias artes orientais.

Começou com um espetacular chute giratório invertido, as pernas para o ar buscando as faces ou peitos dos oponentes e então começou, o primeiro caçador foi acertado e seu capacete voou para a linha de fundo enquanto seu corpo ia ao chão derrubando dois que estavam logo atrás. E assim foi o segundo com um no peito e uma costela se partindo enquanto ao cair este derrubava o do lado e o monge acertava mais dois na altura do joelho rompendo suas rótulas.

Tudo acontecera em poucos segundos e assim que derrubou os 10 que estava em volta de si, correu em direção de um segundo batalhão escapando dos tiros que o perseguiam como uma chuva de prata mortal. Deslizou em uma rasteira passando por debaixo de um e levantando em um pente arrebentando a mandíbula deste e caiu mandando mais dois ao chão cada um embaixo de um pé.

Ele começou a abrir muito espaço com seus chutes e percebeu que logo seria alvejado pelos rifles, sem pagar para ver a potência dos rifles escalou a primeira parede que viu e saiu pulando de telhado em telhado sendo perseguido pelo contingente restante dos caçadores, que ainda eram muitos e chamavam reforços.

- Grushi-ark! – Kyle gritou repelindo a primeira saraivada de tiros que vinham em sua direção enquanto saltava de telhado em telhado. Gritou mais duas vezes antes de avistar um helicóptero vindo em sua direção que ao chegar fez o monge se desequilibrar forçando-o a parar em uma viela bem pequena para se esconder e se recuperar do tropeço.

Ele nunca fora bom em mantras de projéteis, sempre fora um monge focado em combate direto e era um dos melhores nisso e por isso não queria sair correndo daquela viela para enfrentar uma máquina, ao mesmo tempo ficar ali não resolveria nada e ele seria encontrado em pouco tempo.

Teve uma idéia e partiu correndo em direção ao helicóptero, saltou um pouco antes de chegar bem a frente do helicóptero passando por baixo dele girando para ficar encarando a barriga do veículo e segurou firme ali mesmo agarrado na parte de baixo. Os caçadores que ali estavam não sabiam o que fazer e sinalizavam uns aos outros para cesar fogo.

Assim que o piloto percebeu o que havia acontecido decidiu procurar um local para se aproximar do chão e removerem o clandestino, que agora só podia esperar pela oportunidade para tomar o helicóptero ou saltar em algum prédio que oferecesse uma rota de fuga. No entanto no momento em que atingiu a altura para partir ouviu-se um estrondo e Kyle imediatamente olhou para a hélice traseira e percebeu que ela havia sido arrancada.

Saltou sem pensar esperando encontrar algo para se agarrar ou amortecer a queda em meio aos tiros, quando foi agarrado bruscamente por uma conjuração de mantra em forma de mão quase maior do que ele. Enquanto avistava o helicóptero caindo foi colocado em frente a outro monge encapuzado de porte franzino.

- A quem devo a honra da ajuda?

- Tem certeza de que não lembra de mim?

Uma voz afável saia de dentro da escuridão daquele capuz e então Kyle percebeu.

- Nanda Krauser!!!! Achei que estava morta.

- Olha só. O pequeno Kyle lembrou do meu nome, que surpresa. Não temos muito tempo para conversa, devemos ir até Marrocos pelo Saara, darei mais explicações no caminho.

- Certo então vamos pegar o caminho do merca….- antes que Kyle pudesse terminar levou um tapa de sua amiga.

- Você nunca aprende não é mesmo? Sempre tentando o caminho mais pacífico, evitando machucar as pessoas. Kyle! O mundo mudou e não temos tempo para medir forças, até que mostremos que os Tigres do Sol apenas querem o bem da humanidade, somos fugitivos como todos os outros. Vamos derrubá-los e depois partiremos.

Constrangido pela bronca e pelo tapa no meio do campo de batalha decidiu confiar no julgamento de sua amiga e apenas acenou que sim saltando em direção aos caçadores. Antes mesmo que tocasse o chão um vulto subiu ao seu lado levando uma onda de homens para o alto, e depois outro a sua esquerda, espantado ele lembrou que Nanda era especialista em mantras de conjuração e projéteis além de ser uma exímia espadachim.

- Não pense que vai conseguir derrubar todos sem que eu leve alguns também!

- Quem disse que eu espero que você fique apenas olhando?

Kyle então conjurou uma grande lança de batalha e bateu seu cabo no chão, brilhando forte e espalhando uma onda de mantra que derrubou os caçadores ao seu redor.Sua lança acertou vários nos joelhos com a primeira girada, sem dar tempo ou espaço para golpes levou mais alguns com movimentos rápidos sem perfurar um só caçador. Deslizou por trás de um que tentou lhe apunhalar com uma adaga, girou seu pulso fazendo um estalo e gerando um grito de dor.

Por alguns segundos ele procurou Nanda e tudo que escutava eram gritos, tiros e um amontoado de caçadores tentando acertá-la. Sabia que ela ficaria bem e já havia se virado de volta para o batalhão que acreditava ser a última linha de defesa quando um corpo passou como um cometa a um palmo de distância de seu nariz e o vento o fez se curvar levemente para não cair.

Ao olhar na direção dos escombros percebeu que aquela sombra caída era Nanda, desesperou-se e partiu na direção da amiga levando todos que entraram em seu caminho ao chão.

- Nanda! O que aconteceu? Você está bem? – gritava agitado.

Cuspindo um pouco de sangue ela respondeu.

- Estou ótima, nunca estive melhor, apenas me distrai com a chegada do Águia Verde.

- O que?! Mas o que um deles estaria fazendo aqui? – disse Kyle enquanto levantava sua amiga e curava os machucados mais simples com mantras de cura rápida.

- Provavelmente nos rastrearam, eu não me segurei e dissipei muito mantra na atmosfera, acho que eles aprenderam como nos rastrear assim como o governo faz.

- Ei gatinhos idiotas! – gritou uma figura ameaçadora, com armadura leve cor verde esmeralda cheia de entalhes dos Águias, uma tatuagem no rosto e várias cicatrizes no corpo envolto em uma nuvem de poeira e mantra.

- Porque não param de miar e vêem até aqui para eu torcer vocês até seus ossos virarem pó.

- Mas é muito para minha cabeça, um passarinho de merda querendo cagar em nossas cabeças! – esbravejou Nanda de volta.

- Aí ô da ave, vai pro inferno pra ver se te aceitam por lá, alias nem isso você ia conseguir.

- Ha ha, pobre coitada. Chega de conversas inúteis, vou mandar vocês de volta para aquela montanha maldita onde deveriam ter morrido.

No meio dessa conversa todos os caçadores, já reconhecendo a marca do Clã das Águias Verdes, decidiram buscar armamentos e reforços para conter as forças dos três quando estivessem cansados da batalha. Nenhum dos monges interrompeu a saída dos caçadores e por um instante ficaram apenas se entreolhando, medindo as forças e pensando em como começariam a batalha.

- Evite usar o mantra, vamos vencê-lo sem chamar atenção – disse Nanda para Kyle que acenou em resposta.

O Águia ficou irritado e decidiu se mover primeiro, desaparecendo da vista dos tigres em um piscar de olhos e aparecendo atrás de Kyle socando-o nas costas em direção ao chão para longe deixando apenas Nanda de pé.

Ele emendou outro soco investindo contra a garota que recuou algumas vezes se esquivando como podia até que pudesse achar uma brecha. Então aquele ser enorme chutou com força num movimento lento, porém massivo, e defendendo o golpe ela foi jogada na direção de Kyle, que parecia uma bala correndo na direção do inimigo.

Kyle esticou um braço e agarrou a capa da amiga, girou o braço colocando-a sobre seus ombros e sem parar de correr saltou a 100 metros do alvo o mais alto que pode, o que para um homem qualquer já não era uma altura normal.

- Confie em mim! – Gritou Kyle arremessado a amiga com tanta força que quase errou a direção.

Nanda posicionou a espada para um corte vertical que pretendia dividir o grande Águia em dois.

Percebendo a intenção dos dois monges o inimigo fez alguns movimentos rápidos com as mãos e preparou-se para o impacto.

O choque entre espada e carne fez um estrondo enorme e um clarão resultante da emanação de mantra advinda do inimigo.

Nanda estava furiosa, pois sua espada foi parada pelas mãos nuas do seu alvo. Em sua fúria ela começou a desferir cortes para acertar os pontos vitais e surpreendentemente errando consecutivamente até que aparou um forte soco que fez com que seus pés cravassem no chão.

Um soco após o outro, com um sorriso na cara, ele ia empurrando a garota esperando um mísero erro que lhe permitiria acertá-la.

Kyle chegou com um chute em um braço parando o inimigo, logo em seguida disparou a desferir chutes no rosto do inimigo que agora recuava apenas defendendo e ficando cansado pelo duplo esforço necessário para não apanhar dos monges.

- Cansei de vocês!

E assim que gritou isso segurou a espada de Nanda com a mão esquerda e jogou a arma longe com um pouco se sangue de sua mão.

Em seguida agarrou um dos braços de Kyle e já estava se preparando para usá-lo como arma contra a garota, mas agarrá-lo foi o pior erro que ele podia ter cometido.

Ele deixou ser impulsionado no ar para só então se soltar do inimigo, se apoiar em seus ombros e num só giro como uma espécie de acrobata lançou-o contra o chão numa cambalhota no meio do ar. Nanda ainda teve tempo de correr em direção do Águia e chutá-lo no queixo com a perna direita, a força e velocidade foi tanta que trincou o maxilar do Águia.

- Ah assim está bem melhor! – grita o inimigo cuspindo uma bola de sangue.

Ao pousar, Kyle usou uma curta brecha e desferiu um chute preciso nas costelas sendo acompanhado por um golpe de espada no meio do torso do Águia, agora preso em uma parede próxima.

- Argh! – mais uma bola de sangue foi cuspida. Sentindo uma forte dor o Águia sabia que na posição em que estava melhor esperar para tentar fugir.

Nanda com um olhar furioso foi quem falou primeiro.

- Como nos encontrou? Quem é você, quero respostas e tenho meios de consegui-la.

- Certo então podemos voltar para a luta e resolver isso com a morte de alguém?

- Não, nós podemos fazer o seguinte, você responde e talvez você viva.

- Que se danem vocês!

- Ahhhhhhhhhh! – O Águia gritou de dor quando Nanda empurrou a espada um pouco mais fundo em sua carne.

- Sem enrolação!

- Ok só porquê você é uma garotinha muito gostosinha e durona vou lhe dizer meu nome, Rugro da casta dos batedores dos Águias Verdes.

- Ora ora, um nome e sem mentiras…ótimo fazemos progresso aqui.

- Ahhhhhh! Maldição sua puta, vadia! – Nanda empurrou mais um pouco a espada.

- Vadia! Antes de morrer vou dizer uma coisa, fique de olhos abertos, pois nem todo amigo é o que é, vocês estão condenados.

Após suas palavras puxou a espada para o lado abrindo seu corpo em dois e morrendo em agonia no chão.

- Ótimo! Além dos inimigos ainda existe a chance de um traidor. Disse um Kyle preocupado.

- Não se preocupe, vamos sair dessa.

Após um longo suspiro Kyle voltou a falar.

- Vamos para Marrocos, estou farto de ser atacado e cansado demais de fugir, é hora de reunir os monges e restaurar a ordem a esse caos.

Nanda abraçou Kyle com força, pois desde que se re-encontraram esse foi o primeiro momento calmo que tiveram, logo em seguida lhe deu um tapa na cara.

- Ei! Pra que isso?

- Porque demorou tanto para aparecer?

- Desculpe, eu estive me mantendo vivo para poder encontrar e salvar nosso clã.

- Eu sei, mesmo assim não te perdôo por não ter me encontrado antes.

Dito isso riram felizes por estarem juntos e correram para longe dos raios do nascer do sol fugindo dos caçadores que já estavam voltando. Partiam agora em direção ao deserto do Saara em busca de outros Tigres e mais respostas, no entanto eles nem imaginavam o que os espera por lá.


Lembrando a todos vocês leitores, que desejam deixar suas história para serem contadas aqui em nossa taverna, podem estar mandando para contos@rpgvale.com.br


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