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Game Over #03 - Soundtrack!

Well, well, e cá estamos nós de volta! Quer dizer.. cá estou eu, porque vocês tão sempre por aqui. Então, não, crianças, a Game Ove...


Well, well, e cá estamos nós de volta! Quer dizer.. cá estou eu, porque vocês tão sempre por aqui.

Então, não, crianças, a Game Over não deu game over e, apesar do meu provedor fazer de tudo pra me atrapalhar, cá estou eu com a terceira edição da nossa coluna, certo? E hoje vamos falar de... trilhas sonoras!

Vale lembrar que foi um sugestão do Bitetti, então, agradeçam a ele. Ou a mim. Ou a quem vocês quiserem, malditos sejam, eu sou um redator, não um policial.

Bom... vamos nessa?
Pra começar, o que diabos é uma trilha sonora de um jogo?

A soundtrack, ou bgm (background music) ou a música do video game, é qualquer uma das partes musicais encontradas em um game. Pode ser um sintetizador simples ou uma música feita por uma orquestra. Normalmente, quanto mais antigo o jogo, mais simples é sua trilha sonora, claro. Atualmente, muitos jogos possuem trilhas quase tão boas quanto as de um filme e, às vezes, as trilhas sonoras são até mesmo interativas, usadas para dar uma atmosfera apropriada, baseada no que o jogador faz. Por fim, a música também pode fazer parte do gameplay, em jogos de ritmo - como o famoso Guitar Hero.
Mas aposto que vocês já sabiam disso, certo? Então, com as coisas mais claras, vamos fazer uma volta pro passado e conhecer um pouquinho da história das músicas nos games. Vale deixar claro que isso é só um resumo e que a história da música nos games é muito mais complexa que isso, certo? Simbora!

Vale lembrar que não vou analisar pautas musicais e não o processo de composição "per se". Vamos tentar focar mais nos games e menos na parte técnica musical, então, nada de discutir sobre tom menor, centro tonal e notas tensas. E tenho dito!

1970~1980

Ah, quem não curtia a primeira geração das plataformas? Nessa época a música era gravada nas boas e velhas fitas K7 ou discos. Sim, discos. Aquilo que os hipsters usam pra efeitar o quarto, já serviu pra realmente ouvir música. Convenhamos, não era um bom meio de gravar músicas para jogos e - na época - era um meio bem caro, além de relativamente fácil de quebrar com o uso contínuo.

Mas isso não impediu que o jogo Journey, do arcade, usasse esse exato estilo para trilha sonora. Sim, tinha um tocador de fita cassete dentro desse arcade.

Claro, não demorou muito pra música passar para meios digitais (ufa~). Esse se tornou o meio mais tradicional dessa época: um chip que transformava impulsos elétricos em ondas sonoras que eram emitidas por uma caixa de som.

1980~1990


Mais tarde, com a introdução de placas de som digitais FM (agradecimentos para a Yahama), as músicas caminharam para sons mais "agradáveis", que deram origem às trilhas que vocês conhecem da geração 16 bits. 

Por sinal, nessa mesma época a gente tem o Rally-X, da Namco, o primeiro game a ter uma bgm. Yay! As boas e velhas musicas eram loop, ou seja, se você ficasse tempo suficiente parado no jogo, ia ver que a música simplesmente acabava, do nada, para então recomeçar tudo de novo.

... sorte que Super Mario tinha um contador de tempo, hun?

E foi nessa mesma época que, com o avanço das placas de som, alguns profissionais escreveram o seu nome na eternidade! Como? Bom, foi aqui que surgiram nomes como Nobuo Uematsu (Final Fantasy, babe!), Koji Kondo (Mario, Zelda), koichi Sugiyama (Dragon Quest), Miki Higashino (Tartaturas Ninjas), Hirokazu Tanaka (Metroid, Earthbound) e muitos outros. 

No final dos '80, o Japão já vendia essas mesmas trilhas sonoras em fita cassete. Aliás, foi exatamente isso que inspirou a Sierra e a Interplay a dar mais atenção para trilhas sonoras. Me arrisco a dizer que, se não fosse por esse fato, não teríamos coisas como o Video Games Live. Once again, obrigado, Japão!

Okay, chega de história!

Os jogos evoluíram, vieram as trilhas em MIDI, pré-recorded, streaming e centenas de outras coisas técnicas que não interessam a (quase) ninguém.

Os desenvolvedores de hoje em dia têm muitas opções para criar suas trilhas sonoras. Pode-se dizer que as mudanças nas trilhas sonoras de hoje terão menos ligação com limitações tecnológicas e mais ligação com o desenvolvimento do jogo como um todo. O crescimento das trilhas sonoras tornaram a música um conceito de negócios quase que independente do jogo, onde o compositor e a trilha tem quase o mesmo peso que o gameplay na medida de sucesso de um jogo. 

Um bom exemplo disso? Akira Yamaoka, o compositor de quase todas as faixas de Silent Hill (do 1 ao 4), que acabou integrando o Team Silent, ou seja, um compositor que acabou sendo tão importante quanto os outros desenvolvedores do jogo, chegando até mesmo a dar piteco na criação do roteiro da coisa toda.

Interessante notar também que o oriente valoriza a composição musical décadas antes do ocidente. Na década de '80 o Japão já vendia trilhas sonoras de jogos, enquanto o resto do mundo só começou a dar realmente atenção a isso por volta da década de '90 e anos 2000.
Ei! Então qualquer game developer pode fazer sua própria trilha sonora?

Sim. E não.

Bom, qualquer um pode fazer sua própria trilha com softwares como o Midi Sequencer e outros. Isso é particularmente útil na criação de um mini-jogo ou de um trabalho de conclusão para Game Designers. Porém, vale lembrar que é legal valorizar o trabalho do músico e que existem especialistas na área (tanto de música quanto de Game Design) que estudam justamente para isso: compor e encaixar músicas nos games.

Mas se você realmente quiser, aqui vai um resumo do que você precisa:
1. Um programa que crie e toque MIDIs.
2. Um teclado, de preferência.
3. Uma pauta musical (opcional)
4. Um programa para gravar o som (opcional)
E por hoje é só, pessoal!

Deixei de cobrir muitos assuntos, principalmente a parte mais técnica da coisa, mas serviu como uma boa introdução sobre a evolução das trilhas sonoras nos games, certo? Claro, como quem manda aqui são vocês, podemos fazer uma parte 2 desse artigo falando sobre o lado atual ou sobre a parte mais técnica.

E não deixem de comentar, sugerir assuntos, brigar comigo ou sacrificar elfas (e bardos) em meu nome! Caso você não seja um clérigo, um psiônico ou algum cultista com poderes ocultos, você pode me achar no twitter ou no faceboook.

See ya, folks!
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