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Guia prático para roteiro de RPG

Falaí roleplayerzada … parece doideira, mas ainda tem muita gente que se perde na hora de escrever uma sessão de rpg com os amigos . P...



Falaí roleplayerzada… parece doideira, mas ainda tem muita gente que se perde na hora de escrever uma sessão de rpg com os amigos. Pelo menos essa foi a maior dúvida apontada na nossa fanpage a semana passada, “como escrever um roteiro para rpg”. Então me aventurei em ajuda-los com algumas dicas práticas para facilitar o trabalho, vale ressaltar que não existe um modelo padrão de roteiro, porém alguns elementos que “podem estar presentes” frequentemente nele. Depois de lerem, compartilhem novas ideias aqui nos comentários ok? Então vamos lá.

Antes de tudo, descreva um plot.

Não sabem o que é um plot? Tranquilo, ele é basicamente o enredo ou a trama da sua aventura. Pode ser escrito de forma simples, em poucas linhas para que todos entendam de maneira rápida a sua ideia:
“Um grupo de cavaleiros, armados até os dentes, é contratado pelo rei, para resgatar a coroa de sua rainha sequestrada pelo irmão (o príncipe) malvado que mora em um castelo sobre a região mais tenebrosa de todo o reinado.”
Vocês podem ver que este exemplo de metaplot (plot) acima, descreve o que, para quem, aonde e etc… a ideia é situar todo mundo de maneira rápida na história. Agora que tem a missão principal, que tal desmembra-lá um pouco? Vamos aos subplots.
Eles são as pequenas missões compreendidas no plot principal. Ninguém chega direto no Boss principal para o combate. Existem “fases” a serem cumpridas.  Descreva algumas. Como o role playing game é um jogo narrativo, pode acontecer dos personagens tentarem fugir do roteiro… então é aqui nos subplots que amarramos eles. Podemos usa-los como hipóteses.

  • “Para descobrir aonde é o castelo do príncipe malvado, os cavaleiros precisarão encontrar um guia na taberna local;
  • Se os cavaleiros tentarem se aventurar sozinho, terão que enfrentar umas feras indomáveis que habitam o “estreito de hell” – uma delas é o javali gigante abissal;
  • No caminho para o castelo existe uma montanha com um mal antigo, a aranha negra da tumba de Rack, ela mantém consigo os corpos de centenas de cavaleiros que tentaram destruí-lá, mas também guarda os tesouros e armas dos que tentaram. Diz a lenda que amuletos mágicos compõem o tesouro da aranha.”

No exemplo acima eu separei em três tipos de subplots: Habituais, que seguem o curso da aventura, hipotético, que prevê uma alteração no enredo e a MiniQuest. Até cheguei a escrever antigamente sobre inserir quest nas aventuras, é um jeito divertido de mudar o foco da aventura por pouco tempo.

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Agora de vida ao mundo

Estou falando do cenário, aonde tudo isso acontece. Descrevam os lugares pontuais e mais importantes da sua aventura, o castelo, a montanha e qualquer outro local que tenha espaço vital no seu enredo. Não precisa ser algo do nível descritivo de Tolkien, porém quanto maior os detalhes mais imersos na sua aventura seus jogadores vão ficar. Pode se desenhar mapas, grids ou o que for. É hora em que o mestre põe a mão na massa.

É, ainda não acabou… depois de descreverem tudo isso é ideal que seu roteiro tenha um detalhamento mínimo do universo de campanha – isso vai facilitar demais e ajudar a desenvolver novos plots para próximas aventuras. Como é o ambiente do reino, as florestas e quais suas divisões. Que tipo de pessoas podem existir por aí… ahm não esqueça dos animais e principalmente monstros.

Há outras coisas que podem compor essa descrição do universo como o nível de magia existente nele (baixa fantasia ou alta), de tecnologia e de conhecimento sobre o mundo. Pode ser uma tarefa complexa e penosa pensar em tudo isso, o que acontece frequentemente é de narradores adaptarem mundos existentes em cinema ou livros… isso além de facilitar a descrição, pode melhorar o entendimento de todos que assistiram o mesmo.  Vejam aqui algo similar que fiz - http://bit.ly/nDg7Ey


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De vida aos personagens

Claro que estou falando dos NPCs ou Non-player Character, aqueles que o mestre controla (todos os outros do mundo que não forem jogadores). Façam como no cenário, detalhes apenas os principais. Muitas vezes não precisam fazer fichas completas, mas apenas descrever alguns golpes especiais, habilidades interessantes e equipamentos.  Eu defini três níveis de NPCs para ajudar a entender melhor o papel de cada um no jogo, vejam aqui - http://bit.ly/fUDpOa

O que temos até aqui já vai garantir boas horas de diversão em uma mesa com outros aventureiros, mas o importante é saber que um roteiro rpgista nunca para de evoluir e ele vai se aprimorando em tempo real com as experiências de jogo.

Em suas primeiras aventuras no mesmo cenário pode ficar tudo meio estranho e, até mesmo, enrolado… mas não se preocupe é natural. Um RPG com roteiro novo é como um beta teste de game e sempre vão descobrindo formas de aprimorar tudo. Com o tempo você se habitua a desenvolver coisas assim, já prevendo o que pode ou não acontecer e tornando o processo menos penoso.

mestres/narradores mais audaciosos que implementam criações fantásticas aos seus cenários: desenvolvem novas línguas ou adaptam existentes como o latim e alemão; Criam novas raças e livros de magias baseados em elementos próprios daquele mundo ou etc.  Isso nos mostra que, quanto mais você se aplica em desenvolver o seu roteiro a longo prazo, mais fantástico ele se torna.
Espero ter ajudado com essas dicas, não deixem de comentar o que acharam e suas dúvidas para um novo post – até mesmo sugerindo outros temas para dicas de mestre.
*Crédito da arte da capa do post - http://bit.ly/PmsCiK
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