rpgvale
1599924783602205
Loading...

Mitos e Masmorras #02 - Quem tem medo do português?

Heya, caros leitores! Chegamos na segunda edição da Mitos e Masmorra s e hoje falaremos sobre o bom e velho português. O assunt...



Heya, caros leitores!

Chegamos na segunda edição da Mitos e Masmorras e hoje falaremos sobre o bom e velho português. O assunto surgiu porque algumas vezes recebemos e-mails com divulgações e pedidos para que a gente conheça este ou aquele material - e isso é muito legal. Mas, mais importante do que divulgar, é ter o devido cuidado com esse material e, infelizmente, isso nem sempre acontece.

Então, grammar nazis, venham comigo entender a importância disso tudo!

Eu sei, eu sei. Parece redundância. Mas o fato é que, entre alguns materiais produzidos aqui na nossa pátria, talvez os maiores "defeitos" dos livros sejam os benditos errinhos de português. E não, não me refiro apenas aos erros banais, mas aos famosos "typos" também.

"Typo" são aqueles clássicos errinhos de digitação, que às vezes acontecem. Por exemplo, quando o autor vai escrever "fuga" e escreve "fuag"- ele cometeu um typo.

Mas não é simples assim, nós sabemos. Quando o assunto é gramática, o português está entre as línguas mais complexas do mundo (sério, se comparado com o inglês, por exemplo, temos muito mais flexões verbais e regrinhas gramaticais do que eles sonham em ter!) e, mesmo para o nativo, nem sempre é fácil acertar tudo. Mas como evitar erros assim?

Bom, antes de mais nada, é preciso entender a importância dessa produção. O Brasil possui um mercado com um forte potencial internacional quando o assunto é RPG - temos excelentes produções nacionais, editoras interessadas, um público em crescimento e eventos sendo realizados.


E isso é, acima de tudo, uma grande responsabilidade, não? Produzir um material é também representar o RPG brasileiro! 

Isso para não citar o fato de que grande parte do valor de uma obra é fruto do valor de sua produção - e não estamos falando apenas de finanças. Uma capa bonita, um texto sem erros, enfim, tudo isso representa o valor de um livro. Se pegamos um livro repleto de erros, além de atrapalhar a leitura, fica aquele clima de "nossa, que trabalho mal feito". E ninguém quer isso, certo?

Enfim, galera, para não ficar "atirando no escuro", vamos dar alguns breves exemplos de erros em material brasileiro, para entendermos melhor do que estamos falando:



Terra Devastada (ed. Retropunk)

Página 17 - "Os Hospitais já haviam..." / Hospitais não deveria estar começando com letra maiúscula.
Página 17 - "As igrejas estavam constantemente lotadas de fies" / Falta um acento em "fiéis".
(...)




United Earth Defense (Independente)

Créditos - "Isnpirações Fundamentais" / Um typo de "inspirações"
Página 2 - O título dos capítulos hora têm um espaço, hora não tem espaço entre a música e o nome da banda nos parênteses.
(...)

Dentre outros exemplos. E, claro, lembrando que o foco desses exemplo é mostrar que tais erros existem e não apontar dedos para erros desta ou aquele editora/autor.

E é aí que entra o trabalho do revisor de texto (normalmente um profissional formado ou um estudante da área de Letras).
A revisão varia de uma revisão do original (gramática, ortografia e composição) até uma revisão literária (com intervenção do revisor no estilo e/ou no conteúdo). O revisor pode ser o profissional encarregado de analisar criticamente um texto não só do ponto de vista ortográfico/gramatical mas, também, com o objetivo de apontar sugestões para aprimorar a estrutura textual. Uma boa revisão literária leva em consideração também a possibilidade de uma leitura mais clara, concisa e harmônica.
Assim como na produção de um livro "comum", a produção de um livro ou material de RPG deve observar medidas que a torne mais perto de um trabalho de alto nível profissional. Embora seja muito comum uma editora trabalhar com um revisor de texto, podemos notar que no RPG isso nem sempre acontece - seja por medidas econômicas ou por inexperiência da editora/produtora/etc.

Não é uma questão apenas de ser grammar nazi ou implicar com pequenas coisas, mas, se queremos que o nosso hobby cresça, é importante levar em consideração as aplicações corretas e a boa revisão do nosso material comercial.

E se já é difícil para a mídia grande nos levar a sério, imaginem se virem uma alta quantidade de erros em nossos trabalhos?

Grammar Nazi: gíria para uma pessoa que usa a gramática da maneira correta o tempo todo.

Pensem nisso - editoras, autores e demais profissionais -  e vamos continuar o trabalho duro pelo crescimento do nosso aclamado RPG, sempre buscando crescer e nos aprimorar, certo? E se vocês concordam ou não, por que não deixar um comentário aqui pra gente e abrir esse debate? 


Cheers!

Rpg 4072908636062429509
Página inicial item

Entre pra Guilda

Mais lidos da semana

Receba nossos corvos