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Atominex - Resenha

O concurso de criação de jogos promovido pela galera da Secular Games, depois de divulgar os 12 participantes que ficaram de fora naprime...

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O concurso de criação de jogos promovido pela galera da Secular Games, depois de divulgar os 12 participantes que ficaram de fora naprimeira etapa, anunciou as notas e as resenhas do primeiro grupo dos participantes que seguiram na disputa. Contaram com a avaliação de juízes convidados que juntamente com a nota da equipe da Secular deram a média que servirá para a classificação final e decidir o grande vencedor.

Na primeira etapa foram cortados aqueles jogos que não atendiam plenamente aos parâmetros de  completude, adequação temática (uso substancial e criativo de 4 dos 8 temas) e afinidade entre regras e conceitos. Mas apesar de estarem de fora da disputa, houve muito empenho por parte desses autores, e nós da RPG Vale vamos dar nossa força e prestigiar o empenho e dedicação trazendo nas próximas semanas uma resenha de cada um desses sistemas. Afinal podem estar de fora da disputa do concurso, mas não significa que não podem ser bons jogos. :)

Cabe aqui uma resalva: não vamos avaliar o jogo com base nas diretrizes do concurso. Não temos nenhuma ligação com os organizadores e deste modo não nos cabe discutir o porque do jogo não foi aprovado. Também levaremos em consideração o prazo curto que os participantes tiveram para desenvolver seus jogos.

Começaremos com a avaliação do Atominex, do Carlos Rocha.

Atominex – A Torre de Mil Nexos se apresenta como um cenário divertido que serve tanto como para campanhas longas, ou apenas para aventuras one-shot. Experimentei com meu grupo a segunda opção, seguindo as sugestões  do sistema de simplesmente retirar os personagens dos jogadores e os atirar nessa Torre mágica – ou não – com o único objetivo de formar times e vencer os obstáculos propostos a fim de terem a maior pontuação e serem liberados dessa encruzilhada interdimensional.

A descrição do jogo me fez lembrar primeiramente das Guerras Secretas onde Beyonder, uma criatura cósmica com poderes semi divinos, constrói um planeta com pedaços de vários outros espalhados pela galáxia, e coloca ali os maiores heróis e  vilões do universo Marvel para uma disputa. (se vc não sabe o que foi as Guerras Secretas recebe –50 ptos no seu nível de nerdismo).

Dizem que a Torre dos Mil Nexos foi construída por um poderoso Feiticeiro e não se conheçe toda a extensão dela.seus níveis podem ser ligados fisicamente por uma escada, ou apenas por portais que levariam os jogadores para outros niveis. As portas são trancadas por chaves mágicas respeitando-se um sistema de cores e niveis, sendo que uma chave de nivel superior é capaz de abrir uma porta de nivel inferior, mas o contrário não.

Outras referências como Tron, Running Man ou o game Smash TV também me vieram a cabeça durante a familiarização com o cenário.

A primeira coisa antes de serem jogados na torre é atravessar o Vortex onde poderão receber vantagens ou desvantagens, permanentes ou transitórias como consequência da viagem dimensional. A ideia é muito boa, mas sua descrição é cofusa e foi preciso um bom jogo de cintura em nossa mesa de jogo para aplicar a regra. Mas não nos arrependemos de tentar utilizar o conceito.

Uma vez na torre, antes de serem apresentados aos jogos e desafios necessário para ter a possibilidade de sair de lá, os jogadores conheceram os vários níveis onde muitas pessoas, vindos de inúmeras galáxias, dimenssões e universos fizeram de lá sua moradia permanente, seja porque não conseguiram vencer os desafios e ficaram presos, ou porque acharam que lá a vida podderia ser melhor do que em seus universos de origem.

O sistema de regras utilizado por Atominex é um hack simplificado de Gurps, trazendo a idéia interessante de se utilizar de cartas de baralho comum para servir como tesouros espalhados ou escondidos nos niveis da torre. Podendo ser utilizadas a qulquer momento do jogo, ou acumuladas para trocarem por mais créditos e outras recompensas.

Atominex também traz uma aventura introdutória para servir de base para testar as possibilidades do cenário.

No fim, mesmo por falta de uma maior descrição do sistema de Vortex, de como se aplicar as cartas e até um maior desenvolvimento das aventura base (coisa que o autor reconhece na descrição do jogo), isso não nos impediu de nos divertirmos com as possibilidades do cenário, sendo que um dos persongens escolheu, no fimd os desafios, de fizar residência na torre, deixando um portal aberto permitindo que os outros personagens pudessem voltassem lá para visitá-lo ou participarem de mais jogos em busca de recompensas maiores, ou apenas para desvendarem os mistérios da Torre dos Mil Nexos.

Espero que o autor Carlos Rocha continue a desenvolver o cenário apresentando regras mais claras seja num sistema próprio ou mesmo para Gurps, D20 ou quem sabe até para a licença Open Dragon (do Old Dragon).

Não recomendo experimentar o Atominex na forma que está para jogadores e mestres iniciantes, que com toda certeza ficarão perdidos na mecânica apresentada, mas é uma boa válvula de escape para mesas que rpecisam de uma pausa em suas campanhas. :D
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