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Canções da Meia-Noite #44 Especial - Uma noite de histórias

Saudações caros aventureiros de todos os reinos,sejam bem vindos a nossa taverna para mais uma noite de entretenimento, através das histó...


Saudações caros aventureiros de todos os reinos,sejam bem vindos a nossa taverna para mais uma noite de entretenimento, através das histórias que este bardo e seu bandolim irão narrar para vocês.Como sabem semana passada foi carnaval e um bom bardo não dispensa festas e a oportunidade de boas aventuras,vivendo problemas com orc bárbaros e prazeres com as elfas (vamos pular essa parte) me deparei com grandes feitos e por isso hoje trago a você três surpreendentes histórias,escritas por jovens e promissores bardos.

Peguem suas canecas de cerveja e acomodem-se na mesa mais próxima e preparem-se para uma noite de muitas canções!



A primeira história de hoje nos traz o momento em que uma temida criatura revela seus mais íntimos pensamento em palavras repletas de segredos, resultando temor pelo futuro de sua existência,afinal de contas poderia um lobisomen ter sentimentos?Quem nos traz essas dúvidas e respostas é a grande companheira barda Carolinne Gonçalves ( @princesswyndia ).
Confissões de uma galliard
Querido diário,

Quem diria que eu voltaria a escrever em você, meu antigo confidente. Logo eu que aprendi a declamar as glórias e os feitos dos meus irmãos garous nas assembléias. Eu que aprendi a usar a minha voz para embalar os mais refinados ouvidos com meus contos ou com a melodia da minha flauta. Agora estou aqui escondendo um segredo entre essas linhas, um segredo que em breve será visível a todos.

Poesias, canções, amor. Um galliard aprecia tudo isso e muito mais e talvez seja o augúrio que mais se emotiva e encare os sentimentos com mais fervorosidade. Sei disso porque também nasci sobre a lua gibosa e também fui arrebatada por sentimentos fortes. Não agi por mim, deixei o coração me guiar e por fim cometi algo errado. Estou tentando esconder o meu erro, só não sei até quando...

Amor. Foi esse sentimento que me arrebatou. Arrebatou um coração jovem e inocente: o meu coração. E eu fui de corpo e alma, me entreguei, amei e agora estou desabafando aqui. Espero que guarde esse segredo aqui nessas linhas.

Assim que passei pelo ritual passagem, fui integrada a um matilha composta por homens. Eu, uma Fúria Negra, convivendo ao lado de um Fianna, de um Senhor das Sombras, de um Cria de Fenris e de um Andarilho do Asfalto. Confesso que no meio de tantos homens, achei que ia pirar. Mas o destino me pregou uma peça e ao invés de irritar-me com a presença deles, acabei de me apaixonando por um deles.

Não, eu não lutei contra essa paixão e nem ele também lutou. Mesmo sabendo que era contra a litania, nos entregamos. De corpo, alma e coração. Foram meses felizes, tendo seu cheiro e seu sabor sempre presentes. Meus companheiros me alertaram, mas ignorei. Queria viver cada momento ao lado dele, sem me preocupar com nada. Esse foi o meu erro.

Com lágrimas nos olhos, eu olho para meu próprio corpo que muda a cada instante. O que ainda consigo esconder, em breve será impossível. O que carrego comigo, o que seria uma benção para muitos, é um pecado para meus irmãos. Não sei o que fazer. Socorro!

Por isso escolhi escrever aqui, desabar por entre palavras o que estou sentindo. Tenho que tomar uma providência rápido, mas minha cabeça está girando. Preciso de ajuda, mas para quem devo contar? Para ele? Seria o certo...

Enquanto não decido o que fazer, deixo minhas lágrimas correr e tento abafar meus soluços, escondendo para mim que carrego em meu ventre um pequeno impuro.

Abnara Campbell





Poderia um dragão sofrer por coisas que machados e magias não conseguiriam alcançar?Dentro de cada besta das sombras,muitos pensamento e sentimentos circulam em suas mentes e estes podem ser mais fatias que qualquer coisa no mundo e o nosso mais novo bardo da #CMN Hugo Castro (@KohakoorKamou) é quem nos traz essa lição.
O Dragão 

No fundo do horizonte, uma montanha negra e seca, tocava as claras nuvens do céu. De repente, as nuvens são cortadas e uma incrível sombra negra pala sobre ela. Era um Dragão. Um Dragão Negro, grande e com olhos vermelhos reluzentes. Parecia uma criatura terrível e sanguinária. Um uma fração de segundo, O Dragão começa a ficar mais fraco e fraco, seu olhos se fecham lentamente e ele bate na montanha negra e cai no chão. Ele está fraco, mas não morto. Ele se levanta da queda, sem nenhum machucado, pois seu corpo é protegido por suas escamas grossas e negras. Ele caminha um pouco, fraco e faminto. Parece não comer a meses. Ele perambula por ai, pelo pé da montanha. Estava uma neblina incrivelmente áspera, parecia uma parede em sua volta. O Dragão que agora caminha em silencio, percebe que Dois humanos passaram logo ali, uma mãe e sua filha. O Dragão poderia facilmente matar as duas e se alimentar delas, porem tudo que ele faz é se afastar para o lado oposto. O Dragão já foi apaixonado por uma humana. E ele estava nesse estado, pois estava voando, e chorando, para longe de sua terra natal, para esquecer seu
amor que agora era perdido. Ele percebe que agora arvores começar a aparecer diante da neblina espessa e, ele percebe algumas vozes humanas vindo de sua frente, ele fraco a beira da morte, tenta virar para outro lado. Mas já era tarde demais. Cinco homens bem armados e protegidos partem para cima do pobre
dragão. O machucando com machados, espadas e lanças. O Dragão grita de dor, e cai no chão quase morto. Sem conseguir se mexer, ele olha para frente, triste e chorando, imaginando se um dia vera seu amor novamente. Uma cortina negra cobre seus olhos, e depois de sofre. Ele morre.



Ahh o querido brilho da lua sobre uma noite repleta de ruas macabras,onde o seres mais nefastos do mundo murmuram entre si buscando novas vitimas,mas nem sempre as vitimas são tão inocentes quanto se imagina e podem vir a serem aqueles que culminara em seu final neste mundo.Somente um conhecedor deste mundo poderia narrar tais feitos e ainda continuar vivo (vida de bardo é assim) e para esta missão foi Trevor do blog Lua Sombria que ficou encarregado de narras tais fatos.
O Serviço
Felipe estacionou a Van. Desceu do veículo olhando com cautela para os lados, afinal estava em um daqueles bairros desertos onde qualquer um que apareça andando  é suspeito. Do outro lado da rua, estava a residência semi-coberta pelas sombras, quase se mesclando com a escuridão da noite. Era onde Felipe iria fazer o serviço. Ele abriu a traseira da Van e retirou a caixa de ferramentas que iria usar nos reparos. Prendeu o crachá da companhia de TV a Cabo na camisa do uniforme e atravessou a rua. Frente à casa, esticou o braço em direção a campainha, mas antes que ele tocasse a porta se abriu seguido de uma voz feminina:

— Você esta atrasado!

Felipe permaneceu imóvel observando a mulher de cabelos negros e pele alva. Seus olhos eram azuis bem claros, quase brancos. O mais curioso é que ela deveria estar tremendo com a baby doll vermelha e semi-transparente que estava usando naquela noite fria.

— Vamos, entre. Ou vai ficar aí parado a noite toda? — Disse a mulher.

— Per… Perdoe-me senhora. — Respondeu Felipe com a voz trêmula.

— Senhora está no céu, e eu prefiro estar no inferno. Portanto me chame apenas de Verônica. Siga-me, vou leva-lo até a TV. Essa droga de aparelho não funciona desde o início da noite.

Felipe seguiu Verônica timidamente enquanto seus olhos deslumbravam a casa que parecia ao menos duas vezes maior do lado de dentro. Haviam muitas cortinas rubras, assim como os tapetes. A mobília era grande e aparentava ser antiga. A maior parte da iluminação vinha de velas acesas em candelabros espalhados pela casa, decorando o ambiente com penumbras.

— Aqui está. — Disse Verônica mostrando a TV LCD de 40 polegadas.

Felipe repousou a caixa de ferramentas no chão. Olhou atrás do televisor e fez seus ajustes em menos de um minuto. Pegou o controle remoto e ligou o aparelho. Depois de  ”zapear” alguns canais disse:

— Está pronto Srta. Verônica. Era só um cabo desconectado. — Mas não houve resposta. Já não havia mais ninguém na sala.

— Srta. Verônica? — Continuou procurando, olhando para os lados, andando de vagar e sem jeito. Os minutos se passaram e Felipe parecia querer abandonar a casa, mas Verônica apareceu subitamente atrás dele segurando duas taças de vinho:

— Desculpe a demora. Fui buscar um drink para nós, mas tome só depois que terminar o serviço, ok?

— Mas eu já terminei Srta. Verônica.

— Hum… Aprecio sua eficiência. Então vamos, beba!

— Desculpe Srta. Verônica, mas eu não bebo. – recusou Felipe afastando-se um passo. Verônica se aproximou, e quase encostando sua boca nos lábios dele disse:

— Já falei, me chame apenas de Verônica. E se você não bebe, deixe-me retribuir de outra forma.

Em seguida beijou Felipe, que por sua vez a segurou pela cintura juntando seu corpo ao dela. Verônica passou a beijar seu pescoço, a boca dela tomou uma pequena distância armando o bote. Os caninos pontiagudos cresceram, mas antes de ela investir o beijo da morte, Felipe se afastou abraçando-a por trás. Ele então beijou o pescoço de Verônica e com a mão esquerda, acariciou seu ventre, subindo a parte de cima da baby doll lentamente. Ela inclinou a cabeça para trás e fechou os olhos enquanto Felipe deslisava a língua sobre a orelha de Verônica, fazendo ela soltar um excitante suspiro. No mesmo momento ele enterrou uma estaca no coração da vampira, e o delicioso suspiro se transformou em um grito horrendo. Verônica caiu inerte sobre o tapete vermelho carregando uma expressão macabra no rosto.

Felipe sorriu. Virou as costas, pegou sua caixa de ferramentas e voltou para a Van. Retirou as chaves do bolso e abriu a parte de trás do veículo, pegando um galão de gasolina e uma Katana. Ao voltar para o recinto, decapitou Verônica fazendo um filete de sangue negro respingar em sua face. Depois despejou toda a gasolina sobre ela, deixando um rastro até à saída. Em seguida arremessou o galão vazio, acendeu um cigarro e pegou o vinho que Verônica oferecera. Chegando à saída, lançou um último olhar para o monstro decapitado e ergueu a taça dizendo:

— Um brinde my lady! Dr. Willian mandou lembranças.

Depois de dar apenas um trago, jogou o cigarro aceso no rastro de gasolina que incendiou instantaneamente. Felipe deixou o lugar tomando o vinho enquanto Verônica ardia em chamas junto com seu covil. O serviço estava feito.



Bem meus caros companheiros chegamos ao fim de nossas histórias por hoje,lembrando que se você também possui um espirito de bardo em você,basta mandar seus contos para contos@rpgvale.com.br e se juntar a nós aqui na Canções da Meia-Noite.
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