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Canções da Meia-Noite #52 - O sono e o Despertar de Bellë

Saudações caros leitores, sejam bem-vindos a mais um dia em nossa taverna para outra história de nossos amigos contadores de histórias...



Saudações caros leitores, sejam bem-vindos a mais um dia em nossa taverna para outra história de nossos amigos contadores de histórias. A  Canção de hoje continua as palavras ditas por um dos primeiros bardos que passaram pelo Vale ( confiram o inicio dessa jornada http://bit.ly/etTPMC), onde nosso amigo @TheJuniorAde  continua a descrever o surgimento de um enigmático mundo e  os primeiros seres que nele caminharam.


















 O sono e o Despertar de Bellë

— Muito bem - ergueu-se o chefe da tribo — este foi um momento crucial para o universo.
"A Lua, como lhes disse, sentia um profundo ciúmes da Terra. Sua ira chegou a tal ponto, que seu autocontrole se esvaiu. Em um ato pensado havia muito, lançou mão de suas mais pérfidas artimanhas e fez vir sobre a Terra uma escuridão profunda e palpável. Era uma escuridão mágica, algo inimaginável e nunca visto.
"Era uma escuridão que engolia qualquer sinal de luz. A luminosidade do Sol ficou apagada por alguns momentos. No entanto, a magia durou poucos instantes."
O chefe andou até onde estavam os rapazes do primeiro círculo. — Era uma magia difícil, algo que nem mesmo Bellë poderia imaginar. — deu a volta e ficou novamente em frente a fogueira. — Sua duração foi curta, mas saciou seus objetivos.
"Quando o Sol recuperou a visão, percebeu que algumas de suas criaturas haviam desaparecido. Ele percebeu que faltavam exatamente três: os três seres que o haviam reverenciado por primeiro."
O chefe tossiu e, apoiado em seu cajado, sentou-se novamente. — Isso foi demais para Álkir, como é chamado em Killuîn. — o idioma divino encantava os mais jovens, como pode perceber ele.
"Ele voltou sua ira para Bellë. No entanto, ao procurá-la, qual não foi seu susto ao não encontrá-la. Ela havia fugido para os mais profundos grotões e fendas da Terra."
Levantando-se novamente (ele não conseguia ficar parado muito tempo), o chefe pegou algo que estava pendurado em seu pescoço, ocultado pela sua túnica. Era um colar. — Esse colar tem o único exemplar da magia primordial da Lua. — era uma pedra pequena e negra. Ao erguê-lo, até mesmo as chamas da fogueira diminuíram. - Bem... onde estávamos? Ah, sim! Estava lhes falando sobre a derrocada de Bellë.
"Nos calabouços profundos do centro da Terra, ela se escondeu. Pode parecer contraditório, mas foi o único lugar que poderia a livrar da Ira de Álkir. Devo lhes explicar: ela alimentava uma raiva íntima pela Terra, mas o Sol não sabia que ela a muito explanava, com sua magia secreta, as extensões da Terra.
"Lá, ela descansou por uma Era inteira. Aquela magia havia lhe tomado todas as forças. Ao acordar, percebeu que suas capturas haviam mudado. Eles haviam se transformado em criaturas diferentes das originais. A partir desse momento que é contada a origem dos Bellfarn (Homens-da-Lua na linguagem divina). Eram eles três: Um ser branco e pálido, que se alimentava de sangue e nem sequer olhava para a face dela. A si mesmo chamava Sellion, e a sua prole depois foi dada o nome de vampiros.
"Eram eles seres estranhos, que ainda odeiam a Lua e o Sol, por ambos terem lhe tirado da convivência dos homens.
"O segundo ser nem sequer lembrava um homem. Era uma criatura horrível ao olhar, e atarracada. Seu olhar para a deusa era como o de uma cria faminta pelo elogio da mãe. desde sempre são adoradores dela. A si, chamava Guntagha, e toda a sua descendência foi posteriormente chamada de Orcs.
"São seres odiados, e repletos de ódio. Odeiam tudo e todos. Odeiam, acima de tudo, aqueles que não adoram Bellë ou que adorem Álkir.
"O terceiro ser era o mais estranho deles, pois tinha assumido a forma de um lobo, grande e cinzento. Seu olhar para a Lua era de admiração. Agradou-se ela dessa última criatura. Estendeu sua mão para acariciar seus pêlos, e a cria retribuiu o carinho.
"Era um ser peculiar. Ao sentir o toque de suam deusa, no entanto, recebeu ele a dádiva de retornar a sua forma normal. Como homem, era ele o de estatura e compleixão mais fortes do que o de seus 'irmãos', pois é isso que são desde sua criação, irmãos.
— Ele chegou mais perto dela. — o velho novamente sentou-se — e, com o dom das palavras, que ele havia aprendido, curvou-se para ela.
"Sou Dellion, e estou disposto a servir-te, minha deusa. foi essa a primeira reverência que ela recebeu dele. A sua prole, no passado mais próximo, foi dada o nome de Bellfirn, que quer dizer filhos-da-lua. Mas agora, nesses tempos de caos, somos chamados Lobisomens."
— somos os seres que andam entre os animais e somos aclamados como tais. Todos temos dentro de nós, dessa tribo, o espírito do lobo primordial, aquele que cedeu seu corpo para que nós usássemos para a glória dela. — ele levantou a mão em sinal de silêncio, ao ouvir murmurinhos. — Sim, desde o início, Dellion havia guiado os lobos até o local de descanso dela. Lá, eles se curvavam e a adoravam, durante seu sono de uma Era.
— É assim desde o início. — sentou-se. No mesmo momento, o velho da tribo de Reffin levantou. — E será assim até o fim.





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