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Canções da Meia-Noite #48 - A Furiosa e o Destemido

Saudações caros leitores, todos voltando de um longo feriado e de muitas noites nas tavernas pelos reinos.Agora retornando deste descanso...


Saudações caros leitores, todos voltando de um longo feriado e de muitas noites nas tavernas pelos reinos.Agora retornando deste descanso vamos começar a semana com uma boa canção trazida pela nosso amigo @mestreurbano.

Quem nunca duvidou da força de uma criança?A chama do combate desperta cedo naqueles que nasceram para trilhar o caminho das grandes guerras e fazerem parte das linhas mais brilhantes do destino, mas ao mesmo tempo uma mente tão jovem é impulsiva e erros serão cometidos, sendo que nem todos são capazes  de aguentar os resultados. 

































 A Furiosa e o Destemido – Inicio.

– Será que um dia eu serei um borboleta?

Ela nunca tinha imaginado que seria assim.

- Por que ser uma? Já é bela, quer voar?
- Também.

Enquanto lembrava daquela conversa, derramava lágrimas de alegria pois fora atendida.

- Um dia serei capaz de fazer você voar, se isso vai deixa–lá feliz.

Ela voará, até onde o poder do companheiro permitia. Tão alto que o corpo reclamava pela falta de ar.
Estava feliz, pois chegou o dia que ela se transformaria. Quando o olhos arderam, parou. Por alguns segundos ficou presa no espaço, num quadro sublime de calma.

- Mas não é só isso…
- Não? Por que você quer ser uma borboleta?
- Quando alguém vê uma borboleta nascendo, nunca esquece – Ele riu pois foi ele que disse isso a muito tempo.

Sua mente se expandiu compreendendo tudo que iria acontecer.
Ela desfez a magia. E caiu.

- Mas as pessoas já falam de você, você é a Furi…
- Não é um título ou um nome que procuro, quero nascer para o mundo, que seja um momento grandioso, assim como o primeiro bater de asas é no pequeno mundo das borboletas.

Seu alvo estava longe, planava como uma mancha negra no céu muito abaixo, visto de cima era como uma floresta queimada, maculando todo o verde a volta. Ela era a lança que trespassaria o coração inimigo, seria um meteoro caindo das estrelas, rasgaria aquela sombra.
Ao seu lado dois dos Grandes surgiram, não sabia quais eram, estavam falando do futuro, da lenda de Aisha a destruidora da odiosa Zillion e que moraria com eles no palácio divino. Enquanto ela agradecia eles pararam, seus rostos espantados fizeram passar um frio em sua espinha. “Será que vou falhar?”. Ainda caindo fez o corpo girar, viu que ele agora sorriam: – Ainda não é a sua hora de vir para o outro mundo.
Uma energia invadia seu corpo, sem entender sabia que esse poder vinha do passado, de épocas passadas, momentos também poderosos. “Kilin deve saber o que é, ele sempre sabe”.
O inimigo estava próximo, como uma face enorme, ele fechou o punho lembrando de cada soco, cada luta até ali. Então ela gritou:
– OBRIGADO!

Os Zillions não acreditava no que viam, achavam que era uma magia ou um monstro, até um ataque dos deuses. De certo modo era tudo isso.
Mas eles viram uma humana passar por sua proteções, brilhando como o Sol atingiu o centro da do reino. Então ouve luz, seguindo de uma explosão. Gritos, mortes e glória.

A Furiosa e o Destemido Cap 1 – Dor e sentimentos

Na mente de Aisha, a dor não importava, nada importava, porque não era a primeira vez que o nariz sangrava, nem o primeiro soco que tomava, o que realmente importava era acabar com o oponente.

O gosto de ferro na boca era um sinal que o plano, simplório ela reconhecia, não dera certo. Sua investida direta para atingir o tronco fora repelida. Inteligência tática não era seu forte.
Há quatro anos atacou um soldado que dizia ter dormido com sua mãe, ficou conhecida como a Furiosa. Bateu com uma pedra na mão, chutou e mordeu a orelha do miliciano. Não houve reclamação aos pais, afinal, não ficaria bem para comandante Fawell um dos seus homens ter fama de apanhar de crianças. O próprio soldado, um falastrão chamado Octávio já não era bem visto. Conhecido por abusar da autoridade, foi enviado para uma das torres a 2 km da vila, onde cuida do turno da noite até hoje.
De coração nobre, o comandante conseguiu uma verba junto ao conselho da cidade, o que exigiu o mais fino de sua diplomacia, para que a pequena Aisha pudesse freqüentar a escola. Passou dois anos sem grandes encrencas.

Todas as crianças da cidade de Corell pagavam uma pequena taxa em suas escolas. Mais para ajudar na manutenção, pois os clérigos do Sábio* cobravam pouco, moradia, comida, além de novos livros. Ela descobrira o prazer do conhecimento, principalmente as histórias do passado, de grandes heróis. As guerras a fascinavam.

Mas a paz reina pouco para aqueles que o amor é maior que a razão, quando o filho de um nobre recém-chegado e obrigado pelo pai a frequentar a escola da vila disse que era verdade a história sobre sua mãe e ainda, que seu pai tinha dado umas moedas para que o pai da Aisha lambesse as botas dele, nada poderia segura-lá. Alvo Fiódor era bêbado e imprestável, mas tinha dignidade ou pelo menos ela queria acreditar nisso.

Então ela correu de novo, no lugar de visar o peito mudou para cintura no meio do ataque. Julian já recebia treino de combate, conhecia táticas e técnicas, estava preparando outro soco, que terminaria com aquela brincadeira, mas a mudança dela o pegou desprevenido. Mesmo levantando o joelho visando parar o novo ataque, o ombro de Aisha encontrou seu abdômen. Ao mesmo tempo ela segurou um das pernas, o garoto foi ao solo. Subindo nele distribuiu vários golpes, o conhecimento poderia ser dele, mas a experiência era dela. Não era o primeiro que a humilhava, xingava seus pais e fazia ela sair do sério. Mais de uma vez foi para cima de adultos, garotos mais velhos e damas da alta sociedade. Chamada de louca, filha de demônio, bárbara.

Quando Tanya, uma das sacerdote chegou, a briga tinha acabado. A Furiosa estava em um canto, abraçando os joelhos e o pequeno nobre estava tonto e ensangüentado. Com a benção de Nuptor* fez os inchaços e alguns cortes sumirem. – Ele vai despertar em breve, coloque-o em um leito. Logo eu irei vê-lo.
Ajoelhada ao lado do pequeno ser, pouco lembrando o carrilhão que derrubou mais um oponente.
- Deixe-me ver seu machucado. – A voz da clériga que tanto amava tratou de fazer ela soltar o pranto. Com dificuldade permitiu o exame. O nariz estava quebrado e o joelho de Julian tinha trincado uma costela. “Só 14 anos, Grande Estudioso*, tão jovem”…
Usando os poderes da cura, fez ela soltar um pequeno grito, pois a cura era um processo que forçava o corpo, ainda mais quando um osso quebrava ou acontecia algo mais grave.
- Já esteve pior, como quando você lutou com o soldado, mas chora da mesma maneira. – Abraça a menina, uma criança que buscava um abraço, proteção.
- Não tô chorando pela dor, nem doeu tanto. – A voz ficou firme e o olhar era o conhecido. Uma mãe-loba.
- Então, por que? – Mesmo sabendo que ela não a atacaria, era difícil manter o olhar.

- Não gosto de machucar os outros. Não importa o que fazem ou quem me provoca. Queria ser forte. 

Muito forte, assim todos me respeitariam e nunca mais iriam me provocar. As lágrimas lavavam o rosto ainda cheio de barro.

- Aisha, não são fortes as pessoas que são respeitadas.

- Não?! O Rei Ralfor foi um grande guerreiro, Lezardth o arquimago é poderosíssimo. Todo o mundo respeita eles porque são fortes.

- Você é muito nova e ainda não tem a visão dos fatos. Ambos são poderosos é verdade. Mas o que faz o nosso soberano ser aclamado é a luta dele pela paz, as tentativas de conseguir melhores acordos com os outros reinos e, para mim, o mais importante é que ele representa a colisão que enfrenta os terríveis Zillions e sua cidade negra. Você acha que o rei sozinho pode destruir a cidade? Muitos outros heróis são mais forte que ele, você citou Lezardth, o próprio dono de poderes que o Rei não imagina dominar e com conhecimentos que só o sumo-sacerdote conhece. Sua esposa, a espadachim dançarina Nadia, é capaz de destruir um pequeno exército, juntos com outros grandes aventureiros poderiam dominar o mundo. Mas o que faz a fama deles, com que todos os respeitem e os admirem, é como ele usam suas capacidades, protegendo, lutando contra o mal. Mesmo eles são xingados por alguns, invejosos e fracos de espírito, porém eles revidam com atitude. Entende?

- Hum…talvez… acho que sim…

- Tudo bem. Sei que logo você vai aprender a usar essa força. Enquanto isso, só não machuque tanto as outras pessoas. Tá bom?

- Tá. – Um sorriso que refletia a inocência daquela alma e o belo entardecer. Levantou e saiu correndo. – Tanya, me desculpe…
- Aonde você vai?
- Vou me desculpar com o Julian, ele não tem culpa de ser burro. Tchau!
- Hahahahahaha. – “Será que ela entendeu mesmo?”. .


Se vocês desejam acompanhar o desfecho dessa história basta acessar o link a seguir http://bit.ly/Htx0JX
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