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O que será do RPG, sem a RPGCON ?

Que pergunta catastrófica, é isso que muitos estão pensando… mas fala sério roleplayes, o fato de termos um encontro como este cancelado tr...

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Que pergunta catastrófica, é isso que muitos estão pensando… mas fala sério roleplayes, o fato de termos um encontro como este cancelado traz uma série de questionamentos para o nosso meio – alguns não tão bons, mas nada pior do que o ocorrido.
Quando recebi a notícia, através do twitter e do post do Xthiii (aqui) a primeira coisa que me veio é raiva. Sim e muita! Alguns vão falar que a organização pecou e que o financiamento coletivo não teve tempo para obter sucesso, mas esses dois argumentos só mascaram a realidade.
As maiores empresas do RPG Nacional ( se é que podemos chama-las de maiores) estão se ferrando para o rpg nacional, isso pode ser algo difícil de se digerir, mas é verdade.
Estou falando de empresas que nas décadas passadas enxergaram o RPG ter um nascimento e crescimento significativo no Brasil, mas que mesmo assim cruzaram as pernas sobre as mesas dos escritórios vendo a galera comprar seus livros e produzirem sozinhos os seus eventos.  Viram o governo de São Paulo cancelar os livro-Jogos que os alunos de escolas públicas recebiam de graça e não fizeram nada… assistem o RPG no Bobs acontecer, assim como o RPG4 Newbie e agora mais uma vez cruzaram os braços pro RPGCON.
Tudo bem, eles não são obrigados a patrocinar tudo o que se tem… mas não é isso que estou falando, estou enfatizando a inércia do comprometimento que eles tiveram com isso. E digo mais, se hoje em dia existem “ex-rpgistas” que acreditam que nosso jogo MORREU é culpa dessas empresas mortas por aí. Tínhamos antigamente a divina Devir, que hoje SEQUER RESPONDE UM EMAIL de um fã. Que traduz livros como o da série “Novo mundo das sombras”  mas tá se ferrando pra quem vai saber que tem novidade aí. Ou a gente corre atrás dela, acessando sua fanpage, seu site e etc ou nenhum de nossos leitores saberiam do lançamento do One Ring.
Desculpa aí editoras, mas se juntar este blog com mais 2 ou 3 a gente tem uma média de 10x mais acessos que vocês (pra mais). Os tempos mudaram, só as comunicação interativa e participativa vai funcionar efetivamente. Tudo o que se faz e produz hoje em dia deve ser à base do diálogo e muitas vezes os publishers online, são a chave dessa porta.
Vou falar novamente de uma empresa que admiro para exemplificar, a Blizzard. Dizem que ela anda meio parada, mas vamos lá. Desde sempre lançam novidades para o World of Warcraft, eles não eram grandes no começo, mas aprenderam que o jogo só existe por que existem jogadores e valorizaram muito isso. Além de oferecer um dos maiores MMORPGs do mundo ela produz os “MAIORES EVENTOS SOBRE O SEU JOGO”.  E, mesmo não precisando de divulgação ela oferece o possível e impossível para divulgar qualquer 2 megabits de atualização. Basta eu acessar o ftp para imprensa e tem lá praticamente 2 gb de coisas sobre a nova expansão.
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Não entendo como alguém pode se dizer “Mainstream” de um mercado sendo que ela mesmo não se compromete a desenvolver o mercado. Vamos lá, pensando friamente o exatamente editoras como Jambô e Devir fazem demais, além de publicar livros para os “velhos rpgistas de sempre”? A Jambô até que movimenta bastante e não posso reclamar tanto do acesso a ela, pessoal sempre bem receptivo, mas penso que poderia ser mais agressiva nas ações.
Eu estou neste blog há mais de 3 anos e durante o tempo todo não vi o mercado crescer nem diminuir porra nenhuma por conta desses nomes aí. Ficam inertes. Tem uma porrada de novatos para aprender a rolar uns dados e mesmo assim vão dizer que encontrar novos players esta foda, então vejam só:
O Jovem Nerd faz um modafuck podcast de rpg, com centenas de milhares de downloads e é a Saraiva que patrocina o programa deles. Meu, que vacilo!  Não é o quanto vocês publicam, mas o quanto falam dos seus produtos.
Claro que é uma visão particular minha, mas pode ter lógica. O que mais tenho visto recentemente no meu twitter (@O_RPGista) e no blog são novatos querendo aprender a arte do roleplay. Até temos um projeto para inicia-los, produzimos encontros e mesas virtuais no Blogging Heroes e novamente as empresas cruzam os braços. Se não fossem os jogadores, que se tornaram publishers (Redbox, Secular, Retropunk). Não sei o que seria do Role Playing Game, acredito mesmo que sem a indies o hobby estaria morto.
Nem acho mais certo chama-las de Indie porque a importância que essas editoras tem para nós é muito maior do que as que foram grandes um dia. Se juntar tantos blogs rpgistas (passam de 300 pelas minhas contas), as novas editoras, os mini eventos… quer saber, a gente não precisa em nada dessa galera que sonha com a nossa grana, mas não se compromete com a nossa causa. NÃO PRECISO DESSE RPG que eles IMPORTAM! Já que vamos adotar essa postura, não podemos contar com essa gente para que os outros projetos aconteçam… Até quando esse pessoal vai parar de alimentar seu ego e começar a alimentar o nosso mercado?
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