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Dungeons & Dragons 5ª ed – O que rolou na #DDxp

A Dungeons e Dragons Experience acabou no último domingo de janeiro. Foram 04 dias de evento com palestras e playtest da próxima edição do...

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A Dungeons e Dragons Experience acabou no último domingo de janeiro. Foram 04 dias de evento com palestras e playtest da próxima edição do D&D.

Nessas quase duas semanas após o evento, precisei digerir todas as informações que colhi. Acompanhei as opiniões de participantes das mesas de jogos que, mesmo sob as regras dos NDAs que assinaram, compartilharam suas impressões desse primeiro teste, aguçando a imaginação dos que não puderam participar do evento.

Reli várias vezes as transcrições das 04 palestras para ter uma boa ideia geral do que está por vir. E claro no meio disso tudo, precisei arranjar um tempo para trabalhar e pagar minhas contas já que, infelizmente, meus credores não são rpgistas e não poderiam se importar menos com tudo isso. (eu acho)

Mas caso um deles me perguntasse, ou se estiver lendo aqui, tentarei expor um pouco do que aprendi com tudo isso.

As transcrições das palestras podem ser lidas nos links a seguir: (via http://www.enworld.org)

Charting the Course: An Edition for all Editions - Mike Mearls, Monte Cook, e Jeremy Crawford

Class Design: From Assassins to Wizards - Monte Cook, Bruce Cordell, e Robert Schwalb

Future Products and Q&A - Mike Mearls

Reimagining Skills and Ability Scores - Monte Cook, Bruce Cordell, e Robert Schwalb

Confira o nosso post sobre a primeira palestra aqui.



Jogo Modular, Old School e etc.

A próxima edição do D&D pretende ser um jogo modular, onde o mestre e jogadores que buscam um jogo simples, rápido e mais focado no roleplay, conviverão, as vezes na mesma mesa, com aqueles que procuram personagens mais elaborados com várias habilidades, ou campanhas com grande enfoque em combates com miniaturas e regras minuciosas. A intenção é de fazer um conjunto de regras que aborde todos os estilos de jogos: uma busca à quintessência do D&D.

É inegável que muitos jogadores foram largando o D&D ao longo das edições pois estavam plenamente satisfeitos com o estilo de jogo que já usavam. Esse fato é mais fácil de ser observado a partir da 4ª edição, que dividiu muitos jogadores e abriu todo um mercado para os retroclones e os apreciadores do D20. Mas a verdade é que conheço muitos jogadores que não abandonaram a 2ª edição do AD&D, e se procurarmos em cantos obscuros, encontraremos os que ainda utilizam o OD&D.

Os designers da nova edição esperam agradar à gregos e troianos com a ideia de jogo modular.

Também deixaram claro a disposição em dar mais poder ao DM oferecendo ferramentas que permitam ao mestre resolver qualquer questão durante o jogo, sem precisar recorrer a uma infinidade de tabelas ou ter sempre que consultar o livro de regras para esclarecer alguma coisa aos jogadores. Uma coisa que retroclones, como nosso querido Old Dragon já faz.



Classes, Multi-Classes e mais Classes

É muito difícil falar de D&D e não pensar nas Classes. Ao longo das 4 edições e muitos suplementos foram muito alem  das 04 classes básicas. A nova edição pretende trazer todas as classes que já foram publicadas e separá-las por raridade. Assim o guerreiro, ladrão e clérigo e mago seriam classes comuns, enquanto bardos, paladinos incomuns. Outras como assassinos seriam raras.

Quanto mais rara fosse a classe, mais difícil e maiores seriam os requisitos para usá-las. O sistema em teses, facilitaria a forma que os mestres planejam suas aventuras e campanhas.

Isso deve acionar um alarme na cabeça de jogadores mais preocupados com balanceamento, e os designers afirmam que estão preocupados com esse elemento mas de uma forma diferente de como o problema foi encarado na 4ª edição. Cada classe terá a sua forma de ser eficiente: enquanto algumas são mais voltadas para o combate, outras serão mais voltadas para a exploração.

Bruce Cordell diz que “Cada classe terá seu momento de brilhar, nem todas as classes são feitas para o combate”.

A criação de personagem é outro ponto levantado pelos designers. Estimam que um jogador experiente levaria para cerca de 15 minutos para concluir uma ficha de personagem, enquanto um novato levaria 30 minutos. Mas desejam oferecer, através do conceito de jogo modular, que o jogador que quiser um personagem cheio de detalhes e particularidades leve o tempo que desejar.

As magia por dia voltarão para os magos e clérigos (básicos) e os rituais para evocar magias mais poderosas também estarão presentes na próxima edição.

Monte Cook fala sobre o sistema de evolução que trará mecanismos para que ela ocorra na velocidade que o grupo desejar. Eles não querem que nenhuma classe seja mais demorada para se evoluir do que outra. Ele gostaria que, do ponto de vista da estória, que todas as classes evoluíssem igualmente.

Os jogadores, quando passarem de nível, ao invés de apenas ganhar um +1 para atacar/defender, poderão optar em adicionar uma nova habilidade ao seu char.

Outra mudança bem vinda será desassociar a evolução e itens mágicos. Os designers  desejam trazer de volta a exploração para o jogo. E não vamos esquecer de que pretendem trazer o sistema de multiclasses da 3.0/3.5.



Mas e as perícias? E os Atributos?

Outra coisa icônica do D&D é sua lista de atributos, fazendo parte de nossa cultura rpgística e sendo alvo de sacadas bem legais como essa aqui. Eles trarão na nova edição uma nova mecanica para eles. Um jogador com Força  17, não precisará rolar dados para derrubar uma simples porta de madeira.

Usando a mesma formula que muitos rpgs mais interpretativos, ao invés de usar um teste para tudo, o sistema vai encorajar os jogadores a descreverem como resolvem uma determinada situação. Uma maneira interessante para manter o jogo em movimento, evitando situações em que uma falha em um teste simples tenha consequências desastrosas. Claro que se os jogadores e mestre preferem fazer as rolagens de  dados para cada situação, poderão. Afinal esses testes muitas vezes protagonizam momentos hilários dentro do jogo. Tudo isso esta dentro da ideia de jogo modular.

O legal é que as jogadas de proteção estarão de volta, e o Carisma estará ligado a efeitos de medo e encantar.



Tudo isso é muito legal, mas vai funcionar?

Eu adoraria ser um dos privilegiados que puderam fazer o playtest durante o evento, e fazer todos corarem de inveja. Mas infelizmente eu sou apenas mais um dos invejosos que terão que se contentar com as impressões como as da @geeksdreamgirl e o post de seu playtest, ou do @criticalhits nesse outro post aqui. O jogo está mais rápido, já que não é necessário tantas rolagens de dados.

O que podemos tirar desses dois é que o que vem por ai deve agradar. Claro que esse foi apenas o primeiro playtest, e os desenvolvedores já disseram que muita coisa ainda esta sendo feita, e muito ainda por fazer. Vamos aguardar e continuar acompanhando as novidades.
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