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Religião e Entreterimento: dá pra misturar?

Hiho, pessoas! Aqui vai uma pergunta: Vocês acham certo usar elementos históricos de religiões nos jogos? Sim, vamos tocar ...



Hiho, pessoas!

Aqui vai uma pergunta: Vocês acham certo usar elementos históricos de religiões nos jogos?

Sim, vamos tocar em liberdade de expressão, responsabilidade e opiniões pessoais - muitas vezes fortes até demais. Porém, vamos encarar o problema de forma madura e entender que, por mais que algumas crenças não sejam iguais as nossas, elas ainda assim devem ser respeitadas. Sendo assim, vamos usar o respeito como linha-guia pra esse debate.

Smite, por exemplo, é um mmo da Hi-Rez Studios digno de controversia. Nele, os jogadores assumem o papel de diversos personagens de panteões multiculturais, como Gregos, Nórdicos e Hindus. Uma divindade Hindu chamada Kali, por exemplo, é um dos personagens que vocês podem ver no vídeo de gameplay.



Claro, quase ninguém hoje em dia ainda cultura Thor ou Odin. Mas existem, literalmente, bilhões de Hindus no mundo. Pra vocês terem uma ideia, são aproximadamente 1,5 milhões só nos Estados Unidos.

E aí começa a discussão.

Rajan Zed, líder de uma organização chamada Sociedade Universal do Hinduísmo, é uma espécia de "líder Hindu", que não aprovou o mmo Smite.
"O estúdio Hi-Rez deve ser mais compreensivo quanto aos sentimentos dos Hindus no mundo afora, pelo seu mal uso de divindades como Kali. O propósito de jogos online é divertir e não ofender uma grande parcela da população mundial."


Ele pediu que Kali e outras divindades fossem removidas do jogo. Além disso, Rajan também obteve suporte de associados Judeus e Budistas.
"Nos unimos aos Hindus no pedido para que a companhia evite banalizar as profundas crenças Hindus, mudando o seu produto de acordo."  (Rabino ElizaBeth W. Beyer)
No passado, Rajan já condenou diversos outros produtos da indústria do entreterimento, como um episódio de Saturday Nigh Live que contava com a presença de Jim Carrey, onde, segundo ele, eles fizeram graça com a divindade Ganesh. Outro exemplo foi o jogo Asura's Wrath, condenado por "trivializar e reimaginar diversos símbolos e conceitos do Hinduismo".

Infelizmente, Rajan se recusou a ceder entrevistas sobre o assunto. Mas Todd Harris, co-fundados dos estúdios Hi-Rez diz que a opinião de Rajan não é a opinião de todos os Hindus. Todd se defende, dizendo que Smite é basicamente um jogo sobre divindades se enfrentando e que eles buscaram inspiração em panteões onde, historicamente, possuem uma rica cultura de divindades lutando. E o Hinduismo se encaixa perfeitamente aqui. 

Claro, a questão se agrava mais se notarmos que, apesar de usar elementos do Hinduismo, o jogo (Smite), não conta com nenhum personagem que reperesente o Judaísmo, Islamismo ou Cristianismo. Quando perguntado sobre o assunto, Todd diz que optaram por não usar elementos dessas religiões porque "o público teria uma reação previsível" e que são "historicamente conhecidos por moldar a verdade a seu gosto".

E a questão vai além disso.

Como já sabemos, os jogos - assim como muitos elementos da cultura pop - são responsáveis por formar a opinião de milhões de pessoas mundo afora. Imaginem que, nesse exato momento, existem milhões de pessoas "aprendendo" a história dos Assassinos (ou Hassassin) através de Assassin's Creed. Sim, isso acontece. Podemos pensar também em "O Código da Vinci" e suas sociedades secretas. Harry Potter e suas "magias em latim". Dentre muitos outros exemplos.



Elementos da cultura que se tornam mundialmente famosos tendem a ser usados como exemplo pelo público. Poucas pessoas se esquecem de encarar tudo como pura ficção e, na mistura de elementos reais e literatura fantástica, a verdade pode acabar se perdendo e, o que é pior, sendo distorcida.

E aí voltamos para a religião.

Uma vez que os jogos, assim como outros elementos da cultura pop, são responsáveis pela formação de opinião de milhares de pessoas, até onde é possível permitir que as empresas usem de livre arbítrio na hora de criar seus storyboards?

Aqui no Brasil tivemos um exemplo de entreterimento x realidade, quando o humorista Rafinha Bastos foi acusado pela piada sobre o bebê. Sim, tenho certeza que todo mundo lembra disso.



Longe de mim declarar uma verdade absoluta, ainda mais sobre um assunto tão complicado e polêmico, mas talvez os produtores devam se lembrar que existe uma linha entre Entreterimento e Acuidade Histórica - assim como os religiosos devam se lembrar que existe uma linha entre Entreterimento e Religião.

Então, deixo a bomba na mão de vocês, leitores. 

Até onde devemos permitir que as empresas usem de livre-arbítrio na criação de jogos? Existe uma linha onde as coisas se tornam ofensivas ou vale tudo em nome do entreterimento? Ética e Moral se aplicam?

Parafraseando um herói de infância... O PODER É DE VOCÊS! (ok, adeus)

See ya!
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