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Canções da Meia-Noite #50 - Os Bardos do Vale (Especial)

E chegamos a 50ª edição da Canções da Meia-Noite! Parabéns a todos os bardos que ajudaram nessa campanha, se aventurando por seus ima...


E chegamos a 50ª edição da Canções da Meia-Noite! Parabéns a todos os bardos que ajudaram nessa campanha, se aventurando por seus imaginários e contando um pouco de seus grandes feitos.
Para comemorar essa conquista  teremos hoje uma história muito especial escrita por nosso amigo @mestreurbano, que nos trouxe uma surpresa homenageando a todos os contos que já passaram pela Taverna do #RGPVale.

Era um povo antigo como as montanhas que formavam aquele vale. O Vale.

Que era o seu lar. Sábios como o grande rio que mudava seu curso, mas nunca para seu movimento. Eternos como as areias do deserto em meio a uma tempestade, mudando, espalhando-se por todos os lugares, mas voltando sempre ao seu lar.

O inimigo, mais um inimigo, estava há alguns dias dali, por medo do que eles sabiam. Qualquer tirano nunca iria querer que o povo tivesse conhecimento. E aquele povo guardava um conhecimento precioso, as histórias que os bardos não cantam por aí, eram passadas a eles por espíritos, deuses e outras entidades.

Eram as Canções.

Revelando o passado, clareando o presente e prevendo o futuro.

A cada dez anos, escolhidos eram enviados a todas as partes do mundo, para lembrar e ensinar. Aquela época era chamada de Bella natura. E, por isso, o inimigo vinha.

Com a desculpa fútil, Ex malum, scientia. Porém as canções revelaram que uma ordem, Grimoire Sorciére, manipulava aquela investida, querendo descobrir os mecânicos do povo do Vale ou, no mínimo, acabar com um obstáculo.

Três dias antes do inimigo chegar. Do ponto mais alto do Vale, era possível ver as luzes das tochas em marcha.

No meio da noite, o ritual começou, num jogo de interpretar, o povo incorporava as canções de poder, de coragem, de esperança. Entretanto era um dia de dor e despedida, então foram entoadas canções de perda, de saudades, de fim e de renascimento.

No final, o mestre das canções, Lobo das Trevas, escolheu os sete que sobreviveriam, levando o conhecimento do povo do Vale para o mundo.

Engrandecidos pelas Canções, o povo lutou contra um inimigo muitas vezes mais numeroso. Perderam, mas banharam o Vale com sangue de mais da metade do contingente inimigo. Esse era o poder da derradeira Canção, cantada em meio ao campo de batalha. A Última Execução.

Quando a luta acabou, muito longe dali, cada um dos escolhidos já espalhava as histórias.

Cada um criou sua Canção, que seria guardada. Quando o nascer de um novo mundo estivesse completo, eles voltariam ao lar. E no Vale, as Canções da Meia-noite voltariam a ser contadas.



Agradeço a todos os leitores e escritores que nos ajudaram a chegar nessa marca, espero poder ver muitas outras histórias percorrendo nosso espaço aqui no RPG Vale.Você que é jovem escritor e deseja expor seu material nossa taverna está de portas abertas, bastando mandar sua história para contos@rpgvale.com.br.

Até a próxima bardos.
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