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Canções da Meia-Noite #61 - A lot of information

Olá caros leitores, a noite chegou e nossa taverna começa a se abrir para ouvirmos mais algumas histórias trazidas para este bardo de s...


Olá caros leitores, a noite chegou e nossa taverna começa a se abrir para ouvirmos mais algumas histórias trazidas para este bardo de seus mensageiros do mundo a fora. Hoje a trama de Arghen e seus amigos continua, pois a batalha finalmente chegou ao fim, mas e quem disse que isso seria o fim dos problemas?


Haviam se passado cerca de duas horas desde que acordei com um curativo sobre a ferida no meu peito e com Arghen ao meu lado. A elfa tinha as mãos sujas com um leve tom de verde e o ar ao meu redor cheirava a chá. Alguns segundos depois de despertar pude ouvir a voz de Elliot exclamando ao longe “Ele já acordou?” e, com isso, soube que ele estava bem. 

Arghen me deu algo quente para beber em uma caneca de alumínio, proveniente das mochilas enviadas por Grabb, e então se levantou, dizendo: “Vamos partir daqui a pouco, descanse enquanto Elliot e eu arrumamos as coisas”. Assenti e bebi a infusão, e, sem notar, caí no sono novamente. 

Em pouco tempo me vi correndo atrás de Arghen por entre as velhas árvores que formavam as Florestas Iluminadas. Por precaução, combinamos que iríamos andar armados, então Elliot corria com a adaga na mão direita e Arghen avançava munida de seu arco e de suas flechas. 

Elliot estava bem melhor do que eu apostei que estaria. Notei quando tivemos que saltar sobre a grossa raiz de uma árvore no caminho, pois o garoto pulou com tanta energia que foi parar ao lado da elfa, que nos vencia por uns dez metros de distancia. Percebi também, quando Elliot saltou, que sua mochila estava entreaberta e, quando um fraco raio de sol incidiu sobre a fresta, pude ver um reflexo dourado. O reflexo do ouro que ornava um conhecido grimório branco. 

O livro despertou em mim uma série de dúvidas, perguntas que ocuparam minha mente por todo o percurso. Coisas como: “O que estaria acontecendo entre as Tribos da Floresta e o povo das Cidades Iluminadas?” ou “O que seria do orc e do garoto, supostamente mortos, naquela clareira?”, “E o orc que fugiu? Ele voltaria para se vingar?”... 

- Arghen, como você conseguiu colocar ácido nas flechas sem danificá-las? – perguntei quando me aproximei da elfa. 

A garota me olhou, mas não com os olhos ameaçadores e determinados dos quais me lembrava, o que me surpreendeu. Seu olhar expressava calma e serenidade. 

- É um segredo do meu povo – falou. 

- Ah, certo. Tudo bem – respondi decepcionado. 

- É uma combinação de ervas raras – falou ela, procurando algo em um dos compartimentos de suas vestes. – São encontradas em algumas áreas desta floresta, e só nessa época do ano – continuou, enquanto me mostrava em um pergaminho, que parecia ser feito de uma grande folha, uma lista de ingredientes. – Peguei algumas no caminho. 

- Ah, então não eram para customizar suas roupas... – pensei alto. – Mas como funciona? 

- Bem – falou, talvez sem ter ouvido meu comentário –, combiná-las não é nenhum desafio, o grande problema mesmo é encontrá-las. O efeito é simples, quando o composto entra em contato com o sangue, essa erva aqui – falou, apontando um nome estranho no pergaminho – entra em ação, e faz com que ele se transforme em ácido. Com isso, é possível banhar a ponta das flechas sem derretê-las. Mesmo assim, não funciona com... 

- Espadas – completei, olhando para a minha. – É uma pena... 

- Tome – falou Arghen, me estendendo um pequeno saco de couro enquanto corríamos –, pegue um pouco, caso resolva atirar algumas flechas! 

- Obrigado! – falei, sorrindo, enquanto pegava e guardava o presente em um bolso da calça. 

A corrida voltou a acontecer em silêncio, exceto pelo som dos pássaros e dos outros animais que habitavam a floresta. Durante o percurso me vi surpreendido por uma lebre, e tal foi o susto que quase parti o pobre animal com minha espada. Não teria sido uma má ideia, já que meu estômago não sabia o que era comida há algum tempo. 

O caminho na floresta parecia não mudar. Grandes árvores ocultavam o céu parcialmente com suas copas majestosas e as folhas e os arbustos cobriam o chão completamente, o que por vezes era demasiado arriscado. Eu mesmo quase caí ao tropeçar em uma raiz oculta, fazendo Elliot gargalhar e até mesmo arrancando um sorriso de Arghen. 

A viagem se alongou por algumas horas, e a turbulenta manhã que havíamos passado já parecia ter acontecido em outra vida. O tédio estava prestes a tomar conta de mim quando algo inesperado aconteceu. 

Algo passou muito rápido a nossa esquerda e sumiu em seguida. A coisa vestia algo vermelho, ou era vermelho, não sei. Sei que não fui o único a notar a aparição, pois Elliot e Arghen pararam ao mesmo tempo em que eu. 

- Vocês viram isso? – perguntou Elliot. 

- Sim, mas estou até agora me perguntado o que era! – respondi. 

- Para onde será que foi? – perguntou Elliot – Não me diga que aquilo também está indo para a tribo, já me basta os inimigos que nós temos! 

Apesar da referência ao vulto vermelho como “aquilo”, o que o tornava, em minha opinião, muito mais assustador, eu tinha de concordar com Elliot. Já nos bastavam os inimigos atuais. 

- Não. Seja o que for não está mais na floresta – afirmou Arghen. 

- O quê? Isso é impossível, estamos a dias da orla da floresta, não tem como aquilo ter saído! – falou Elliot. 

- Eu tenho certeza, ele não está mais dentro das Florestas Iluminadas – retrucou a elfa, completamente confiante de sua conclusão. 

- Mas como? – questionou o garoto, olhando para o lugar onde o vulto havia aparecido. 

- Eu posso sentir todas as presenças dentro dessa floresta. 

- O quê? – indaguei – Como assim? Pode me explicar isso? 

- Eu sou filha de Findan, o líder herdeiro das Florestas Iluminadas, com Gaia, a sacerdotisa da Tribo. E como as histórias sugerem, eles são as pessoas mais ligadas a este lugar, então é como se eu fosse filha da própria floresta, entende? 

- A minha mãe também é importante – ressaltou Elliot de repente. 

- Então você pode sentir tudo o que acontece aqui dentro? – perguntei. 

- Bem, não tudo. Os animais naturais daqui eu não posso sentir, porque eles fazem parte da floresta. Também não consigo sentir os membros mais antigos da tribo, porque, como os animais, eles já se uniram à natureza. 

- Você consegue diferenciar o que sente? Sabe, consegue distinguir eu e Elliot, por exemplo? 

- Eu consigo sentir todos, mas só diferencio as presenças mais marcantes. 
Portanto, consigo diferenciar você e Elliot. 

- Eu sou marcante! – falou Elliot esganiçado. 

- Você sente quando algo de anormal acontece à floresta? Lembro-me de você falando “Vejo o fogo, mas não sinto a floresta morrer”. 

- É... Bem... Sim. – resmungou a elfa embaraçada – Mais ou menos. 

- Como você não notou que o fogo não era real? – perguntou Elliot, saído de seus devaneios – Seus poderes falharam? 

- Meus poderes não falham. Como já disse, eu sou como a floresta, então isso não é algo que eu possa controlar. Sinto as presenças o tempo todo, o máximo que eu posso fazer é me concentrar em algum ponto para perceber mais detalhes. 

- Então o que aconteceu? – perguntei. 

- Bem... Eu tenho alguns problemas com fogo... – falou, baixando a cabeça – Desculpe. 

- Então posso concluir que foi por isso que não notou o ataque dos orcs? – perguntei. 

- Sim. E foi porque o fogo sumiu que pude achar o ilusionista – explicou. 

- Entendo. Arghen, naquela hora você mencionou uma segunda presença, lembra? – perguntei receoso de que ela não se recordasse. 

- Sim, lembro perfeitamente da presença. Também me lembro de ter perdido o interesse nela logo que a descobri. 

- Será que não era a coisa de vermelho que passou por nós? – perguntou Elliot. 

- Não. Esse vulto surgiu agora e sumiu. Aquela presença – falou fechando os olhos – ainda está na floresta. 

- Bem... Temos que ir, não? – falei. 

- Sim – responderam os dois juntos. 

Continuamos a correr, armados e mais atentos depois da repentina aparição. Acabou que as muitas respostas e explicações de Arghen apenas me fizeram achar mais perguntas: Por que Arghen não sentiu os inimigos na noite em que foi seqüestrada? Será que havia fogo na ocasião? E por que Arghen ignorou a segunda presença que sentiu na clareira esta manhã? 

A jornada se estendeu por mais alguns minutos. Eu corria revezando minha atenção entre o caminho à minha frente e o reflexo da lâmina da minha espada, que eu erguia na altura do rosto para vigiar minhas costas. 

- Essa espada é diferente – comentou Elliot ao meu lado. 

- É mesmo. Não é daqui, de Faelti – respondi. – Chama-se Katana, vem do oriente, sabe? Ganhei de um grande amigo que fiz por lá, ele é um ferreiro muito talentoso. Nunca vi lâmina tão resistente e afiada. 

- Uau! Uma espada que não se quebra! Isso é possível? – empolgou-se o garoto. 

- Sabe, depois de tudo que vi e passei na vida, acho que tudo é possível – respondi um tanto sonhador – Essa espada não é apenas bem feita... 

- Ela também é importante pra você, não é? 

Eu apenas sorri diante da pergunta do garoto, o que foi o suficiente para respondê-la. A curiosidade de Elliot me fez lembrar do dia em que ganhei minha espada. Um dia muito importante e que me faz lembrar de uma série de acontecimentos... Quando estava prestes a contá-la, Arghen parou. 

- Estamos perto? – perguntou Elliot. 

- Quase. Mas o que me parou foi outra coisa – respondeu. – Há cinco presenças perto daqui, duas delas eu conheço. 

- E de quem são? – perguntou Elliot. 

- Uma delas, tenho certeza, é a mesma que senti na clareira – falou a jovem, apertando os olhos numa tentativa de se concentrar -, e a outra é de meu pai. 

- O que será que isso significa? – perguntei, mais para mim do que para os garotos. 

- Não sei, mas vou descobrir! – falou, saindo apressada, rumando para um ponto escuro da floresta. 

- Arghen, não! – falei, mas era tarde, ela já havia sumido no meio das árvores. 

- E agora, Nick, o que nós vamos fazer? – disse Elliot. 

- Fique aqui – falei, entregando-lhe minhas coisas –, vou seguí-la e me assegurar de que não faça nada estúpido – coloquei a mão no bolso esquerdo da calça e tateei até identificar um envelope. – Pegue, use isso para o caso de não voltarmos e peça ajuda! 

-Como? – perguntou com o envelope na mão, fazendo cara de confuso. 

- É uma página do ‘MSN’! – gritei, enquanto ia sumindo na floresta. 

Corri o mais veloz que pude e, em poucos segundos, pude ver a elfa escorada em uma árvore. Diminui a velocidade e me esgueirei até a árvore seguinte à dela, fazendo o mínimo de barulho. 

-Olhe, ali – cochichou, insinuando uma direção com a cabeça. 

A alguns metros de nós estava o grupo que Arghen havia rastreado. Cinco pessoas muito distintas conversavam. 

Amarrado sobre uma árvore estava o elfo mais alto que eu já vira. Tinha cabelos loiros e longos que passavam da cintura. Nos braços e pernas, cascas de árvore lhe serviam de armadura, todas presas por ramos e vinhas enroladas. Havia algo lhe cobrindo, preso em sua cintura, que parecia feito de terra pura, e sobre aquele estranho item estava amarrado um lenço vermelho e encardido. O tronco do elfo estava nu, exceto pela capa feita de folhas que lhe descia até os pés. Nas costas, um arco muito peculiar ornado com runas. Era com certeza Findan, o líder das tribos Druidas e pai de Arghen. 

De frente para o elfo estava um homem, definitivamente das cidades douradas. Ele usava um turbante branco, preso por uma insígnia dourada. Seu rosto era sério e a barba, muito reta, somada as rugas, lhe davam um ar cruel. Suas vestes eram cobertas por uma longa capa branca e limpa que descia até seus calcanhares. Esta era presa por uma segunda insígnia dourada, porém em formato de sol. Às suas costas, três figuras encapuzadas completavam os cinco. 

- Arrhg! – ouvimos uma voz gritar, parecia Findan resistindo a sua prisão. 

- Papai – falou Arghen, antes que eu pudesse tampar sua boca. 

“Shhh” sussurrei, colocando o indicador em frente à boca, pedindo silêncio. Arghen pareceu se acalmar e então destampei sua boca. Ela disse: 

- Como o prenderam? E em uma árvore? Isso é impossível! 

- Vamos descobrir, agora silêncio! – cochichei. 

Eles pareciam conversar, falavam tão ativamente que não me admirava de não terem notado Arghen e eu. O homem barbado, de frente para Findan, parecia à procura de algo dentro da capa. 

- É preciso. Veja, não faz um dia desde a última vez e ele já está resistindo! – falou, ainda vasculhando o interior da capa. 

- Mas como? – perguntou um dos três encapuzados, que classifiquei como o médio. A voz era feminina. 

- Esse elfo não é comum! Sua resistência mental é monstruosamente maior que a dos demais – respondeu o homem, puxando um grosso livro branco, encardido e de ouro de dentro da capa alvíssima. 

- Mas se você o está controlando, por que sequestramos a garota? – falou, numa voz masculina, o mais alto dos encapuzados. 

- Isso sempre fez parte do meu plano – disse enquanto folheava o livro –, antes de vir para esta missão eu já tinha em mente que duas coisas eram impossíveis. E então me preparei. 

- O que, exatamente, mestre? – perguntou o menor com uma voz infantil, como esperei. 

- Findan aceitar a proposta do nosso Rei e eu conseguir enfeitiçá-lo em condições normais – o homem continuava a virar as páginas do livro. 

- Ah sim, entendo – começou a mulher. – Então você ordenou que sequestrássemos a garota para enfraquecê-lo psicologicamente e, assim, tornar o feitiço mais eficaz... 

- Como esperado da minha melhor aluna, direta e correta. Lembre-me de mencionar isso ao Rei, ele vai gostar de saber que a filha tem se saído bem. Ah, encontrei! – falou, quando parou numa página do livro – E mesmo assim ele resiste... Não é absurdo? – falou olhando para o elfo a sua frente. 

O homem começou a ler em voz baixa e, à medida que murmurava, as páginas do livro começaram a cintilar. Ele apontou a mão livre para Findan e disse: 

- Aureon Imperium! – um filete de luz dourada partiu da ponta de seus dedos até o alvo, atingindo Findan exatamente no meio da testa. O elfo imediatamente parou de se debater. Imóvel e obediente. 

- Com que frequência você precisa renovar o feitiço, mestre? – perguntou a moça. 

- Pelo menos uma vez por dia, mas ultimamente ele tem estado mais agitado e esta é a segunda vez hoje. Mas não se preocupe, isso é paliativo. Esta noite terei a solução em mãos e, junto com ela, os exércitos élficos! – disse o homem em tom de vitória. 

- E como pretende fazer isso, mestre? – perguntou a voz infantil. 

- Bem, digamos que eu vá tornar a condição do “líder” aqui – falou dando tapinhas no topo da cabeça do elfo, como se ele fosse um cão que buscou o graveto a mando do dono – permanente. 

A figura maior, que supus, pertencia a um homem, se dirigiu até o elfo e o desamarrou. Com isso, o grupo seguiu floresta adentro, na direção da Tribo. Findan os seguia calado, sem resistir. 

- Malditos! – urrou a elfa depois que eles sumiram. 

- Acalme-se, ainda há tempo! – falei – Vamos voltar, Elliot deve estar preocupado. 

- Na verdade, não estou – disse a voz do garoto. 

- Elliot! – falamos, Arghen e eu, em uníssono. 

- Eu não tinha caneta – disse, segurando o pedaço de papel que eu havia lhe deixado. 

- Desde quando você está aqui? – perguntei. 

- Desde quando Arghen disse: “Encontrei vocês!” – respondeu Elliot. 

- Ah... Ei, quando você disse isso? – perguntei à Arghen. 

- Pouco antes de você chegar. 

- O quê?! – falei surpreso – Mas como? 

- Você é lento... – disse Elliot, com um sorriso no canto da boca. 

- Eu? Lento? – eu estava perplexo, como ele poderia ter sido mais rápido que eu? Ele estava carregando todas as bagagens! Eu, lento? Ele é que é rápido demais! 

-Bem, com isso nós ganhamos tempo – falou a elfa –, não vamos perdê-lo. 

Dividimos as bagagens novamente e partimos seguindo Arghen, que corria como nunca, determinada a chegar a sua tribo. Tínhamos que chegar lá o mais cedo possível, pois Findan não tinha muito tempo disponível. 

- E então, o que ele quis dizer com “permanente”? – perguntou Elliot. 

- Você não entendeu? – falou Arghen – Ele vai enfeitiçar o meu pai para sempre! – Concluiu, olhando para mim, esperando que eu concordasse. 

Eu não queria responder, porque era exatamente isso que eu achava. Aquele homem iria usar uma magia de permanência para fazer de Findan seu eterno escravo mental. 

- Bem, eu também acho isso, mas ainda temos uma chance, não? – falei enquanto corríamos – Parece que eles precisam esperar até a noite para realizar o feitiço por algum motivo. Nós temos que descobrir o que é e impedi-los! 

- Certo! – falou Elliot animado. 

- Sim – disse Arghen acelerando o passo. – Não vou perder mais ninguém. 

Antes que eu pudesse perguntar qualquer coisa a Arghen sobre esse misterioso comentário, o bolso esquerdo da minha calça começou a esquentar. Sinal de que eu havia recebido uma mensagem na folha de M.S.N. que guardei comigo. 

Peguei o pequeno pedaço de papel do bolso, ainda correndo, e o li em silêncio. Aquela mensagem não podia ser verdade, era absurda demais. No canto inferior direito do papel estava a assinatura de Grabb, e era com certeza sua caligrafia, mas mesmo assim eu não conseguia acreditar. Guardei o item de volta no bolso sem comunicar aos garotos, eles não precisavam saber. Mas Elliot me observava. 

- O que foi Nick? Sua cara ficou estranha, o que tinha no papel? – perguntou o garoto. 

- Nada. Não se preocupe, temos outros problemas agora. Vamos!
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