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Videogame é arte?

Lembro-me de quando compartilhei no Facebook uma notícia sobre o reconhecimento dos games como cultura no Brasil. No post, eu comemorava o...


Lembro-me de quando compartilhei no Facebook uma notícia sobre o reconhecimento dos games como cultura no Brasil. No post, eu comemorava o fato de os games deixarem de ser encarados como jogos de azar, e finalmente serem entendidos como cultura.

Vi muita gente curtindo e comentando a novidade, mas era de se esperar que surgisse quem torcesse o nariz. A questão que quero levantar é a seguinte: se considerar games parte da nossa cultura já é difícil, quem dirá arte.

Sim, existe uma certa diferença. Até onde sei, tudo que é arte é cultura, mas nem sempre ocorre o inverso. Um prato típico ou um dialeto seriam considerados culturais, mas não arte.

Definir arte é muito difícil. A própria definição mudou bastante com o passar do tempo. Por consenso, é possível dizer que a arte é aquela coisa que engrandece como pessoa, que traz reflexões, questionamentos e respostas. Talvez daí um certo desdém pelos videogames. Quer dizer, desde quando “esses joguinhos” são capazes de engrandecer qualquer coisa?
Pois claro que é! Já dedicamos tanto tempo a isso, falamos tanto disso, gostamos tanto disso que já faz parte de nossas vidas!
Provavelmente nossos filhos vão achar games tão naturais como qualquer filme ou livro. Os jogos já permeiam nossos imaginários, encantam nossos olhos com suas imagens, e nos conquistam com suas histórias e protagonistas.

O problema é que para quem não gosta de videogames, um Zelda será tão emocionante quanto um clássico da Literatura para quem não gosta de ler. Ou seja, não é porque muita gente acha que videogame é SÓ entretenimento, que ele realmente é só isso. Os quadrinhos também passaram por esse preconceito, e muitos exemplos estão aí pra provar que HQ não é só um passatempo, como Sandman.

Aliás, acreditem se quiser, quando o cinema surgiu, muita gente simplesmente não deu atenção. E hoje é a sétima arte. No meio de infinitos Call Of Duty e Fifa, há sim obras de arte que vão muito além do puro entretenimento. Negar isso seria como dizer que cinema é só entretenimento só porque existem alguns filmes dedicados apenas a isso.

Não me deixam mentir alguns games, como os RPGs eletrônicos, em que a liberdade faz parte de toda a experiência, algo que nunca poderia ser proporcionado por um livro, um filme, ou uma peça de teatro. Aliás, se fosse necessário apontar um diferencial artístico dos games, seria a interação; a oportunidade de fazer parte daquele universo, e crescer dentro dele. Muito além de só acompanhar uma história passivamente, somos nós o encanador que eventualmente salva a princesa de um terrível dragão.

Mas ainda há quem não entenda. Devemos deixá-los de lado? Claro que não. Se pudermos mostrar a eles o quão fascinantes games podem ser, talvez eles mudem de ideia. Quebrando preconceitos, fortalecemos a nossa chamada décima arte, assim como vem acontecendo com a nona arte, os Quadrinhos.

Porque o joystick está ao alcance de todos. Basta apertar o start.
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