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Canções da Meia-Noite 69 - Os Tigres do Sol (Parte 1)

Saudações aventureiros e sejam bem-vindos a nossa taverna, acredito que todos tenham recuperados seus pontos de vidas, ja que tivemos u...


Saudações aventureiros e sejam bem-vindos a nossa taverna, acredito que todos tenham recuperados seus pontos de vidas, ja que tivemos um feriado na última semana, o que também foi uma ótima oportunidade para juntar os amigos e tomar belas canecas de cerveja. Agora, falando da história de hoje, vamos deixar um pouco a era dos castelos e reis, pois partiremos para o norte gelado do Tibete junto do bardo Vitor Navarro, onde descobriremos um futuro que foi abalado pela pertubação de um templo e mudou o rumo de toda uma nação.





















Os Tigres do Sol  (Parte1)

Prólogo

O ano era 2010 e falamos da cidade de um templo de monges escondido à 200km de Lhasa no Tibete. Esse era o lar dos Tigres do Sol, que vinham protegendo o mundo desde antes das antigas dinastias chinesas.

O mundo desconhecia até esse momento a existência de tal grupo e do que eles nos protegiam, do mau uso do mantra, poder esse que se revela mais do que inofensivas conjurações de controle de energia, é como magia, sim magia similares as que temos em videogames e livros.

Felizmente poucos sabiam controlar esse poder no início dos tempos, mas os poucos que sabiam criaram clãs para roubar os pergaminhos de ensinamento dos monges, eles tentaram até o último ataque falho em 1950 durante a invasão da China ao Tibete, que fora usada como cobertura para o roubo.

Os monges venciam seus inimigos e protegeram a humanidade até 2010, quando o clã das Águias Verdes conseguiu invadir o templo e massacrar praticamente todos os monges levando consigo boa parte dos pergaminhos antes que alguns Tigres do Sol conseguissem atear fogo ao restante da biblioteca.

A destruição do tempo foi inevitável e o restante dos discípulos fugiu em pequenos grupos ou sozinhos e desta tragédia nascera a nova era da humanidade, a era do mantra.

1o ato – Encontro

O ano agora é 2025, um dia aparentemente normal de muito sol, céu azul e uma leve brisa refrescante. Nada de incomum parecia ocorrer naquela cidade simples do oriente médio, isso por que nenhum dos comuns cidadões podia ver os espectros de pura energia que estavam atrás daquele rapaz correndo rapidamente e de forma estranha aparentando um louco sem rumo no meio da rua. Esse é Kyle, um dos monges restantes dos Tigres do Sol.

Antes de atacar os espectros ele precisava achar uma área vazia onde as pessoas não se assustassem ou se machucassem, ele avistou um estacionamento e procurou um meio de escalar. Subiu um cano de uma coluna, pulando em seguida para uma primeira grade e lançando a si para o 3o andar, tudo isso em meio a bolas de energia que voavam em sua direção procurando algo para fincar-se.

Assim que entrou no estacionamento rolou para trás do primeiro carro que avistou e enquanto o fazia já havia concentrado a maior quantidade de mantra que conseguiu em ambos os punhos, concentrou sua audição no vôo dos espectros.

Quando o primeiro adentrou o estacionamento, Kyle deu um salto por cima do veículo e atirou duas esferas de energia, acertando o primeiro espectro em cheio e cancelando uma das magias que o segundo havia lançado.

Caiu apoiado em uma das pernas se sentindo um pouco desgastado pela energia que havia utilizado até o momento durante sua longa fuga, ainda assim avançou em uma corrida furiosa em direção ao segundo espectro. Acertou este com uma sequência de socos rápidos com algo parecido com luvas para não queimar as mãos por conta da emanação de energia do inimigo e assim o derrotou.

O terceiro espectro avançou sobre ele, tomou forma de um guerreiro chinês de épocas esquecidas. Kyle ainda se recuperava do golpe anterior quando recebeu um gancho de esquerda sobre sua cabeça, protegida por um fino escudo de mantra que se despedaçou com o golpe lançando o monge contra um veículo esportivo que estava a um quilômetro e meio de distância.

O choque arrebentou o carro no meio e ele sentiu um pouco de sangue na garganta, sabia que outro golpe e uma de suas costelas se arrebentariam ou um braço seria quebrado por isso ele precisava agir rápido.

Pegou impulso nos próprios destroços impulsionando a si para frente com grande violência, acumulou a maior quantidade de mantra que conseguiu e conjurou uma lança enorme na mão direita apontando-a para o peito do espectro. O ataque foi tão rápido que o mestre do espectro não conseguiu comandar o desvio a tempo e o melhor que pode fazer foi levantar a mão da criatura na direção do ataque numa tentativa de criar um escudo ou repelir o ataque.

Ao atingir a mão, a lança dissipou o braço da criatura e atravessou seu peito perdendo toda a energia e eliminando o último espectro.

Kyle abriu o único veículo elétrico sem auxílio de mantra do estacionamento e dirigiu até o motel mais próximo o mais rápido que pode, estava ferido, cansado e comer e meditar eram necessários para recuperar seu mantra e utilizar uma técnica de cura chamada rhoga-eryohm trazendo de volta a saúde ao seu corpo. Ele evitava remédios, estações de cura por mantra e hospitais por serem caros e por que dessa forma ele seria detectado imediatamente.

Dirigir não era mais tão difícil quanto antigamente já que o condutor apenas precisava guiar, acelerar e frear e apesar do isolamento, o monge já havia jogado vários simuladores de corrida e tentado dirigir após a destruição do templo.

Abrindo a porta do quarto do motel ele viu o incrível aquário holográfico anunciado na placa da entrada, nunca tinha visto um antes. O aquário era projetado em cima da cama dando a impressão de que você dormiria com peixes e corais num oceano azul claro. Quando criança sonhava com as descrições dos estrangeiros sobre tecnologia em suas visitas ao templo dos tigres. Ao contrário do que muitos pensam os tigres não se isolavam de tudo no mundo e até faziam uso da tecnologia e sabiam o que se passava no mundo através de computadores e televisores, mas mantinham a maior distância possível desses aparatos para que seu treinamento não fosse desviado por futilidades.

Muitas vezes ele se esquecia como tudo havia mudado após o ataque ao templo que culminou numa guerra global de seis anos e em uma fusão de tecnologia em mantra, mais do que isso não se lembrava como aprendeu tão rápido como o mundo funcionava e como utilizar os mais variados tipos de tecnologias e truques que para nós é comum. Parou por um tempo contemplando suas memórias e tudo que já tinha visto e só depois de alguns minutos voltou a si e foi comer e se preparar para o ritual de cura.

Passou um bom tempo se curando, a concentração necessária foi maior do que ele havia previsto e nesse momento descobriu que calculou mal a força de seu oponente e precisava aprender com isso. Já no fim da cura uma saudade preencheu seu peito, lembrou da alegria do templo, das lutas, das lições sobre o mantra e o equilíbrio da vida e chorou, chorou porque não podia pedir conselhos ao grande mestre, chorou pelos irmãos assassinados e chorou de raiva por não ter ainda restaurado o templo ao que era. Lembrou das últimas palavras do mestre que morreu em seus braços quando ainda tinha 15 anos.

“Não há tempo para que eu procure outros monges, você é o escolhido agora e deverá reunir todos, salve-nos Kyle! Dê um futuro à humanidade a qual devemos proteger…”

Sua concentração e visita às memórias antigas foi interrompida pela certeza de que tinha passado tempo demais ali, ainda precisava dormir mas sabia que era melhor se certificar de que poderia permanecer neste hotel.

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