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Game Over #04 - Esse tal de Game Design

Hey, guises! Chegamos na quarta edição da Game Over e eu me toquei que ainda não falamos sobre um dos assuntos principais de uma col...


Hey, guises!

Chegamos na quarta edição da Game Over e eu me toquei que ainda não falamos sobre um dos assuntos principais de uma coluna sobre Game Design - bem.. o Game Design, é claro! Então, hoje vamos tirar o atraso e falar um pouquinho sobre essa profissão que muitos de nós invejam, certo?

E eu sei que deveria ter falado disso na Game Over #01, mas o que vocês esperam de mim? Eu ainda amarro meus tênis com dois lacinhos, god dammit! Bom... vem comigo!


O Game Design - um rado do desenvolvimento de jogos - é o processo de construir o conteúdo e as regras de um jogo no estágio de pré-produção, além de fazer o gameplay, o ambiente, a storyline e os personagens durante o estágio de produção. No Brasil e no mundo, o termo também é usado para representar tanto a construção do jogo em si, quanto a documentação que descreve essa construção. Para ser um Game Design, o profissional deve possuir uma boa escrita e um balanço entre conhecimento técnico e dons artísticos.
Vocês já me viram falar um pouco da história das soundtracks nos games, mas, o que dizer do Game Design em si?

No começo, os game designers eram os programadores-chefe e - frequentemente - os únicos programadores por trás de um jogo, o que aconteceu até mais ou menos a déca de 70. Era um trabalho muitas vezes duro demais e o programador constantemente cuidava também de toda a parte artística do jogo, com exceção da Coleco - a única empresa a separar design de programação desde sempre.

Com o crescimento da indústria de games, tornou-se praticamente uma obrigação separar o game design do desenvolvimento em si de um jogo e é bastante raro encontrar uma empresa onde o game designer seja também o programador-chefe de um game; com exceção de games casuais como Angry Birds, Bejeweled e cia.

Tá bom mas e agora?
O Game Design começa com uma ideia - normalmente uma modificação de um conceito pré-existente. Normalmente, o Game Designer produz um documento de proposta inicial contendo o conceito, o gameplay, os personagens, a ambientação, a história, o público-alvo, os requisitos e a estimativa de custo para a produção e para a equipe, além do calendário de execução do projeto.
Muitas decisões são tomadas durante o desenvolvimento de um jogo e é responsabilidade do designer decidir quais elementos serão implementados, baseado, por exemplo, nas limitações de hardware ou na grana total liberada pro projeto. Cada decisão tomada tem alto peso na hora de determinar o sucesso ou o fracasso de um jogo.

Claro, não dá pra aprofundar muito o tema aqui, mas quem curtir ler sobre o tema eu sugiro "The Study of Games", do Brian Sutton-Smith. Não sei se tem em português, infelizmente.

Normalmente, as criadores de games internacionais dividem os game designers nas categorias:

"Lead Designer" - O famoso The Boss. O cara que gerencia a equipe de designers, toma as decisões mais importantes e, normalmente, é o maior visionário dentro da produção de games.
"Systems Designer" - A galera que cria e equilibra das regras do jogo.
"Level Designer" - Um cargo relavatimente novo, é o cara responsável pelas quests, pela ambientação e cenário do game.
"Writer" - O escritor, é claro. Esse profissional (muitas vezes temporário ou de meio expediente) cria os diálogos e os textos dentro do jogo.

Viram? Deu pra ter uma boa noção do que é o Game Design e como é o trabalho de um game designer, certo? É claro que não dá pra aprofundar muito em uma coluna, mas isso serve como uma introdução quando formos falar mais sobre o assunto - ou até mesmo para quem tiver na dúvida se quer mesmo seguir essa carreira.

Não se esqueçam de comentar aqui ou de falar comigo no twitter, certo? Seja para sugerir um artigo, pra criticar, elogiar ou mandar oferendas 18+ pra minha casa.

See ya!
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